Ministério Jovem da Igreja Adventista

COMO TUDO COMEÇOU


Youth‘s Instructor [1852]

Foi em 1852, quando Tiago White preparou as primeiras lições da Escola Sabatina para jovens, que a igreja começou a oferecer um programa mais voltado às necessidades de nossa juventude.

A preocupação mais efetiva, porém, surgiu em 1879 com dois garotos, Harry Fenner, de 17 anos, e Luther Warren, de 14. Eles queriam um movimento mais específico para jovens e resolveram entrar em ação. Começaram organizando reuniões em Hazelton, Michigan, apenas para rapazes, em um pequeno cômodo da casa dos pais de Luther. O objetivo desse primeiro grupo de jovens era promover o trabalho missionário, levantar fundos para a literatura missionária e incentivar a causa da temperança. Um pouco mais tarde, as moças também foram convidadas a participar e as reuniões passaram a ser realizadas, então, no grande salão de uma casa, acompanhadas de alguns dos membros adultos da família.

A partir dessa primeira sociedade de jovens, outras mais começaram a ser organizadas até que em 1899 a Associação de Ohio, em Mout Vernon (USA), criou oficialmente um departamento de jovens.

Pouco tempo depois, em 1901, a Associação Geral tomou as primeiras providências para a formação de uma organização oficial de jovens, aprovando o conceito da sociedade de jovens e recomendando que fosse formada uma comissão para estabelecer um plano de organização. O Departamento de Escola Sabatina, dirigido por Flora Plummer, passou oficialmente a coordenar a obra entre os jovens. Isso aconteceu até 1907.



M. E. Kern [1907]

A organização definitiva de um departamento de jovens mundial ocorreu apenas no Concílio da Associação Geral realizado em Gland, Suíça, no início da primavera de 1907. Foi eleito M. E. Kern como diretor e Matilda Eridcson como secretária. No verão do mesmo ano, cerca de duzentos obreiros se reuniram em Mount Vernon, Ohio (USA), para uma convenção de jovens, a fim de escolher um nome para o departamento e preparar outras recomendações.

O nome finalmente escolhido foi “Departamento dos Missionários Voluntários dos Jovens Adventistas do Sétimo Dia”. Através dos anos, passou a ser conhecido como “Departamento MV”. A organização de jovens na igreja local foi chamada de “Sociedade MV” e as reuniões públicas dos jovens passaram a ser designadas “Programas MV”. Foram adotados, também, o Calendário da Devoção Matinal e o Clube do Livro dos Missionários Voluntários (MV). O grupo votou observar o “Dia do MV” em cada igreja uma vez por ano.



A Primeira Guerra Mundial atrasou, de certo modo, o desenvolvimento do ministério com os jovens. Depois da guerra, porém, os líderes de jovens adventistas usaram histórias, passeios a pé, jogos, artes, trabalhos manuais e acampamentos, a fim de atingir as necessidades dos jovens.



Theodore Lucas [1969]

Em 1926, foi levado a efeito o primeiro acampamento MV oficial dirigido por uma Associação, em Townline Lake, Michigan (USA). Foi liderado por Grover Fattic. Já o primeiro congresso jovem MV aconteceu pouco depois, em 1928, em Chemnitz, Alemanha, na Divisão Central-Européia. Steen Rasmussen era o líder de jovens. Passados 41 anos foi realizado em 1969, o primeiro Congresso Mundial de Jovens, em Zurich, Suíça, Na ocasião, Theodore Lucas era o diretor mundial.



A mudança do nome de “Missionários Voluntários” (MV) para “Jovens Adventistas” (JA), como conhecemos hoje, aconteceu apenas em 1978. Já em julho de 2005, em Saint Louis (EUA), a Assembléia da Associação Geral votou adotar o nome de “Ministério Jovem” para o trabalho em conjunto realizado com jovens, desbravadores e aventureiros.



Passaram-se mais de 150 anos desde a primeira iniciativa da igreja em atender os jovens. A história mostra que passo a passo esse ministério foi crescendo, se ajustando e buscando as melhores maneiras de “salvar do pecado e guiar no serviço”. Agora que estamos em pleno século 21, tempo de mudanças rápidas e liderança ágil, é preciso buscar novas maneiras de tornar a igreja aberta e atrativa, além de envolver e salvar nossos jovens.



O Clube de Jovens é a nova marca dessa história. É o Ministério Jovem buscando o caminho para envolver os jovens de hoje e atender suas necessidades. Os jovens gostam de atividades em grupo, precisam se sentir valorizados, querem um atendimento especial e direcionado, buscam desafios e crescimento e desejam uma experiência viva e prática com Jesus. Não se esqueça:

Agora é o tempo e oportunidade para trabalharmos pelos jovens...

Ellen White, Só Para Jovens, página, 23



ATIVIDADES DA DIRETORIA



DIRETOR(A)



Representa o grupo perante a igreja.

Coordena as atividades do Clube.

Dirige a programação.

Trabalha com a diretoria na elaboração e cumprimento de um calendário de atividades.



ASSOCIADOS(AS)



Apóiam o(a) diretor(a) no andamento das atividades.

Atuam como supervisores das equipes.

Podem atuar como orientadores.

Motivam o cumprimento dos requisitos das medalhas de outro, prata, dedicação, habilidades, etc.



SECRETÁRIO(A)



Organiza as fichas de registro e inscrição dos participantes.

Redige as atas das reuniões.

Envia relatórios.

Coordena o envio de notícias dos eventos realizados.



TESOUREIRO(A)



Arrecada as taxas de participação.

Coordena as entradas e saídas financeiras das atividades realizadas.

Apresenta regularmente um relatório da situação fi nanceira ao Clube.

Administra o movimento fi nanceiro do Clube somente com comprovantes legais.

Trabalha subordinado ao tesoureiro da igreja.

CONSELHEIRO(A) GERAL



Supervisiona as atividades do Clube.

Orienta a diretoria.

Serve de apoio aos jovens em suas necessidades.

Visita as famílias dos jovens participantes.

Está presente às reuniões e atividades do Clube.

LÍDER DE EQUIPE



Atende a cada participante individualmente em suas necessidades.

Coordena os projetos desenvolvidos pela equipe.

Dirige as atividades regulares da equipe e o cumprimento de requisitos.

Escolhe alguém para trabalhar como secretário(a).

Mantém um cadastro de todos os membros da equipe.

Envolve cada membro da equipe em alguma função.

Assiste às reuniões da diretoria.

Reúne-se com sua equipe, apresenta os planos e requisitos e delega as tarefas

para cada membro da equipe.

CAPELÃO



Pode ser um ancião da igreja ou outro membro escolhido pelos jovens.

Responde pelas atividades espirituais de cada reunião do Clube.

Encarrega-se das atividades espirituais em saídas do Clube.

Planeja um envolvimento do Clube com a programação da igreja.

Coordena a classe bíblica jovem.

Responde pelo treinamento de liderança para as atividades da igreja.

Coordena os Pequenos Grupos do Clube.

Cadastra os participantes e elabora um plano de visitação.

Acompanha a freqüência dos jovens à Escola Sabatina dos Jovens ou

Adolescentes e promove a compra e o estudo da lição dessas classes.

Promove e capacita os jovens em projetos de evangelismo jovem.

Promove o estudo da Bíblia na comunhão pessoal através do Ano Bíblico, no Culto JA, etc.

ATIVIDADES ESPIRITUAIS



As atividades desta área são a prioridade do Clube e devem alimentar todas as demais. Precisam ser trabalhadas com criatividade, para ser atrativas.



Atividades:



PEQUENOS GRUPOS



Os jovens podem ser envolvidos no projeto de Pequenos Grupos da igreja ou organizar Pequenos Grupos de jovens.



JORNADA ESPIRITUAL - 40 MADRUGADAS COM DEUS



É um imenso desafio de fortalecimento espiritual. Após um sábado de motivação especial, os jovens fazem um compromisso de acordar de madrugada durante 40 dias para manter comunhão com Deus e orar por algumas pessoas. Ao final do período, organizam um reencontro, testemunhando a sua experiência com Deus e levando cinco pessoas pelas quais oraram. Os testemunhos podem ser impressionantes e o hábito da comunhão será fortalecido. Existe material especial para a realização desse projeto. Busque mais informações no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



VIGÍLIAS



As vigílias são reuniões de oração em que se abre mão do sono para manter comunhão com Deus. Podem ser realizadas por ocasião de um acampamento, na casa de um jovem ou na igreja. As vigílias precisam ser dinâmicas, envolventes e profundamente espirituais.



SANTA CEIA



É uma grande oportunidade de reconsagração. A realização dessa cerimônia precisa ser acertada com o Pastor Distrital e deve ser dirigida pelo mesmo. A realização de uma Santa Ceia especial entre os jovens pode fortalecer o relacionamento de uns para com os outros e especialmente a comunhão com Deus. A Santa Ceia pode acontecer em um acampamento, vigília, etc.

PÔR DO SOL DA TURMA



Culto que pode ser realizado no pôr-do-sol de sexta-feira ou sábado. É uma oportunidade para integrar o grupo e fortalecer a observância do dia do Senhor. Muitos jovens provém de famílias que não realizam esses cultos. Outros vivem onde essa adoração é realizada de maneira desestimulante. Alguns ainda, são os únicos adventistas em sua família. Todos precisam de apoio especial nessa área.



ALMOÇOS AOS SÁBADOS



Promover um almoço comunitário com os jovens contribui para tornar mais envolvente a observância do sábado. Além disso, é uma oportunidade para integrar o grupo, convidar novos jovens a fim de participar do Clube e até envolver as famílias dos jovens no programa. É recomendável dividir responsabilidades pelas equipes, como por exemplo, pedindo que cada pessoa ou equipe traga os alimentos.



LEITURA DO LIVRO DO CLUBE DO LIVRO



A cada ano, o Ministério Jovem sugere um livro especial para ser lido por todos os jovens. A promoção da leitura desse livro fortalece cultural e espiritualmente o participante. Tenha pelo menos um exemplar do livro escolhido para ser lido pelos jovens. Além disso, promova atividades que envolvam a leitura do mesmo.



REALIZAÇÃO DO CULTO JA



O Clube de Jovens pode se tornar um apoio importante na realização dos cultos JA e na direção da Sociedade JA. Em alguns lugares, o Clube e a Sociedade JA já são um só, somando forças para atender melhor aos jovens. O Clube tem uma estrutura que envolve e compromete os jovens e isso pode muito bem ser canalizado para o Culto JA através das equipes, fortalecendo todos os jovens e a igreja como um todo.



MEDALHA DE DEDICAÇÃO



A medalha de dedicação envolve os jovens com todos os departamentos da igreja. Ao fi nal, eles são condecorados por esse envolvimento. Durante a participação, possivelmente esses jovens se envolvam em alguma área da igreja, cumprindo seu papel como cristãos e descobrindo seus dons espirituais. Procure o cartão de registro da medalha no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



REQUISITOS EM LIDERANÇA DE JOVENS



Os três níveis de liderança jovem (Líder, Líder Máster e Líder Máster Avançado) também são uma importante ferramenta de crescimento espiritual, além de preparar melhor os jovens para servir o Clube, a Sociedade JA e a própria igreja.



Procure o cartão de registro de Liderança Jovem no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.

CONCURSOS BÍBLICOS



Os concursos bíblicos estimulam a leitura da Bíblia e a fidelidade ao Ano Bíblico. Podem ser realizados com os membros das equipes, entre uma equipe e outra ou até mesmo envolvendo toda a igreja.



CONCURSO MUSICAL



Os concursos musicais contribuem para envolver os jovens com as músicas cristãs. Como base, pode ser usado o Hinário Adventista, o CD JA do ano, os CDs JAs de anos anteriores, etc.



CONCURSO SOBRE ELLEN WHITE



É uma forma estimulante de levar os jovens a ler o que Ellen White escreveu. Pode ser usado um livro especial como base (Só para Jovens, Mensagens aos Jovens, etc.). Podem ser usados temas especiais escritos por ela, ou mesmo questões sobre a sua vida.



SÁBADO TOTAL



É a programação de todo um sábado na igreja, realizada pelo Clube de Jovens: Classe dos professores, Escola Sabatina, Culto Especial, Santa Ceia, culto JA especial, Batismo, programação social especial à noite, etc. Pode-se oferecer uma lembrança à porta.



SEMINÁRIOS DE TEMÁTICA JOVEM



Devem ser aproveitados como uma oportunidade para apresentar aos jovens a visão de Deus e da igreja sobre várias questões de comportamento.

IDÉIAS PARA DEBATE



A melhor maneira de conversar com os jovens é fazê-los pensar ou apresentar uma situação prática para que possam opinar. A seguir você tem uma boa quantidade de sugestões de perguntas que podem fazer seu Clube viver momentos dinâmicos, que promovam crescimento espiritual.

1. Por que você deseja ir para o Céu?

2. Como você planeja conseguir chegar ao Céu?

3. Fale do momento de sua vida em que estava seguro de que Deus era o primeiro de tudo.

4. Que oração foi respondida da maneira que você desejava?

5. O que você gostaria de mudar em sua personalidade?

6. Descreva Deus usando só uma palavra.

7. Faça uma lista de três razões pelas quais você ama a Deus.

8. Que forma Deus usou para revelar Seu amor a você, na semana passada?

9. O que você gostaria de fazer para Deus, se não estivesse limitado por falta de tempo, talentos ou dinheiro?

10. O que mais preocupa você, na semana que vai começar?

11. O que produziu maior alegria em você, na semana que passou?

12. Qual foi a última vez que você chorou? Por quê?

13. Que oração feita recentemente por você, obteve resposta?

14. Qual a mudança mais difícil que você já pediu que Deus fi zesse em sua vida?

15. Se você se tornasse um animal, qual gostaria de ser? Por quê?

16. Qual é o seu dia favorito da semana? Por quê?

17. Qual é o dia que você menos aprecia na semana? Por quê?

18. Se você soubesse que um terremoto de 7,5° na escala Richter iria ocorrer dentro de 10 minutos, o que você faria?

19. Se você soubesse que iria morrer dentro de um dia e pudesse fazer três coisas, o que faria?

20. Quem, excluindo Jesus, é o seu personagem favorito na Bíblia? Por quê?

21. Quais as três coisas que você mais gosta no sábado?

22. O que você gostaria de ser, caso tivesse que trocar de profissão?

23. A quem você gostaria de dizer “muito obrigado”? Por quê?

24. Se você pudesse viver as palavras de uma frase, qual frase escolheria?

25. O que você compraria se tivesse meios para fazê-lo?

26. Qual a primeira pergunta que você fará a Jesus quando estiver com Ele no céu?

27. Fale acerca de um dos melhores presentes que já recebeu na vida.

28. Fale algo sobre sua família que ajuda você a se com pre ender melhor.

29. Quem é seu personagem bí bli co fa vo rito? Por quê?

30. O que você mais gosta em seus pais? E o que menos gos ta neles?

31. Qual é a decisão mais difícil de sua vida?

32. Descreva um evento que provocou grande impacto em sua vida.

33. Em sua opinião, quem você conhece que mais se assemelha a Cristo?

34. Na sua opinião, o que signifi ca ser um lí der? E o que significa ser um seguidor?

35. Na sua opinião, o que signifi ca ser um cristão?

36. Se você tivesse que se descrever com uma cor, qual cor seria?

37. Agora, descreva os membros do grupo com uma cor.

38. Que sons descrevem sua vida?

39. Pelo que você gostaria ser lem brado?

40. O que você teria gostado mais no Jardim do Éden?

41. Qual o livro mais in te res sante que você leu nos últimos tempos?

42. Se você pudesse atuar em um filme, que personagem gostaria de ser?

43. Se você pudesse decretar uma lei, que lei seria?

44. Como é seu dia antes de se reunir com o grupo?

45. Fale sobre um verso bíblico que anima você.

46. Qual o livro da Bíblia de que você mais gosta?

47. Se você pudesse passar um dia com um personagem bíblico, além de Jesus, a quem escolheria?

48. Como sabe que a Bíblia é a Pa la vra de Deus?

49. Na sua opinião, o que é mais difícil de aceitar na Bíblia?

50. Como a Bíblia afeta sua vida diá ria?

51. Se você pudesse ser um outro membro de sua família por um ano, qual deles seria?

52. Se alguém lhe oferecesse um carro novo para não tomar banho, pentear-se, escovar os dentes ou mudar roupas por um mês (sem que ninguém ficasse sabendo), você aceitaria?

53. Se você pudesse inventar a cura pa ra a doença de alguém, mas tivesse que suportá-la pelo resto da vida, você inventaria?

54. Se Deus viesse aconselhar você, face a face, o que você Lhe diria?

55. Se pudesse passar 24 horas com alguém no mundo, com quem seria? O que fariam juntos?

56. Se tivesse a oportunidade de visitar qualquer lugar do mundo, mas precisasse fazê-lo sem um destes sentidos: visão, audição e paladar, aonde você iria? E qual desses sentidos faria mais falta?

57. Se pudesse acabar com todas as guer ras, matando apenas uma pessoa, você faria isso?

58. Se você ganhasse uma bolsa de estudos para o curso de sua predileção, mas descobrisse que alguém trocou os documentos e a bolsa passou a pertencer a outra pessoa, o que você faria?

59. Se alguém marcasse um encontro entre você e algum desconhecido, você iria?

60. Se você pudesse receber 30 elogios por dia, mas de pessoas pagas para elogiá-lo, você aceitaria os elogios?

61. Se você pudesse comprar um de tector de mentiras de bolso e ele dis paras se cada vez que alguém men tis se, você o compraria? Se comprasse, o usaria?

62. Se você fosse castigado com um cho que elétrico cada vez que fizesse referência a sua fé, a Deus ou ao Espírito Santo, continuaria tes temunhando?

63. Se pudesse criar um grupo íntimo de 12 pessoas para apoiar e partilhar sua fé, mas ninguém mais pudesse ser acrescentado ao grupo, você deixaria alguém de fora?

64. Se você pudesse ser um líder de influência em sua escola (líder de uma corporação, atleta, presidente do diretório estudantil), mas tivesse que romper com seu melhor amigo, você o faria?

65. Se você pudesse se tornar um atleta em qualquer esporte, mas fosse impedido de receber dinheiro ou angariar fama, ainda desejaria essa habilidade?

66. Se todos os cristãos pudessem ser tatuados com a opção de sua fé seria necessário para você usar tatuagem para mostrar que é cristão?

67. Se você soubesse que todas as Bíblias seriam destruídas daqui a um mês, o que faria?

68. Se você pudesse ser lançado a 2.000 anos no futuro ou a 2.000 anos no passado, qual escolheria?

69. Se tivesse a máquina do passado, a que tempo do passado você regressaria?

70. Quais foram as histórias preferidas de sua infância?

71. Se o dinheiro não fosse problema, onde você gostaria de passar suas férias?

ATIVIDADES MISSIONÁRIAS



O envolvimento dos jovens com a missão desperta amor e compromisso pela igreja, transformando cada jovem em testemunha viva para cumprir o plano de Deus. É importante tornar as atividades missionárias uma prioridade elaborando-as com criatividade para que sejam atrativas.



A VOZ DA JUVENTUDE



É a campanha de evangelismo dos jovens. Pode ser realizada na igreja, em um salão, tenda ou na casa de um jovem da igreja.



O período de realização desse evento pode ser escolhido de acordo com a realidade da igreja, do Clube e dos jovens. Durante a Semana Santa, após um programa evangelístico em uma data especial (Mães, Pais, etc.), depois do projeto Bálsamo (finados), no início da primavera ou até mesmo na época de férias escolares. Oficialmente, porém, o programa envolve oito domingos, iniciando-se logo após a semana de oração JA.



A organização do programa deve considerar: propaganda, finanças, música, recepção, visitação, ornamentação, evangelismo infantil, oradores e equipamentos.



É importante lembrar também, que um programa desse porte deve ter sua continuidade através de uma classe bíblica. Existem sermões especiais para esse projeto no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



GRUPO DE AÇÃO JA



Você pode transformar as equipes do Clube em GAJAS, ou seja, grupos de ação JA. Cada GAJA escolhe uma atividade missionária para ser desenvolvida durante um ano, semestre ou trimestre, além de seus membros estudarem a Bíblia juntos e se apoiarem mutuamente na caminhada cristã.



Ellen White enfatiza nos seus escritos a importância deste trabalho em grupos:

Rapazes e moças, não podeis formar grupos

e como soldados de Cristo alistar-vos no trabalho pondo de vossa parte todo o vosso tato, habilidade e talento ao serviço do mestre, a fim de que possais salvar as almas da ruína? Que em cada igreja se organizem grupos para este fim.

Ellen White, Signs of the Times, 29/05/1893

Basta escolher uma atividade e, mãos à obra.



ARRASTÃO MISSIONÁRIO



O ideal é montar um arrastão missionário para distribuir os folhetos e convites para a programação de “A Voz da Juventude” ou outro projeto evangelístico da igreja ou do Clube de Jovens.



GRUPO DE ESTUDO DA BÍBLIA



É uma classe de estudo da Bíblia, dirigida pelos jovens adventistas para jovens amigos de outras denominações religiosas. Para haver um melhor aproveitamento, o ideal é ter entre 10 e 15 jovens participantes, todos com uma Bíblia em mãos.



Durante o estudo, o coordenador deve distribuir versos bíblicos entre os participantes e, à medida que faz as perguntas, são lidos os textos e comentadas as respostas. É importante utilizar ilustrações e situações da vida real para explicar as verdades Bíblicas. Cada estudo deve ser encerrado com apelo e oração.



O programa deve funcionar permanentemente na igreja ou nas reuniões do Clube. Os melhores candidatos para participar do programa são membros não adventistas, amigos, colegas de trabalho ou escola, ex-adventistas, vizinhos e parentes. Para que haja comprometimento e decisões, esses participantes devem receber visitas em sua casa, periodicamente.



PEQUENOS GRUPOS



É um programa de evangelismo e conservação. São reuniões de estudo da Bíblia, oração, companheirismo e testemunho, envolvendo 6 a 8 participantes. O local das reuniões pode ser a casa de um jovem amigo, membro da igreja ou algum outro participante do Clube.



Os jovens podem participar dos Pequenos Grupos existentes, ou mesmo organizar um movimento de Pequenos Grupos na igreja. É um eficiente método para conquistar novos jovens para Cristo, fortalecendo a fé daqueles que já são batizados.



EVANGELISMO INTEGRADO



É o movimento da igreja em busca da união de forças a fim de cumprir nossa missão e levar pessoas para Cristo. Os jovens devem ser incentivados a juntar forças com os outros movimentos de evangelismo da igreja ou mesmo convidar outras áreas da igreja a que se unam a suas campanhas de evangelismo. Nossa missão exige força total.



Existe um calendário com datas sugestivas para a união de forças e materiais. O Clube de Jovens deve conhecer essas datas e estar comprometido com elas. Movimento paralelo não faz parte de nossa missão.

JOVEM VOLUNTÁRIO



É uma oportunidade para que os jovens possam expandir seus horizontes de serviço usando seus dons espirituais em clima de aventura. Cada jovem é convidado a dedicar um período de sua vida para o avanço da igreja, através do serviço voluntário.



Os jovens podem participar de quatro maneiras:

1. Prisma – Para os que não podem interromper seus estudos. O período de atividades vai de duas semanas a dois meses, especialmente durante as férias, em um projeto de evangelismo especialmente criado pela Associação ou Missão. Em contato com o diretor do Ministério Jovem, o Clube de Jovens poderá promover seu projeto especial.



2. Estudante Missionário – É destinado àqueles que podem oferecer um período entre seis meses e dois anos ao serviço voluntário. O serviço é prestado em um local necessitado, destinado pela Divisão Sul Americana, e dentro da área de estudo do candidato.



3. Grupo Especial de Apoio – É um grupo formado por voluntários treinados para atender emergências e desastres naturais. Os candidatos a essas atividades devem ter passado pela liderança de um Clube de Desbravadores. Os Grupos podem ser formados por Clube, distrito, região, Associação ou Missão.



4. Serviço Voluntário Estudantil – Projetos estabelecidos por um colégio adventista, atendendo instituições ou áreas de interesse dentro de seu território ou fora dele (através de acertos com a Divisão Sul Americana).

MISSÃO GLOBAL



É o projeto da igreja que tem por objetivo estabelecer presença adventista em cidades ou bairros.

Os jovens podem adotar uma região e realizar alguns projetos missionários e comunitários no local, visando preparar o terreno para o programa “A Voz da Juventude” e estabelecimento de um novo grupo.



BÍBLIAS ABERTAS



Estudos Bíblicos oferecidos para jovens amigos de outras denominações religiosas. A campanha pode ser realizada incentivando os jovens a escolher um amigo, orar por ele, iniciar um contato para estudo da Bíblia.



Depois, oferecer um estudo bíblico regular, testemunhar o que Deus fez e tem feito em sua vida, convidar esse amigo para assistir a um programa especial na igreja e incentivá-lo a aceitar a Cristo através do batismo.



É um processo um pouco mais longo, mas gera cristãos maduros e bem amparados.



FESTIVAL DA JUVENTUDE



Um festival de uma semana que pode iniciar-se antes do Batismo da Primavera, com uma semana inteira a cargo dos jovens. Os jovens apresentam um programa com muito louvor e mensagens de educação, saúde e apelo espiritual. É uma festa evangelística que atrai novos interessados em seguir a Jesus e prepara o terreno para o Batismo da Primavera.



MENSAGENS MISSIONÁRIAS



Um grupo de jovens escolhe uma lista de pessoas desconhecidas e passa a se comunicar semanalmente com elas através de carta, fax ou Internet, transmitindo mensagens de fé e esperança em nome dos Jovens Adventistas (incluindo o endereço da igreja e os horários de culto). As mensagens certamente encontrarão corações receptivos. Os números de fax, ou endereços, ou mesmo e-mails podem ser encontrados em listas públicas.



"ALÔ, JESUS AMA VOCÊ"



Esse projeto é semelhante ao anterior, com a diferença de que, nesse caso, o meio de comunicação é o telefone. Ao fazer a ligação, o jovem se identifica dizendo pertencer à igreja adventista. Em seguida, pede licença para oferecer uma mensagem especial que pode ser lida, gravada, ou mesmo falada de improviso (de acordo com a capacidade do jovem missionário e da necessidade do ouvinte). Ao fi nal, convida a pessoa para participar de um encontro na igreja.



REUNIÕES EM LARES AMIGOS



Programas evangelísticos realizados em pequenos grupos, garagens ou salas da casa dos jovens. São programas informais, com muita música e testemunho, mas envolvendo mensagens apelativas para os amigos de outras denominações religiosas, que estiverem presentes.



1 + 1 = AMIZADE



São atividades que oferecem oportunidade para que cada participante do Clube de Jovens traga um amigo que não pertença à igreja adventista. Pode ser um piquenique, um retiro, um culto familiar, um congresso ou outro programa onde haja um incentivo específico e um programa especial com esta ênfase.



CARRO MISSIONÁRIO



Movimento de incentivo aos jovens e membros que possuem carro, para que o abasteçam com literatura (folhetos, revistas, etc.) a ser entregues em todo o contato que fi zerem (postos de combustíveis, pedágios, etc.).



ESTÁ ESCRITO - CÓPIA DA BÍBLIA EM PRAÇA PÚBLICA



A idéia desse projeto é envolver a comunidade na cópia da Bíblia. Você já pensou no impacto que esse projeto poderá causar nos pedestres, na cidade e nos meios de comunicação? Monte um stand em uma praça central, providencie material adequado para a escrita, promova o programa e mantenha constantemente jovens no local (alguns copiando a Bíblia e outros entregando literatura a quem transitar por ali). O ideal é desenvolver o projeto por uma semana. O melhor período para a realização desse evento é durante a Semana Santa.

EVANGELISMO EM DATAS ESPECIAIS



Ao invés de realizar as homenagens ou programas tradicionais para o público da igreja, a idéia é realizar atividades direcionadas ao público não adventista. O Clube de Jovens pode se unir ao departamento JA (e outros departamentos) de modo a organizar bons projetos, aproveitando a sensibilização das pessoas nessas ocasiões. Podem ser realizadas atividades na igreja, ou mesmo fora dela (serenatas, visitas a creches, entrega de literatura evangelística em cemitérios, etc.).



As melhores datas são:

Dia das Mães

Dia do Professor

Dia dos Pais

Dia de Finados

Dia da Criança

Natal

EVANGELISMO EM PRAÇA PÚBLICA



Entrega de literatura em praça pública, acompanhada de muita música e mensagens cristãs. Pode acontecer aos sábados à tarde.



EVANGELISMO DE RUA



Uma equipe ou o Clube pode adotar uma rua e oferecer literatura de casa em casa, realizar um programa especial em uma das residências e/ou levar a efeito projetos comunitários especiais despertando assim um clima de simpatia e abrindo corações.



EVANGELISMO MUSICAL



Você pode usar grupos musicais para abrir portas que a mensagem falada não abriria ou mesmo usá-los nas campanhas evangelísticas.



Você já pensou em utilizar o coral ou grupo da igreja para uma cantata de Natal em um Shopping ou mesmo apresentações natalinas em frente à igreja? Já pensou em levar os grupos musicais e cantar para autoridades e pastores evangélicos? Isso é só uma amostra do que os grupos musicais podem em um projeto missionário bem organizado. A música toca profundamente as pessoas.



EVANGELISMO EM LOCAIS ESPECIAIS



Presídios

Asilos

Hospitais

Orfanatos

Creches

As pessoas nesses lugares normalmente atravessam situações difíceis em sua vida e podem se sentir muito solitárias. Se os jovens se organizarem para levar música, mensagem e alguma literatura a esses locais vão encontrar corações receptivos e espírito de gratidão.



Contate os responsáveis de cada instituição. Não leve grupos muito grandes e faça visitas rápidas. Esse projeto pode proporcionar um ótimo resultado e despertar grande motivação nos participantes.

PROJETO REENCONTRO



Uma iniciativa para reaproximar aqueles que um dia estiveram conosco. O ideal é marcar a data de uma grande festa de reencontro. O objetivo é criar o clima para que eles possam se sentir motivados a vir participar do programa e voltar para igreja. A grande maioria dos motivos de apostasia são ligados a questões sentimentais.



Você pode descobrir nomes de jovens afastados através do livro de membros da igreja, com a ajuda de pais e vizinhos nos pedidos de oração, etc.



Ao fazer visitas seja breve. O sufi ciente para ouvir o visitado, mesmo que seja para um desabafo. Evite justifi cativas, discussão e até mesmo o que parece um simples ar de admiração com o que está ouvindo. O ideal é construir um clima de respeito, positivo, discreto e cordial. A visita deve ser encerrada com a entrega de alguma literatura, um convite para assistir a um culto na igreja e fi nalmente uma oração.



O convite para o programa especial deve ser bem elaborado, dotado de uma linguagem leve e agradável. Quem sabe até gravado em CD, com uma música especial. Aí vale a criatividade.



MENSAGENS DESCOLADAS



Adesivos com mensagens bíblicas. Você pode confeccioná-los e organizar uma equipe de jovens que possa abordar motoristas em sinais de trânsito, pedindo licença para colocá-los nos carros.



MENSAGENS EM JORNAIS



Um trabalho de aproximação bem feito pode fazer com que algum jovem do Clube, ou mesmo o Pastor, tenha um espaço no jornal local para uma mensagem de reflexão.



PROGRAMAS DE RÁDIO



“A Voz da Profecia”, que é o programa oficial da igreja adventista, envia gratuitamente CD’s que podem ser retransmitidos em sua região.



PROJETO ECO



O som que se propaga. Os jovens gravam mensagens, sermões ou músicas e repassam aos amigos de outras denominações religiosas.



VISITAS A DOENTES E IDOSOS



É a oportunidade para os jovens fazer um pouco que vai significar muito.



ESCOLA CRISTÃ DE FÉRIAS



Nas férias, os jovens participantes do Clube podem ministrar 15 dias de atividades espirituais e recreativas para as crianças da igreja e comunidade.



Busque maiores informações com a direção do Ministério da Criança de sua igreja, Associação ou Missão.

ATIVIDADES COMUNITÁRIAS



Essa é a área que toca profundamente no idealismo dos jovens, além de mostrar o amor na prática. Ao envolver os jovens, eles se sentem desafiados e surpreendem.



É importante lembrar que, como igreja, não fomos chamados apenas para melhorar nossa comunidade, mas para salvá-la. Por essa razão, cada projeto comunitário precisa tornar-se um projeto missionário e deve ser uma excelente oportunidade para o testemunho, pregação, entrega de literatura, etc.



SOS CRIANÇA



Atendimento a crianças doentes. É possível fazer e consertar brinquedos, tais como: animais de pelúcia, de lã, etc., para o uso em hospitais e instituições infantis.



APOIO A CRIANÇAS DE RUA



O Clube de Jovens pode localizar um grupo de crianças de rua, ministrar-lhes mensagem e recreação, fornecer-lhes noções de cuidado com a saúde e oferecer a elas artigos de higiene, brinquedos e alimentos. O Clube pode optar por separar um dia da semana em cada mês para essa atividade. É fundamental fazer parceria com o departamento de assistência social da igreja.



OPERAÇÃO SEMENTINHA



Distribuição de sementes. Na época da primavera, alguns jovens do Clube, visitam as casas aos domingos ou feriados com a finalidade de entregar sementes de flores acompanhadas de uma mensagem da Bíblia.



PROJETO CARA NOVA



Limpeza de escolas. Um grupo de jovens do Clube pode se oferecer para realizar uma faxina em uma escola pública ou na escola adventista, em um domingo ou feriado. Na segunda-feira, quando pais e alunos comparecerem à escola, notarão a diferença e poderão ler uma faixa com os dizeres: “Escola de Cara Nova. Um presente dos Jovens Adventistas do Sétimo Dia”.



OPERAÇÃO PENTE FINO



Orientação a famílias carentes. Os jovens podem adotar um bairro carente e convidar um grupo de profi ssionais ou irmãos da igreja para visitar as casas de um bairro carente, orientar e ajudar nas necessidades das famílias (alimentação, limpeza, saúde, etc.).



PROJETO RENOVAÇÃO



Limpeza da cidade. Junto à porta de cada casa ou comércio, pode ser entregue uma mensagem: “Vamos manter nossa cidade mais limpa. Estamos fazendo a nossa parte. Com carinho, Jovens Adventistas do 7º Dia” e o endereço da igreja. O clube pode desenvolver o projeto em um domingo.



PROJETO BOA VIZINHANÇA



Limpeza da rua da igreja. É um ótimo projeto comunitário e missionário. Os vizinhos da igreja raramente são atendidos por ela. Muitas vezes se sentem incomodados pelo barulho, pelo excesso de movimento e às vezes, pelos carros estacionados em frente às suas casas. Que tal, num domingo ou feriado, reunir uma turma e limpar a rua da igreja e as calçadas dos vizinhos? Isso vai quebrar barreiras e causar uma forte impressão.



MISSÃO BOA PRAÇA



Restauração de locais públicos. Muitas comunidades, especialmente as pequenas, estão interessadas em contar com a ajuda de jovens para a restauração de seus locais históricos e praças. Entre em contato com o órgão público local responsável por isso.



SALVANDO NOSSO PLANETA



O Clube pode se envolver em projetos ambientais, como o plantio de árvores, construção de viveiros de pássaros, preservação de animais selvagens, controle de erosão e atividades similares. Durante os projetos, pode ser afi xada uma faixa ou entregue um folheto com os dizeres: “Jesus já salvou nosso planeta. Vamos continuar essa obra.”



PROJETO VIDA POR VIDAS



Doação de sangue, com ênfase especial no período da Semana Santa. A proposta é servir à comunidade e também fortalecer o programa de evangelismo. O tema pode ser: “Ele doou tudo para que você possa doar um pouco”. A secretaria de saúde deve ser contatada e também outras instituições podem ser envolvidas na campanha. Deve haver uma boa promoção interna e externa e a imprensa precisa ser devidamente informada do projeto.



RUA DO RECREIO



Separar uma rua da cidade, com permissão dos órgãos legais responsáveis, e organizar um domingo de lazer para as crianças. A rua deverá localizar-se em um bairro carente e a comunidade precisa ser avisada com antecedência sobre o evento. Logo pela manhã os jovens ornamentarão a rua, iniciarão as atividades ensinando hinos para crianças, uma história bíblica e realizando uma gincana infantil.



CRIANÇA FELIZ



Entrega de presentes a crianças carentes. Pode ser feita uma campanha de arrecadação de presentes ou recursos para comprar lembrancinhas e entregá-las em uma creche, orfanato, bairro carente, etc. É importante lembrar que todas estas atividades devem ser canais para a pregação do evangelho. Para isso, devem ser ensinados hinos infantis, contadas histórias bíblicas e doada literatura para os pais.



MEU PRESENTE DE NATAL



Campanha de arrecadação de presentes para famílias carentes da igreja e comunidade. Pode ser realizado um programa na igreja, no período do Natal, ocasião em que os presentes serão entregues às famílias.



JOVENS AMIGOS



Para este projeto, o Clube de Jovens, em concordância com o departamento JA, pode aproveitar a semana de oração JA, que ocorre durante o mês de julho. No decorrer da semana, os jovens se revezam (durante o dia) em projetos nas regiões centrais ou periféricas e à noite vêm para assistir ao programa da semana de oração na igreja, levando pessoas contatadas durante as atividades. A semana pode ser chamada “semana dos jovens amigos”. Podem ser desenvolvidos projetos na área de saúde, odontologia, alimentação, higiene, educação de filhos, etc.



PROJETO SAÚDE TOTAL



Profissionais da área da saúde colocarão em prática seus conhecimentos, servindo à comunidade em praças, escolas e parques.



PÃO NA PRAÇA



Alimentação de pessoas carentes. Regularmente os jovens do Clube podem se deslocar a uma praça, oferecendo alimentos aos carentes. O ideal é realizar o programa na sexta à noite, quando os jovens já estão voltados para as atividades espirituais, sendo então, mais fácil envolvê-los.



PROJETO MÃO ESTENDIDA



Envolve arrecadação de alimentos para famílias carentes da igreja ou comunidade.



VISITA A AUTORIDADES



É o Clube de Jovens reconhecendo o benefício das atividades exercidas pelas autoridades civis e militares na sua localidade. A homenagem mostra o apoio da igreja a essas pessoas e abre o coração das mesmas para a igreja. A homenagem pode ser feita no gabinete do homenageado ou na igreja.



VISITA A PASTORES EVANGÉLICOS



No dia do pastor (4° sábado de outubro), dividir as equipes do Clube para, em nome na Igreja Adventista, ir à casa de pastores evangélicos da região em que se localiza a igreja, mostrando o valor dos mesmos para a fé dos seus fiéis. O ideal é entregar-lhes o livro “Nisto Cremos” e convidá-los a fazer uma visita a nossa igreja.



AVENTURISMO



Aventura, turismo e evangelismo. Um programa completo para passeios com os jovens. Você pode planejar por exemplo, uma viagem a uma cidade turística, com uma gincana envolvendo os participantes. Essa gincana deve envolver atividades recreativas, esportivas e evangelísticas, tais como distribuir uma quantidade de folhetos por equipe ou fazer um culto em praça pública, em que cada equipe desempenhará uma parte. Assim se alcançam os três propósitos do projeto.



CURSO COMO DEIXAR DE FUMAR



Palestras médicas que promovem uma forte dose de estímulo para o abandono do vício de fumar. Para um bom resultado desse projeto, devese levar em conta uma ponte entre a melhora do corpo e a salvação da alma. O programa deve começar no sábado à noite e estender-se até a próxima quinta-feira.



Deve ser dada atenção especial à propaganda, recepção, material de apoio e palestrantes. Você pode obter maiores informações com o Ministério de Saúde de sua Associação ou Missão.



CURSOS DE SAÚDE



Seguindo os mesmos moldes do “Curso Como Deixar de Fumar em Cinco Dias”, podem ser ministrados cursos de prevenção ao estresse, às drogas, de arte culinária, etc.



CICLISTAS MISSIONÁRIOS - CORAÇÃO NOVO



É uma propaganda moderna e saudável dos princípios de saúde definidos pela igreja. Os ciclistas podem usar como lema expressões que liguem o cuidado com o coração ao novo coração que Deus pode dar. Organize um grupo de ciclistas e promova-o junto aos meios de comunicação.

ATIVIDADES CULTURAIS



Estas são as atividades que formam o jovem para ter sucesso na vida. Elas sempre atraem, mas precisam ser apresentadas de maneira criativa.



Algumas idéias:



VISITA A MUSEUS



É uma oportunidade para aumentar a visão histórica dos jovens. Podem ser escolhidos para visitação museus de história regional, nacional, de algum objeto ou situação especial. Museus são sempre uma fonte de cultura. Essa não é uma atividade naturalmente interessante para os jovens, mas trabalhada com criatividade, pode se tornar importante e útil.



VISITA A PLANETÁRIO



Pode ser uma excelente fonte de atração e cultura.



BATE-PAPO COM PROFISSIONAIS



Você pode convidar alguns profi ssionais bem sucedidos em seu trabalho, para conversar com os jovens sobre a profissão que exercem. Esse contato vai ajudar os jovens na qualifi cação ou defi nição profissional.



ORIENTAÇÕES TÉCNICAS



Podem ser convidados profissionais liberais para ensinar os jovens em sua área de trabalho. Os jovens podem ser consultados sobre áreas de seu interesse e então convidadas pessoas especializadas (ex. artista, mecânico, etc.).



PARTICIPAÇÃO EM CONCERTOS



É importante ter cuidado na escolha de programas desse gênero. Concertos são atividades culturais, já os shows são sempre perigosos, mesmo que sejam do tipo “gospel”.



AULAS DE MÚSICA



Podem ser oferecidas aulas de músicas para os participantes do Clube de Jovens. O melhor é começar com instrumentos simples, mas que já propiciem aos jovens a oportunidade de se iniciar no mundo musical. Com isso, eles terão acesso à cultura musical e alguns poderão se interessar em aprender mais, servindo melhor à igreja.



FORMAÇÃO DE UM GRUPO INSTRUMENTAL



De acordo com os talentos ou aprendizado do grupo, pode ser formada uma pequena banda, orquestra ou talvez um trio instrumental. Dessa forma, o Clube vai fortalecendo seu grupo e estimulando os demais jovens da igreja.



ORGANIZAÇÃO DE UMA BIBLIOTECA



Uma biblioteca pode ser organizada pelo Clube de Jovens e servir a toda a igreja. Com uma boa campanha na igreja e na comunidade pode-se angariar muito material útil para o crescimento pessoal, profissional, cultural e espiritual de cada jovem.



CAMINHADA CULTURAL



Este pode ser um projeto em meio à natureza, onde o Clube organize diversos pontos de parada e em cada um deles sejam realizadas atividades culturais diferentes e importantes para os jovens.



CONHECENDO A INTERNET



Ela é a sensação do momento. A internet oferece todo o tipo de alternativas, tanto boas quanto ruins, por isso é imprescindível saber usá-la corretamente. Além disso, como é uma ferramenta profi ssional muito explorada, essa pode ser uma boa oportunidade para ensinar os jovens a conhecer tecnicamente a internet. Quem sabe cada um pode ser ensinado e desafi ado a montar seu próprio site, etc.



DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES JA



São 60 oportunidades de crescimento, desafio e reconhecimento, as quais podem ser desenvolvidas em equipes, grupos de afi nidades ou mesmo individualmente.

ATIVIDADES FÍSICAS



Estas são as atividades que normalmente mais atraem os jovens. É preciso investir nelas, pois fortalecem o desenvolvimento físico. Por outro lado, é importante tomar bastante cuidado com as modalidades escolhidas e a maneira como a competição será trabalhada. Algumas formas de desenvolver essa área são:



OLIMPÍADAS INTERNAS



Elas podem ser realizadas individualmente ou em equipes. É importante trabalhar com atividades que não envolvam confronto direto e nas quais o participante não se sinta motivado a ser melhor do que os demais, mas sim, que possa competir consigo mesmo.



REQUISITOS DE APTIDÃO FÍSICA DAS MEDALHAS DE PRATA E DE OURO



Eles englobam uma grande quantidade de atividades físicas, selecionadas, organizadas e avaliadas por professores de educação física que, além de desenvolver o grupo de maneira sistemática, ajudarão no cumprimento dos requisitos das medalhas, promovendo maior sensação de conquista.



JOGOS ESPORTIVOS



Devem ser promovidos com ênfase especial ao atletismo. Quando os esportes forem coletivos e de confronto direto, as equipes devem ser formadas com cuidado, evitando confrontos agressivos, brigas, etc.



INTEGRAÇÃO COM OUTROS CLUBES



Pode haver atividades físicas envolvendo diferentes Clube de Jovens, o que poderá contribuir para o fortalecimento da imagem do Clube e a integração dos participantes.



PASSEIO CICLÍSTICO



É uma forma diferenciada de promover atividades físicas. Além de aprimorar o físico, pode se tornar uma grande aventura. É importante tomar todas as precauções e fazer acertos com as autoridades responsáveis pelo trajeto escolhido para o passeio.



CAMINHADA NOTURNA



Caminhadas à noite promovem um intenso clima de aventura, além de conferir importante estímulo ao desenvolvimento físico. É fundamental elaborar e planejar muito bem o roteiro, contando com a companhia de pessoas experientes tanto no planejamento como na execução desse projeto.



CAMIHADAS VARIADAS



Maneira diferente de exercitar o grupo e ajudar os integrantes a crescer em alguma área especial. Podem ser caminhadas ecológicas, caminhadas que envolvam conceitos de montanhismo, caminhadas que envolvam diferentes atividades com cordas, caminhadas com atividades espirituais, caminhadas com atividades recreativas, etc. Estas atividades podem ser realizadas em diferentes pontos da expedição.



CAVALGADAS



Podem ser feitas tanto para aprendizado na área de equitação, como simplesmente um passeio em grupo.



REMO E OUTROS ESPORTES NÁUTICOS



Podem ser praticados tanto para orientação quanto para lazer dos participantes.



RAPEL



A prática do rapel envolve e apaixona, porque desperta muita emoção nos participantes. Para realizar as atividades, escolha uma pessoa que disponibilize os equipamentos necessários e possa oferecer instrução e segurança.



MONTANHISMO



Você pode trabalhar noções de escalada nas suas diferentes opções, além de promover atividades práticas e até uma pequena expedição com o grupo. Para desenvolver essas atividades, escolha uma pessoa que disponibilize dos equipamentos necessários e possa oferecer instrução e segurança.



ATIVIDADES COM CORDAS



Existem várias opções de atividades com cordas que podem ser bem exploradas, tais como Tirolesa (Cabo aéreo), Falsa Baiana, etc.



EXERCÍCIO DO DIA



Um exercício especial para ser bem explicado (forma de fazer e utilidade) e envolver a todos. A cada reunião, um exercício em especial pode ser escolhido.



SUPERAÇÃO PESSOAL



É o desafio de alcançar marcas superiores às realizadas anteriormente em exercícios especiais. A cada reunião, pode ser lançado um novo desafio.

COMO TRABALHAR COM AS COMPETIÇÕES



Criar um clima de competição parece ser a melhor maneira de aquecer alguma atividade do Clube de Jovens. Mas, será esse o melhor caminho? É preciso avaliar muito bem cada atitude e tomar alguns cuidados ao adentrar nessa questão. A seguir, você vai acompanhar uma parte do voto A-1651, da Associação Geral, que apresenta orientações para levar avante atividades da igreja que estimulem competição. É importante atentar para a questão.



“Todos os programas e atividades da igreja devem contribuir para aumentar e não limitar o desenvolvimento tanto do caráter cristão como do ato de testemunhar da fé. Eles devem promover o seguinte:

1. Desenvolvimento do amor cristão e da deferência abnegada para com os outros.



2. Aprofundamento e utilização das “grandes forças incentivas da alma”, que “são a fé, a esperança e a caridade.” (Ellen White, Educação, p.191).



3. Respeito mútuo e espírito de companheirismo entre os irmãos, tais como foram ilustrados por Paulo na fi gura que usou do corpo como um todo.



4. Fim da rivalidade egoísta e desenvolvimento de um sentimento mais elevado de esforço cooperativo...



5. Desenvolvimento de um corpo sadio, bem como um espírito e mente livres. Tiago 2:12.



6. Promoção e implementação de relações sociais completas.



7. Inspiração e orientação fi rme para um culto aceitável a Deus.



8. Estímulo ao indivíduo para buscar o mais elevado e o melhor que puder atingir em tudo aquilo que dignamente procurar.

9. Ativação dos imensos recursos humanos da igreja para a salvação de almas.

Todas as atividades que frustrarem estes alvos básicos devem ser rejeitadas.”



Aplicação para Situações Específicas

Para a realização do que foi apresentado e visando diminuir as competições de rivalidade em toda a motivação que for feita dentro da igreja, recomendam-se os seguintes itens de orientação:

1. Evitar contatos com as atividades e jogos profi ssionais altamente competitivos.



2. Buscar atividades que evitem competições prejudiciais.



3. Quando se usar incentivos para promover atividades, participação e crescimento de uma pessoa no trabalho da igreja, deve ser estruturado um programa que relacione a pessoa com o ideal a ser alcançado, e não lançar mão de processos que desenvolvam rivalidade entre as pessoas, igrejas ou instituições.



4. Embora reconhecendo os esforços e as realizações do indivíduo e do grupo, o importante é animá-los a agirem de maneira tal que se glorifi que a Deus pelos sucessos obtidos e não a indivíduos.



5. Os programas e atividades devem ser planejados de maneira a oferecer uma oportunidade de sucesso para o indivíduo, ajudando-o a conservar sua identidade, individualidade, personalidade e dependência constante de Deus. Cada participante deve receber seu grau de reconhecimento, sem que este envolva extravagância ou deferência extrema.



6. Quando se fi zer o reconhecimento de quaisquer realizações se deve tomar em consideração a melhora da eficiência daquele cuja obra é reconhecida, como obra de Deus.



7. Os relatórios estatísticos que dizem respeito ao crescimento de membros e a assuntos financeiros devem ser usados para estimular a prática de boas obras e não como instrumentos para despertar rivalidades, mesmo que tenham por alvo facilitar a eficiência das organizações.



8. Sistema de notas nas escolas deve refletir o desenvolvimento do estudante no aprendizado e no domínio da disciplina em questão, e não sua posição pessoal junto a seus colegas.



9. Toda a atividade que restringe o possível sucesso a uns poucos, deveria:

- Ser abandonada.

- Ser limitada a composições temporárias feitas para determinada recreação.

- Ser usada como recurso auxiliar para a identificação de habilidades básicas necessárias ao ingresso de candidatos em determinadas profissões.



10. A construção e ampliação de edifícios de igrejas e instituições devem, obedecidas as considerações de bom gosto, estética e simplicidade de beleza arquitetônica, ter o propósito de satisfazer as necessidades funcionais do prédio. Toda a construção feita com espírito de rivalidade deve ser considerada como incompatível com os ideais adventistas.



11. Considerando o fato de que tanto a rivalidade como uma série de outras atitudes egoístas podem ter sua origem no lar, é imperativo que os pais cultivem em seus filhos atitudes que evitem o aparecimento, na vida futura deles, os traços de caráter e de ideais egoístas.

ATIVIDADES RECREATIVAS



Recreação saudável constitui um aspecto vital do desenvolvimento dos jovens, e muitos benefícios podem ser alcançados se o Clube oferecer recreação adequada e instrutiva para eles. O principal objetivo deve ser não apenas ocupar o tempo, e sim, prover alguma atividade signifi cativa e saudável que seja capaz de conduzir a companheirismo, envolvimento salutar e estímulo intelectual.

A DEFINIÇÃO DE RECREAÇÃO



A recreação, na verdadeira acepção do termo

recriação, tende a fortalecer e construir. Afastando-nos de nossos cuidados e ocupações usuais, proporciona descanso ao espírito e ao corpo, e assim nos habilita a voltar com novo vigor ao sério trabalho da vida.

Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 362

A RECREAÇÃO É NECESSÁRIA



O recreio é necessário aos que se acham

ocupados em labor físico, e mais ainda, essencial àqueles cujo trabalho é especialmente mental. Não é essencial à nossa salvação, nem para a glória de Deus, manter o espírito em contínuo e excessivo labor, mesmo sobre temas religiosos.

Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 392



TESTES DE GENUÍNA RECREAÇÃO



“Julgai todas as coisas, retendo o que é bom”

(I Tes. 5:21). Será que você é capaz de pedir a bênção de Deus sobre a recreação que vai praticar?

Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 386



RECREAÇÃO OU DIVERSÃO?



Existe diferença entre recreação e divertimento. Recreação, quando fiel a seu nome - recriação - tende a fortalecer e erguer... A diversão, por outro lado, é procurada como fonte de prazer, e muitas

vezes é levada ao excesso; absorve as energias que

seriam necessárias ao trabalho útil, e assim representa um obstáculo ao verdadeiro sucesso na vida.

Ellen White, Educação, p. 207

DIVERSÕES DESACONSELHADAS A UM JOVEM CRISTÃO



Jogos nos quais acaba sendo envolvido dinheiro. (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 392)



Jogos de cartas e outros jogos de azar. ( Ellen White, Mensagens aos jovens, p. 379, 380 a 392)



Freqüência ao teatro e ópera. (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 459 e 460)



Danças. (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 392 e 390)



Eventos esportivos e competições comercializadas. (Ellen White, Mensagens aos Jovens, p. 213)



Televisão e vídeo com apresentações teatrais ou produções que não estejam de acordo com os padrões cristãos. ( Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 459 e 460)

ALGUMAS IDEIAS ESPECIAIS





JOGOS RECREATIVOS ENTRE EQUIPES



Podem ser organizadas atividades que exijam integração e bom humor da parte da equipe. Alguns exemplos de atividades deste gênero:

Voleiçol – Jogo de vôlei em que quatro jogadores se posicionam de cada lado, segurando as pontas de um lençol. Eles só podem jogar a bola juntos, usando o lençol.



Futebol Gigante – Jogo de futebol, cuja característica é uma bola de mais de um metro de altura. A bola deve ser preparada especialmente para a atividade.



Futebol de duplas – Jogo de futebol em que dois jogadores são amarrados um ao outro pela perna.



Cross – Conjunto de atividades que cada equipe deve desenvolver com tempo cronometrado. Ex. Colocar linha em uma agulha, correr um trajeto levando alguém em um carrinho de mão, fazer três gols com chutes livres em uma miniatura de gol, etc.

BRINCADEIRAS



Atividades recreativas para salão, grupos, duplas ou brincadeiras individuais. Podem ser encontradas em livros especializados ou mesmo ser criadas pelo grupo.



SOCIAL DE RODA



Passatempos em que se cantam músicas acompanhadas por palmas, etc, cujo tema é uma brincadeira. Seguir o líder, por exemplo.



FILME



Assistir a um filme bem escolhido na casa de um jovem pode ser uma ótima opção para uma atividade de integração com o grupo. É importante ser muito zeloso na escolha do fi lme, pois o Clube de Jovens é um programa da igreja e seus valores não podem ser quebrados. Por outro lado, uma boa prática é conversar com o grupo ao final do filme para saber quais as lições podem ser tiradas da exibição. Isso ajuda os jovens a criar senso crítico para com a mídia.



PROGRAMAS TEMÁTICOS



Você pode organizar programas temáticos entre equipes. Talvez “solteiros para casados” e vice versa, “homens para as mulheres” e outras combinações mais. Sugerimos programas com temas e roupas defi nidas, como por exemplo: década de 60, jardim da infância, etc. É importante cuidar para que não haja exageros ou imitação de programas populares de auditório.



JOGOS DE MESA



Jogos de mesa são alternativas para atividades recreativas do grupo em acampamentos, reuniões nas noites de sábados, etc. São, porém, opções para ser usadas de vez em quando.



PAPO LIVRE



Os jovens gostam de estar em turma. Por isso, um bate-papo livre poderá ser sugerido em uma reunião do Clube ou mesmo na casa de um participante. Poderá haver um tema determinado ou apenas bate-papo geral entre o grupo.



SERENATAS



Essa é uma atividade que pode ter objetivo espiritual, mas também recreativo. Os jovens podem sair à noite e cantar da sua amizade para com os líderes da igreja, outros jovens, amigos da igreja, ex-adventistas, nas despedidas, etc.



RUA DO RECREIO



Atividades que podem ser feitas na rua da igreja e envolver os jovens, vizinhos, amigos da igreja, etc. Com isso o Clube ajuda a abrir as portas da comunidade, além de recrear seu grupo.

ATIVIDADES DE CAPACITAÇÃO



O objetivo destas atividades é ajudar os jovens a desenvolver seu potencial, visando principalmente o envolvimento nas atividades da igreja.



Os jovens precisam ser despertados, orientados e envolvidos no apoio às diversas áreas e atividades desenvolvidas pela igreja local. Algumas sugestões:



REQUISITOS DE LIDERANÇA JOVEM



Ajudam a formar uma liderança jovem mais forte. O cartão de registro com os requisitos está disponível no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



HABILIDADES JA



As 60 habilidades JA capacitam os jovens a enfrentar os desafios da vida, a desenvolver mais iniciativa e a buscar um permanente crescimento.



MEDALHA DE DEDICAÇÃO



Capacita os jovens para o serviço da igreja. Esse também é um compromisso do Clube de Jovens. O cartão de registro com os requisitos está disponível no Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



CONHECENDO OS DEPARTAMENTOS DA IGREJA



O Pastor, um Ancião ou diferentes líderes da igreja podem regularmente capacitar os jovens para compreender como funcionam os departamentos, as comissões e até mesmo tomar contato com as situações difíceis que a igreja enfrenta.



CURSO DE ORATÓRIA



Capacita os jovens a saber se expressar. É útil para ajudar tantoos mais expansivos quanto os mais tímidos, os mais preparados e os mais simples. Um seminário como esse poderá ajudar nas atividades do Clube e da igreja, na vida estudantil e profissional dos jovens.



SEMINÁRIOS DE CAPACITAÇÃO MISSIONÁRIA



O Clube pode apresentar aos jovens diferentes maneiras de cumprir a missão. Com isso pode ser ampliado o universo missionário, partindo de um tipo de trabalho para uma grande variedade, de acordo com as habilidades e dons espirituais de cada um. É sempre importante unir a teoria à prática.



SEMINÁRIO DE LIDERANÇA



Pode fortalecer o potencial de liderança de vários jovens e ainda estimular o crescimento dos demais. Como os jovens estão sendo formados para a igreja e também para o mercado de trabalho, é preciso iniciativa e potencial de liderança para uma contribuição mais efetiva em ambos os casos.



SEMINÁRIO PARA COORDENADORES DE EQUIPES



Devem ser realizados seminários, reuniões e atividades específicas para fortalecer o conhecimento, a capacidade, a motivação e o trabalho dos coordenadores das equipes. Na realidade, eles são os responsáveis pelo bom andamento do programa do Clube, e também são os que podem prestar a ajuda mais efetiva aos jovens.

ATIVIDADES DA DIRETORIA



DIRETOR(A)



Representa o grupo perante a igreja.

Coordena as atividades do Clube.

Dirige a programação.

Trabalha com a diretoria na elaboração e cumprimento de um calendário de atividades.



ASSOCIADOS(AS)



Apóiam o(a) diretor(a) no andamento das atividades.

Atuam como supervisores das equipes.

Podem atuar como orientadores.

Motivam o cumprimento dos requisitos das medalhas de outro, prata, dedicação, habilidades, etc.



SECRETÁRIO(A)



Organiza as fichas de registro e inscrição dos participantes.

Redige as atas das reuniões.

Envia relatórios.

Coordena o envio de notícias dos eventos realizados.



TESOUREIRO(A)



Arrecada as taxas de participação.

Coordena as entradas e saídas financeiras das atividades realizadas.

Apresenta regularmente um relatório da situação fi nanceira ao Clube.

Administra o movimento fi nanceiro do Clube somente com comprovantes legais.

Trabalha subordinado ao tesoureiro da igreja.

CONSELHEIRO(A) GERAL



Supervisiona as atividades do Clube.

Orienta a diretoria.

Serve de apoio aos jovens em suas necessidades.

Visita as famílias dos jovens participantes.

Está presente às reuniões e atividades do Clube.

LÍDER DE EQUIPE



Atende a cada participante individualmente em suas necessidades.

Coordena os projetos desenvolvidos pela equipe.

Dirige as atividades regulares da equipe e o cumprimento de requisitos.

Escolhe alguém para trabalhar como secretário(a).

Mantém um cadastro de todos os membros da equipe.

Envolve cada membro da equipe em alguma função.

Assiste às reuniões da diretoria.

Reúne-se com sua equipe, apresenta os planos e requisitos e delega as tarefas

para cada membro da equipe.

CAPELÃO



Pode ser um ancião da igreja ou outro membro escolhido pelos jovens.

Responde pelas atividades espirituais de cada reunião do Clube.

Encarrega-se das atividades espirituais em saídas do Clube.

Planeja um envolvimento do Clube com a programação da igreja.

Coordena a classe bíblica jovem.

Responde pelo treinamento de liderança para as atividades da igreja.

Coordena os Pequenos Grupos do Clube.

Cadastra os participantes e elabora um plano de visitação.

Acompanha a freqüência dos jovens à Escola Sabatina dos Jovens ou

Adolescentes e promove a compra e o estudo da lição dessas classes.

Promove e capacita os jovens em projetos de evangelismo jovem.

Promove o estudo da Bíblia na comunhão pessoal através do Ano Bíblico, no Culto JA, etc.

INFORMAÇÕES GERAIS



Através das habilidades JA os participantes do Clube de jovens podem se desenvolver e ao mesmo tempo aumentar seu senso de utilidade.



São 60 diferentes habilidades divididas em seis áreas, as quais promovem um desenvolvimento mais harmônico aos jovens. As áreas são as seguintes:



I. Atividades Físicas – 20 habilidades

II. Artes – 10 habilidades

III. Comunicação – 9 habilidades

IV. Missão – 10 habilidades

V. Saúde – 6 habilidades

VI. Natureza – 5 habilidades



O cumprimento dos requisitos deve ser avaliado por alguém da diretoria do Clube de Jovens. Também pode ser escolhida uma pessoa especializada ou condecorada na área desenvolvida e que seja autorizada pelo Clube.



Para que haja a conclusão de uma habilidade JA, é necessário que o candidato cumpra ao menos 80% de todos os requisitos.



Após o cumprimento de uma habilidade, o jovem deverá receber um certificado preparado pelo Clube e entregue em uma cerimônia de condecoração. Podem ser entregues alguns certificados diferentes a um jovem na mesma cerimônia, caso o mesmo tenha cumprido os requisitos de diferentes especialidades.



Um jovem condecorado pode exercer a partir de então, a função de instrutor e avaliador da mesma habilidade.



ATIVIDADES FÍSICAS



Atletismo

Canoagem

Ciclismo

Ciclismo - nível avançado

Pioneirismo

Mergulho Livre

Mergulho Autônomo

Cultura Física

Ciclismo

Escalada

Escalada - nível avançado

Excursionismo com Mochila

Excursionismo Pedestre

Habilidade de Acampar - nível I

Habilidade de Acampar - nível II

Habilidade de Acampar - nível III

Habilidade de Acampar - nível IV

Natação - nível I

Natação - nível II

Natação - nível III

Natação - nível IV

ARTES



Aeromodelismo

Entalhe em Madeira

Trabalho em Couro

Trabalho em Couro - nível avançado

Serigrafia

Serigrafia - nível avançado

Marcenaria

Pintura de Casas - Exterior

Pintura de Casas - Interior

Música

COMUNICAÇÃO



Jornalismo

Fotografia

Computação

Computação - nível avançado

Comunicação

Comunicação - nível avançado

Radioamadorismo

Radioamadorismo - nível avançado

Linguagem de Sinais

MISSÃO



Estudos Bíblicos

Evangelismo Público

Oratória Cristã

Testemunho Pessoal

Missões Mundiais

Colportagem

Magistério

Vida Familiar

Mordomia

Temperança

SAÚDE



Primeiros Socorros - nível básico

Primeiros Socorros - nível intermediário

Primeiros Socorros - nível avançado

Reanimação Cardiopulmonar

Resgate - nível básico

Enfermagem Caseira

NATUREZA



Estrelas

Estrelas - nível avançado

Geologia

Geologia - nível avançado

Jardinagem e Horticultura

SEGUINDO O PLANO DE DEUS



Esta obra de desinteressada beneficência em trabalhar para o bem da juventude, não é nada mais do que aquilo que Deus requer de cada um

de nós.

Ellen White, Fundamentos da Educação Cristã, página, 51

Estudar a história de nossa igreja é uma oportunidade para conhecer o grande exército de Deus e suas estratégias. Diga-se de passagem, falar em “exército” e “estratégias” nestes dias não é novidade. O mundo está experimentando uma explosão de conflitos em várias frentes e essas palavras voltaram a surtir efeito entre nós.



Você foi chamado para fazer parte do “exército” dos jovens de Deus, atuando no pelotão de frente. É um exército com dinamismo, disposição em ir além do óbvio, muita qualidade e modernidade. Deus chamou esse exército quando começou o movimento adventista.



Talvez você nem saiba, mas vários dos pioneiros de nossa igreja eram jovens. Alguns deles são lembrados até hoje:

Thiago White se tornou pregador em 1842, aos 21 anos. Nessa época já havia levado mais de 1.000 pessoas a Cristo.



J. N. Andrews tornou-se um pregador com apenas 14 anos. Aos 21, era um dos principais escritores do movimento.



J. N. Loghborough foi conhecido como o “pregador adolescente” pelo alcance de suas mensagens aos 17 anos.



Uriah Smith foi indicado aos 21 anos para ser redator da Review and Herald, a primeira editora adventista.



Ellen G. White iniciou seu ministério aos 17 e por mais de 70 anos dedicou-se a pregar e escrever.

Os anos passaram, a igreja cresceu e esses jovens líderes também se tornaram adultos. Quando eram jovens, o que eles faziam para a igreja também atendia a juventude. Com o passar do tempo precisavam fazer alguma coisa para manter a vida espiritual dos jovens.



Desde o princípio de tudo, com a primeira lição da Escola Sabatina especial para os jovens (1852), passando pela formação da primeira sociedade de jovens, organizada por Luther Warren e Harry Fenner (1879), chegando até a organização do departamento dos Missionários Voluntários (1907), nossa missão fi cou clara. Fomos organizados para salvar nossos jovens e levá-los a testemunhar de Jesus em todos os lugares e situações. Em 1978, quando nosso nome foi mudado para JA (Jovens Adventistas), ganhamos uma identidade mais clara, mas ela não enfraqueceu nossa posição de “Missionários”. Nosso desafi o hoje é manter a identidade sem esquecer a missão.



Através dos anos, nosso movimento foi tomando corpo e seus ideais foram sendo defi nidos. Dois deles se destacam e têm sido repetidos por algumas gerações. O alvo: “A mensagem do advento a todo mundo em minha geração” e o objetivo: “Salvar do pecado e guiar no serviço”. Ambos deixam claro o nosso compromisso. O alvo apresenta nossa prioridade de anunciar a volta de Cristo com todo o empenho, pois desejamos recebê-lO ainda em nossa geração. Não é um desafio para outros, mas para nós, os líderes do século 21. Nosso alvo é missionário. É um compromisso pessoal.



O objetivo de “Salvar do pecado e guiar no serviço” é ainda mais forte, pois resume tudo o que envolve nossa história e cada um dos nossos ideais, apresentando nossas duas maiores necessidades – “Salvação & Serviço”. Para resgatar os valores que construíram nossa história e continuar cumprindo o papel que Deus lhe confi ou, não é preciso buscar outros caminhos, mas voltar ao plano original.



Ao trabalhar com o Clube de Jovens, seu desafi o é estar focado nessas duas palavras. Busque viver e levar cada participante a uma vida perto de Deus. Não existe outro caminho. É preciso gastar mais tempo com a Bíblia e estudá-la, diminuindo os momentos de festa e aumentando o incentivo à consagração, reunindo os jovens para encontros de oração, vigílias, pequenos grupos, enfi m, promovendo mais momentos de comunhão. Como líder do Clube de Jovens você foi chamado para oferecer aquilo que não pode ser encontrado em nenhum outro lugar. Não tente conquistar os jovens apenas com recreação, festas e brincadeiras, mas coloque Deus em primeiro lugar (Mat. 6:33).



Há ainda um outro motivo para que “Salvação” seja o foco de sua liderança: A causa real da maioria dos desafi os do jovem, hoje, é espiritual. E problemas espirituais só podem ser vencidos com um poder espiritual. Quando os jovens enfrentam problemas ou tentações com sexo, música, drogas, etc, não tenha dúvida, os verdadeiros problemas não são esses.



Esses são galhos de uma árvore, mas o verdadeiro problema está na raiz. O verdadeiro problema está na comunhão com Deus. Quanto mais de Cristo, menos do pecado, quanto menos de Cristo mais do pecado. Se você tentar cortar os galhos da árvore sem cuidar da raiz, eles voltarão a nascer ainda mais fortes. É preciso podar os galhos, mas especialmente fortalecer a raiz.



Por outro lado, quando Cristo conversou com a mulher samaritana, deixou claro que todo aquele que beber da “Água da Vida” vai se tornar uma “fonte” (João 4:13-14). Beber da Água é salvação. Tornar-se uma fonte é serviço. Aí está o princípio de receber e oferecer. Isso é “Salvação & Serviço” ou “salvação para o Serviço”. Seu desafi o é andar sobre esses dois trilhos, mantendo o princípio bíblico. Nosso chamado não é apenas para servir à comunidade, mas para ir mais além, abrir a Bíblia e mostrar o caminho do céu. Não basta apenas cantar em hospitais, fazer sopão nas praças, entregar folhetos, por mais que isso seja importante e necessário. É preciso desenvolver projetos onde a Bíblia seja aberta e ensinada com amor e clareza e o resultado seja visto nas águas do batismo. Desenvolva projetos na comunidade, desde que eles sejam a porta de entrada para projetos espirituais.



Você é capaz de imaginar todos os jovens com a mesma visão, com a mesma prioridade e com o mesmo foco, como um exército? Essa é a visão de Deus e o Clube de Jovens é uma das melhores maneiras de fortalecê-la. Há uma vaga reservada para você neste exército. Venha para frente de batalha. Ellen White já podia imaginar esse momento quando disse:

Com tal exército de obreiros como o que poderia

fornecer a nossa juventude devidamente preparada, quão depressa a mensagem de um Salvador crucificado, ressuscitado e prestes a vir poderia ser levada ao mundo todo!

Ellen White, Educação, página, 271



NOSSOS IDEAIS





BANDEIRA



Branco – Pureza

Vermelho – Redenção

Amarelo – Excelência

Azul – Lealdade



SIMBOLO JA



Mundo – Nossa Missão.

Três Anjos – Tríplice mensagem angélica (Apoc. 14).

Cruz – Centro da mensagem



O ALVO JA



“A mensagem do advento a todo o mundo em minha geração”.

Baseado em Mateus 28:18-20



O LEMA JA



“O Amor de Cristo me motiva”.

Baseado em II Coríntios 5:14



O VOTO JA



“Por amor ao Senhor Jesus, prometo tomar parte ativa nos deveres da sociedade de jovens fazendo tudo o que puder para ajudar a outros e para terminar a obra do evangelho em todo o mundo”.



O PROPÓSITO JA



“Os jovens pelos jovens, os jovens pela igreja, os jovens pelos semelhantes”.

Inspirado no Slogan “Partilhe sua Fé”, que em 1974 motivou a conquista de jovens em todo o mundo.



O OBJETIVO JA



“Salvar do pecado e guiar no serviço”.

Adotado em 1926, durante a seção da Associação Geral.



A DECLARAÇÃO DE MISSÃO DO MINISTÉRIO JOVEM



“Trabalhar em favor dos jovens, promovendo companheirismo e fortalecimento espiritual, capacitando-os para o serviço da igreja e comunidade”.

LEGIÃO DE HONRA



Uno-me voluntariamente à

LEGIÃO DE HONRA J.A, e pela graça e poder de Deus irei:

HONRAR A CRISTO naquilo que eu decidir VER.

HONRAR A CRISTO naquilo que eu decidir ESCUTAR.

HONRAR A CRISTO na escolha dos lugares onde decidir IR.

HONRAR A CRISTO na escolha de minhas AMIZADES.

HONRAR A CRISTO naquilo que eu decidir FALAR.

HONRAR A CRISTO no cuidado que eu dedicar ao TEMPLO DE MEU CORPO.

A Legião de Honra JA, foi adotado no Concilio Anual de 1953, pelo Concilio Consultivo de Jovens, um grupo que sentiu o renovador valor da seguinte declaração de Ellen White: “Dizei firmemente: Não passarei preciosos momentos na leitura daquilo que de nenhum proveito me será e tão somente me incapacitará para ser prestativo aos outros. Dedicarei meu tempo e pensamentos, buscando habilitar-me para o serviço de Deus. Fecharei os olhos para as coisas frívolas e pecaminosas. Meus ouvidos pertencem ao Senhor, e não escutarei o sutil arrazoamento do inimigo. De maneira nenhuma minha voz se sujeitará a uma vontade que não esteja sob a influência do Espírito de Deus. Meu corpo é o templo do Espírito Santo, e cada faculdade de meu ser será consagrada para atividades dignas.” Mensagens aos Jovens, 270

QUATRO ÊNFASES ESPECIAIS



Todos os programas e projetos do Clube de Jovens devem ser cuidadosamente avaliados, visando abarcar quatro áreas de ação para que possam atender ao jovem como um todo: instrução, adoração, comunhão e serviço. Esses módulos foram estabelecidos para que a liderança do Clube de Jovens e sua equipe não corram o risco de perder o rumo, mas para que possam alcançar nosso objetivo central que é “Salvar do pecado e guiar no serviço”. Qualquer atividade que não leve em consideração esses módulos corre o risco de absorver tempo, recursos e idéias e não alcançar a efi ciência desejada. Não estamos em tempo de desperdiçar energia.



1. INSTRUÇÃO



Base bíblica – Efésios 4:13



É o agente básico para produzir mudança de comportamento.



Nenhum programa do Clube de Jovens deve ser realizado sem visar à instrução de seus participantes, buscando levá-los às melhores escolhas e caminhos para a vida, tanto espiritual como social. A ênfase na instrução também deve ser direcionada às atividades dos jovens em favor da comunidade. Nesse módulo está a base intelectual do Clube de Jovens.



2. ADORAÇÃO



Base bíblica – Apocalipse 4:11; 5:9-10, 12-14.



É a oportunidade de aproximação com Deus para o fortalecimento da fé, da devoção e do testemunho. É a ênfase espiritual do Ministério Jovem. Uma atividade de jovens sem base espiritual é como uma árvore sem raiz. Perde o sentido e o objetivo.



3. COMUNHÃO



Base bíblica – João 17:21, 23; Atos 2:44-47.



A ênfase na comunhão envolve a integração e o companheirismo com Deus e com os outros. A comunhão entre os jovens fortalece a amizade e por isso deve ser usada como atrativo e ponte, levando-os ao envolvimento com os outros módulos. Nesse módulo se destacam as bases social e física do Clube de Jovens.



4. SERVIÇO



Base bíblica – Efésios 2:10; Gálatas 6:10



Esse é o módulo que leva os jovens na direção do seu semelhante.



É a religião prática. O serviço comunitário é uma das grandes formas de envolvimento do jovem, tendo em vista a aceitação, estímulo e reconhecimento que a sociedade oferece àqueles que o realizam.



Além da visão comunitária, esse módulo envolve o serviço evangelístico, pois nossa missão é servir à comunidade, como um meio de levá-la a Cristo. É o Clube de Jovens em movimento, utilizando todas as faculdades, físicas, mentais, espirituais e sociais a serviço do Senhor.



Fonte: “Clube de Jovens — Voe mais alto!”, páginas 9 e 10

UNIFORME



O Clube possui dois uniformes. O uniforme de atividades é composto por: camisa pólo (com logo JA) e calça ou saia jeans.



O uniforme de gala (apenas para investidos em Líder JA) é composto por: sapato preto, calça ou saia cinza, camisa branca, blazer azul marinho (com logo JA e botões dourados), gravata/lenço cor vinho e distintivo de líder JA na lapela direita.







Fonte: “Manual Administrativo - Clube de Aventureiros”, páginas 84 a 87



PRIMEIROS PASSOS



Alguns passos são necessários e importantes antes do início da promoção, inscrição e programação. Siga cada um destes passos para que a organização do Clube seja harmônica. Sendo bem formado, conseqüentemente o Clube também será bem mantido.

A ORGANIZAÇÃO





1. Estude bem e conheça detalhes sobre o funcionamento do programa.

2. Apresente a idéia ao seu pastor distrital.

3. Converse com os líderes da igreja sobre o plano.

4. Mantenha contato com o Regional de Jovens de sua região, em busca de apoio.

5. Submeta o surgimento do Clube e a nomeação da diretoria à comissão da igreja.

6. Recrute jovens interessados em trabalhar com o Clube.

7. Reúna a diretoria eleita para escolher os demais líderes.

8. Reúna toda a equipe escolhida para:

- Estudar o funcionamento do Clube.

- Definir o nome do Clube. Evitar nomes pejorativos.

- Definir o plano de promoção do Clube, número de vagas, sistema de inscrição.

- Definir o dia e hora da primeira reunião.

- Dividir as tarefas de promoção.

- Definir o dia, local e horário das reuniões.

- Planejar os dois primeiros meses de atividades.

- Organizar a provisão de fundos.

Sugestão: Nessa reunião, se possível, o Regional de jovens de sua região deve estar presente.

9. Submeta o nome escolhido à aprovação da Comissão da Igreja e da Associação ou Missão.

ONDE BUSCAR NOVOS PARTICIPANTES





Para obter um bom número de participantes é interessante buscá-los onde eles estão. Veja alguns destes locais:

Escola Sabatina Jovem.

Escola Adventista.

Culto JA.

Liderança do Clube de Desbravadores.

Famílias da igreja.

Listagem de todos os membros da igreja, na faixa etária de 15 a 35 anos de

idade.

A PROMOÇÃO





Para que o recrutamento tenha um bom resultado, você deve usar alguns métodos especiais. As sugestões são as seguintes:



1. Folheto promocional especial (disponível no Ministério Jovem da sua Associação e Missão) a ser entregue aos jovens e membros da igreja. Esses talvez possam conhecer jovens interessados em participar do projeto.



2. Fixação de cartazes e faixas - na igreja e nos locais onde os jovens costumam estar.



3. Contagem regressiva a cada sábado, para criar um clima de expectativa, apontando quantos dias faltam para o inicio das atividades do Clube.



4. Vídeo promocional apresentando o trabalho de outro Clube (com depoimento dos participantes). Busque maiores informações com o diretor do Ministério Jovem de sua Associação ou Missão.



5. Programa especial na igreja com a presença do Regional JA, Pastor Distrital, diretor do Ministério Jovem da Associação ou Missão e membros de outro Clube, se possível.



6. Contato pessoal compartilhando a expectativa da atuação do Clube em favor dos jovens da igreja.



7. Visitas especiais a jovens que possam ter interesse em participar do Clube.



8. Apelo público do Pastor distrital aos jovens da igreja.



O ideal é que a promoção da abertura do Clube e da data das inscrições seja feita com pelo menos quatro semanas de antecedência.

A INSCRIÇÃO





A inscrição é o momento em que o Clube começa a se tornar uma realidade. É a prova de que a promoção foi bem feita. Alguns detalhes devem ser considerados:

1. Organize a equipe do Clube para receber os inscritos. O diretor dará as boas vindas. O secretário preencherá a fi cha de inscrição e o tesoureiro receberá a taxa de matrícula estabelecida pela diretoria.



2. A inscrição deve ser efetuada no mesmo dia e local em que serão realizadas as programações do Clube.



3. A liderança já deverá estar uniformizada.



4. É recomendável preparar cópias do planejamento e regulamento do Clube para entregar aos participantes.



5. O número de vagas deve ser preenchido por ordem de inscrição. Caso sobrem vagas, as inscrições podem se manter abertas ainda nas próximas duas reuniões do Clube.



O PROGRAMA DO DIA DA INSCRIÇÃO





Comece e termine dentro do horário (no máximo duas horas).



Esteja com a diretoria já uniformizada.



O programa do Dia da Inscrição deverá conter:

1. Cerimônia dos ideais

Participação de todo o grupo na apresentação dos ideais do Jovem Adventista. É importante utilizar, também, a bandeira JA.



2. Meditação

Pelo pastor distrital, se possível.



3. Boas-vindas e apresentação

a. Explicação acerca do uniforme e demais requisitos.

b. Esclarecimentos sobre as taxas ou mensalidades. Finalidade a que se destinam.

c. Detalhamento do programa.

d. Informaçã acerca das funções da diretoria e apresentação da mesma.



4. Organização

a. Divisão dos jovens em equipes. Organize pelo menos duas equipes.

b. Apresentação dos planos e programas do ano. Feita pelos coordenadores.

c. Escolha do nome das equipes. Em concordância com o nome do Clube.

d. Início de alguma atividade do cartão de Medalha de Prata ou Ouro, aprender os ideais, etc.

e. Atividades recreativas entre as equipes.



5. Encerramento

a. Reunião das equipes para as palavras fi nais do diretor.

b. Informações sobre a próxima reunião.

c. Oração.



6. Avaliação e planejamento

Após o programa, reunião da diretoria do Clube para avaliar o programa do Dia da Inscrição, a divisão das equipes, a atuação de cada líder e planejar o próximo programa.

A PROMOÇÃO REGULAR





As reuniões do Clube podem ser semanais ou quinzenais. Podem ser realizadas aos sábados à noite ou domingos e em horário de acordo com a realidade da região e os demais programas da igreja.



As reuniões envolverão:

Atividades espirituais

Atividades missionárias

Atividades culturais

Atividades físicas

Atividades comunitárias

Atividades recreativas

Capacitação de liderança

Campismo

As reuniões deverão apresentar um modelo fl exível, criativo, com partes variadas. O conteúdo básico, porém, deverá ser:

Abertura:

Informações sobre as atividades

Música

Oração

Momento dos ideais (Voto, lema alvo, propósito e objetivo)

Mensagem e Oração

Atividades em equipe

Medalhas de ouro e prata

Medalha de dedicação

Requisitos de Liderança Jovem

Habilidades

Etc.

Atividades gerais

Espirituais

Comunitárias

Missionárias

Recreativas

Culturais

Treinamento

Físicas

Campismo



Encerramento

Informações

Hino e Oração

AS FINANÇAS





Os recursos financeiros do Clube deverão ser totalmente movimentados através da tesouraria da igreja local. O orçamento do Clube poderá ser resultado de:

Cotas regulares pagas pelos participantes (semanais ou mensais).

Doações especiais.

Ajuda de padrinhos do Clube ou dos jovens.

Campanhas especiais.

Pagamento de taxas de programas.



Fonte: “Clube de Jovens — Voe mais alto!”, páginas 18 a 22



NISTO CREMOS





Os Adventistas do Sétimo Dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm certas crenças fundamentais como sendo o ensino das Escrituras Sagradas. Estas crenças, da maneira como são apresentadas aqui, constituem a compreensão e a expressão do ensino das Escrituras por parte da Igreja. Pode haver revisões destas declarações numa assembléia da Associação Geral, quando a Igreja é levada pelo Espírito Santo a uma compreensão mais completa da verdade bíblica ou encontra melhor linguagem para expressar os ensinos da Santa Palavra de Deus.



01 » AS ESCRITURAS SAGRADAS

As Escrituras Sagradas, o Antigo e Novo Testamento, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nesta Palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento necessário para salvação. As Escrituras Santas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, o prova de experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus em História.



Razões bíblicas: 2 Pedro 1:20, 21; 2 Timóteo 3:16, 17; Salmos 119:105; Provérbios 30:5, 6; Isaias 8:20; João 17:17; 1 Tessalonicenses 2:13; Hebreus 4:12


02 » A TRINDADE

Há um só Deus: Pai, Filho, e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. Para sempre é digno de culto, adoração, e serviço por parte de toda criação.



Razões bíblicas: Deuteronômio 6:4; Mateus 28:19; 2 Coríntios 13:14; Efésios 4:4-6; 1 Pedro 1:2; 1 Timóteo 1:17; Apocalipse 14:7


03 » DEUS PAI

Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-se, e grande em cosntante amor e fidelidade. As qualidades e poderes manifestos no Filho e o Espírito Santo também constituem revelações do Pai.



Razões bíblicas: Gênesis 1:1; Apocalipse 4:11; 1 Coríntios 15:28; João 3:16; 1 João 4:8; 1 Timóteo 1:17; Êxodo 34:6, 7; João 14:9


04 » DEUS FILHO

Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. Por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo paara sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente homem, Jesus, o Cristo. Ele foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem a Maria. Viveu, e experimentou a tentação como um ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Por Seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas.



Razões bíblicas: João 1:1-3, 14; Colossenses 1:15-19; João 10:30; 14:9; Romanos 6:23; 2 Coríntios 5:17-19; João 5:22; Lucas 1:35; Filipenses 2:5-11; Hebreus 2:9-18; 1 Coríntios 15:3, 4; Hebreus 8:1, 2; João 14:1-3


05 » DEUS ESPÍRITO SANTO

Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e trasnformados por Ele, à imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre estar com Seus filhos, Ele concede dons espirituais à igreja, habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade.



Razões bíblicas: Gênesis 1:1, 2; Lucas 1:35; 4:18; Atos 10:38; 2 Pedro 1:21; 2 Coríntios 3:18; Efésios 4:11, 12; Atos 1:8; João 14:16-18, 26; 15:26, 27; 16:7-13


06 » A CRIAÇÃO

Deus é o Criador de todas as coisas, e revelou nas Escrituras o relato autêntico da Sua atividade criadora."Em seis dias fez o Senhor os Céu e a Terra" e tudo que tem vida sobre a Terra, e descansou no sétimo dia dessa primeira semana. Assim Ele estabeleceu o sábado como perpétuo monumento comemorativo de Sua esmerada obra criadora. O primeiro homem e mulher foram formados à imagem de Deus como obra-prima da Criação, foi-lhes dado domínio sobre o mundo e atribuiu-lhes a responsabilidade de cuidar dele. Quando o mundo foi concluído, ele era "muito bom", proclamando a glória de Deus.



Razões bíblicas: Gênesis 1; 2; Êxodo 20:8-11; Salmos 19:1-6; 33:6, 9; 104; Hebreus 11:3


07 » A NATUREZA DO HOMEM

O homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade, o poder e a liberdade de pensar e agir. Conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. Quando os nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, eles negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição abaixo de Deus. A imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. Seus descendentes partilharam dessa natureza caída e de suas conseqüências. Eles nascem com fraquezas e tendências para o mal. Mas Deus, em Cristo, reconciliou consigo o mundo e por meio de Seu Espírito restaura nos mortais penitentes a imagem de seu Criador. Criados para a glória de Deus, eles são chamados para amá-Lo e uns aos outros, e para cuidar de seu ambiente.



Razões bíblicas: Gênesis 1:26-28; 2:7; Salmos 8:4-8: Atos 17:24-28; Gênesis 3; Salmos 51:5; Romanos 5:12-17; II Coríntios 5:19 e 20


08 » O GRANDE CONFLITO

Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo. Este conflito originou-se no Céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria tornou-se Satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma parte dos anjos. Ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão e Eva em pecado. Este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua conseqüente devastação por ocasião do dilúvio mundial. Observado por toda a criação, este mundo tornou-se palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. Para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para os guiar, proteger e amparar no caminho da salvação.



Razões bíblicas: Apocalipse 12:4-9; Isa. 14:12- 14; Ezequiel 28:12-18; Gênesis 6-8; II Ped. 3:6; Romanos 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; Hebreus 1:4-14; I Coríntios 4:9


09 » VIDA, MORTE E RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam esta expiação pela fé possam ter vida eterna, e toda a criação compreenda melhor o infinito e santo amor do Criador. Esta expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus e a benignidade de Seu caráter; pois ela não somente condena o nosso pecado, mas também garante o nosso perdão. A morte de Cristo é substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. A ressurreição de Cristo proclama a vitória de Deus sobre as forças do mal, e assegura a vitória final sobre o pecado e a morte para os que aceitam a expiação. Ela proclama a soberania de Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no Céu e na Terra.



Razões bíblicas: João 3:16; Isaías 53; II Coríntios 5:14, 15 e 19-21; Romanos 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; Filipenses 2:6-11; I João 2:2; 4:10; Colossenses 2:15


10 » A EXPERIÊNCIA DA SALVAÇÃO

Em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não conheceu pecado, Se tornasse pecado por nós, para que nEle fôssemos feitos justiça de Deus. Guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconheçamos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como Substituto e Exemplo. Esta fé que aceita a salvação advém do divino poder da Palavra e é o dom da graça de Deus. Por meio de Cristo somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus e libertados do domínio do pecado. Por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder para levar uma vida santa. Permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza de salvação agora e no Juízo.



Razões bíblicas: Salmos 27:1; Isaías 12:2; Jonas 2:9; S. João 3:16; II Coríntios 5:17-21: Gálatas 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; Romanos 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; I Coríntios 2:5; 15:3 e 4; I João 1:9; 2:1 e 2; Efésios 2:5-10; 3:16-19; Gálatas 3:26; João 3:3-8; Mateus 18:3; I Pedro 1:23, 2:21; Hebreus. 8:7-12




11 » CRESCIMENTO EM CRISTO
nova crença fundamental aprovada em 04 de julho de 2005, na 58ª Assembléia da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia

Pela sua morte na cruz Jesus triunfou sobre as forças do mal. Ele subjugou os espíritos de demônios durante o Seu ministério terrestre e quebrou o seu poder e tornou certo o seu destino final. A vitória de Jesus dá-nos vitória sobre as forças do mal que continuam procurando controlar-nos, enquanto nós caminhamos com Ele em paz, alegria, e a garantia do Seu amor.

Agora o Espírito Santo mora conosco e nos dá poder. Continuamente comprometidos com Jesus como nosso Salvador e Senhor, somos livres do fardo dos nossos feitos passados. Não mais vivemos na escuridão, com medo dos poderes do mal, ignorância, e a falta de sentido de nosso antigo estilo de vida. Nessa nova liberdade em Jesus, somos chamados a crescer na semelhança de Seu caráter, comungando com Ele diariamente em oração, alimentando-nos de Sua Palavra, meditando nisso e em Sua providência, cantando Seus louvores, reunindo-nos juntos em adoração, e participando na missão da Igreja. Na medida em que nos entregamos ao serviço de amor àqueles ao nosso redor e ao testemunho da Sua salvação, Sua constante presença conosco através do Espírito transforma cada momento e toda tarefa numa experiência espiritual.



Razões bíblicas: Salmos 1:1, 2; 23:4; 77:11, 12; Colossenses 1:13, 14; 2:6, 14, 15; Lucas 10:17-20; Efésios 5:19, 20; 6:12-18; I Tessalonicenses 5:23; II Pedro 2:9; 3:18; II Corintios 3:17, 18; Filipenses. 3:7-14; I Tessalonicenses 5:16-18; Mateus 20:25-28; João 20:21; Gálatas 5:22-25; Romanos 8:38, 39; I João 4:4; Hebreus 10:25.


12 » A IGREJA

A Igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo com Senhor e Salvador. Em continuidade do povo de Deus nos tempos do Velho Testamento, somos chamados para fora deste mundo; e nos unimos para prestar culto para comunhão, para instrução na Palavra, para a celebração da Ceia do Senhor, para serviço a toda humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. A igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a Palavra encarnada, e das Escrituras, que são a Palavras escrita. A Igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem com base no novo concerto. A Igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a Cabeça. A Igreja é a Noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. Em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo Igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa, sem defeito.



Razões bíblicas: Gênesis 12:3; Atos 7:38; Mateus 21:43; 16:13-20; João 20:21 e 22; Atos 1:8; Romanos 8:15-17; I Coríntios 12:13-27; Efésios 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15


13 » O REMANESCENTE E A SUA MISSÃO

A Igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de ampla apostasia, um remanescente tem sido chamado para fora a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Este remanescente anuncia a chegada da hora do Juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. Esta proclamação é simbolizada pelos três anjos do Apocalipse 14; coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta numa obra de arrependimento e reforma na Terra. Todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.



Razões bíblicas: Marcos 16:15; Mateus 28:18-20; 24:14; II Coríntios 5:10; Apocalipse 12:17; 14:6-12; 18:1-4; Efésios 5:22-27; Apocalipse 21:1-14


14 » UNIDADE NO CORPO DE CRISTO

A Igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. Em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, e diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não deve ser motivo de dissenções entre nós. Todos somos iguais em Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu numa comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e ser servidos sem parcialidade ou restrição. Mediante a revelação de Jesus Cristo nas Escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho para todos. Esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos.



Razões bíblicas: Salmos 133:1; I Coríntios 12:12-14; Atos 17:26 e 27; II Coríntios 5:16 e 17; Gálatas 3:27-29; Colossenses 3:10-15; Efésios 4:1-6; João 17:20-23; Tiago 2:2-9; I João 5:1


15 » O BATISMO

Pelo batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida. Assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, tornamo-nos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua Igreja. O batismo é um símbolo de nossa união com Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. É por imersão na água e depende de uma afirmação da fé em Jesus e da evidência de arrependimento do pecado. Segue-se à instrução na Escrituras Sagradas e à aceitação de seus ensinos.



Razões bíblicas: Mateus 3:13-16; 28:19 e 20; Atos 2:38; 16:30-33; 22:16; Romanos 6:1-6: Gálatas 3:27; I Coríntios 12:13; Colossenses 2:21 e 13; I Pedro 3:21


16 » A CEIA DO SENHOR

A Ceia do Senhor é uma participação nos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Salvador e Senhor. Nessa experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo. Participando da Ceia, proclamamos alegremente a morte do nosso Senhor até que Ele volte. A preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão. O Mestre instituiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo e para unir nossos corações em amor. O Serviço da Comunhão é franqueado a todos os crentes cristãos.



Razões bíblicas: Mateus 26:17-30; I Coríntios 11:23-30; 10:16 e 17; João 6:48-63; Apocalipse 3:20; João 13:1-17


17 » DONS E MINISTÉRIOS ESPIRITUAIS

Deus concede a todos os membros de Sua Igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada membro deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da Igreja e da humanidade. Sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a Igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. De acordo com as Escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, a cura, profecia, proclamação, ensino, administração, reconciliação, compaixão, e serviço abnegado e caridade para ajuda e animação das pessoas. Alguns membros são chamados por Deus e dotados pela Espírito para funções reconhecidas pela Igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino especialmente necessários para habilitar os membros para o serviço, edificar a Igreja com vistas à maturidade espiritual e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. Quando os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a Igreja é protegida contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém de Deus e é edificada na fé e no amor.



Razões bíblicas: Romanos 12:4-8; I Coríntios 12:9-11, 27 e 28; Efésios 4:8 e 11-16; II Coríntios 5:14-21; Atos 6:1-7; I Timóteo 2:1-3; I Pedro 4:10 e 11; Colossenses 2:19; Mateus 25:31-36


18 » O DOM DA PROFECIA

Um dos dons do Espírito Santo é a profecia. Este dom é uma característica da Igreja remanescente e foi manifestado no ministério de Ellen G. White. Como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à Igreja. Eles também tornam claro que a Bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo o ensino e experiência.



Razões bíblicas: Joel 2:28 e 29; Atos 2:14-21; Hebreus 1:1-3; Apocalipse 12-17; 19:10


19 » A LEI DE DEUS

Os grandes princípios da lei de Deus são incorporados nos Dez Mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. Expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são obrigatórias a todas as pessoas, em todas as épocas. Estes preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. Por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. A Salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. Essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. É uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. A obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão.



Razões bíblicas: Êxodo 20:1-17; Mateus 5:17; Deuteronômio 28:1-14; Salmos 19:7-13; João 14:15; Romanos 8:1-4; I S. João 5:3; Mateus 22:36-40; Efésios 2:8


20 » O SÁBADO

O bondoso Criador, após os seis dias da Criação, descansou no sétimo dia e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. O quarto mandamento da lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. O sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. É um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. O sábado é um sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. A prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do por-do-sol ao por-do-sol, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus.



Razões bíblicas: Gênesis 2:1-3; Êxodo 20:8-11; 31:12-17; Lucas 4:16; Hebreus 4:1- 11; Deuteronômio 5:12-15; Isaías 56: 5 e 6; 58:13 e 14; Levítico 23:32; Marcos 2:27 e 28


21 » MORDOMIA

Somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do tempo e das oportunidades, posses, e das bênçãos da Terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. Reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus por meio do fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua Igreja. A mordomia é um privilégio que Deus nos concede para o desenvolvimento no amor e para a vitória sobre o egoísmo e a cobiça. O mordomo se regozija nas bênçãos que advêm aos outros como resultado de sua fidelidade.



Razões bíblicas: Gênesis 1:26-28; 2:15; Ageu 1:3-11; Malaquias 3:8-12; Mateus 23:23; I Corintios 9:9-14


22 » CONDUTA CRISTÃ

Somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, nós só nos envolvemos naquelas coisas que produziram em nossa vida pureza, saúde, e alegria semelhantes às de Cristo. Isto significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões de gosto e beleza cristãos. Embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser simples, modesto e de bom gosto, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranqüilo. Significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele inteligentemente. Junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar alimentação mais saudável possível e abster-nos dos alimentos imundos identificados nas Escrituras. Visto que as bebidas alcóolicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso corpo, também devemos abster-nos dessas coisas. Em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar.



Razões bíblicas: I João 2:6; Efésios 5:1-13; Romanos 12:1 e 2; I Coríntios 6:19 e 20; 10:31; I Timóteo 2:9 e 10; Levítico 11:1-47; II Coríntios 7:1; I Pedro 3:1-4; II Coríntios 10:5; Filipenses 4:8


23 » MATRIMÔNIO E FAMÍLIA

O casamento foi divinamente estabelecido no Éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. Para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e só deve ser assumido entre parceiros que partilham da mesma fé. Mútuo amor, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura dessa relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua Igreja. No tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério. Conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da Igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcança completa maturidade. Os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. Por seu exemplo e suas palavras, que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros de Seu corpo, a família de Deus. Crescente intimidade familiar é um dos característicos da mensagem final do evangelho.



Razões bíblicas: Gênesis 2:18-25; Deuteronômio 6:5-9; João 2:1-11; Efésios 5:21-33; Mateus 5:31 e 32; 19:3-9; Provérbios 22:6; Efésios 6:1-4; Malaquias 4:5 e 6; Marcos 10:11 e 12; Lucas 16:18; I Coríntios 7:10 e 11


24 » O MINISTÉRIO DE CRISTO NO SANTUÁRIO CELESTIAL

Há um santuário no Céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crente os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grade Sumo-sacerdote e começou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. É uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico no Dia da Expiação. Nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as coisas celestiais são purificadas com o perfeito sacrifício do sangue de Jesus. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesta quem, dentro vivos permanece em Cristo, guardando os mandamentos e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a transladação ao Seu reino eterno. Esse julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. Declara que os que permanecem leais a Deus, receberão o reino. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo Advento.



Razões bíblicas: Hebreus 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Daniel 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; Números 14:34; Ezequiel 4:6; Malaquias 3:1; Levítico 16; Apocalipse 14:12; 20:12; 22:12


25 » A SEGUNDA VINDA DE CRISTO

A segunda vinda de Cristo é a bendita esperança da Igreja, o grande ponto culminante do evangelho. A vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. Quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o Céu, mas os ímpios irão morrer. O cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. O tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados em todo o tempo.



Razões bíblicas: Tito 2:13; João 14:1-3; Atos 1:9- 11; I Tessalonicenses 4:16 e 17; I Coríntios 15:51-54; II Tessalonicenses 2:8; Mateus 24; Marcos 13; Lucas 21; II Timóteo 3:1- 5; Joel 3:9-16; Hebreus 9:28


26 » MORTE E RESSURREIÇÃO

O salário do pecado é a morte. Mas Deus, o único que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. Até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todas as pessoas. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. A segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde.



Razões bíblicas: I Timoteo 6:15 e 16; Romanos 6;23; I Cor. 15:51-54; Eclesiastes 9:5 e 6; Salmos 146:4; I Tessalonicenses 4:13-17; Romanos 8:35-39; João 5:28 e 29; Apocalipse 20:1-10; João 5:24


27 » O MILÊNIO E O FIM DO PECADO

O milênio é o reinado de mil anos de Cristo de Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreições. Durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a Terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por Satanás e seus anjos. No fim desse período, Cristo com Seus santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas o fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.



Razões bíblicas: Apocalipse 20; Zacarias 14:1-4; Jeremias 4:23-26; I Coríntios 6; II Pedro 2:4; Ezequiel 28:18; II Tessalonicenses 1:7-9; Apocalipse 19:17, 18 e 21


28 » A NOVA TERRA

Na Nova Terra, em que habita justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para vida, amor, alegria, e aprendizado eternos, em Sua presença. Pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte terão passado. O grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. Todas as coisas, animadas e inanimadas, declaram que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. Amém.



Razões bíblicas: II Pedro 3:13; Gênesis 17:1-8; Isaías 35; 65:17-25; Mateus 5:5; Apocalipse 21:1-7; 22:1-5; 11:15


HISTÓRIA DA IGREJA ADVENTISTA





Guilherme Miller





Tiago White





Ellen White





José Bates





John Andrews

Em apenas um século e meio a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem crescido de um punhado de pessoas, que diligentemente estudaram a Bíblia em procura da verdade, para uma comunidade mundial de mais de oito milhões de membros e, outros milhões, que consideram a Igreja Adventista seu lar espiritual. Doutrinariamente, os Adventistas do Sétimo Dia são herdeiros do supradenominacional movimento Milleriano da década de 1840. Embora o nome “Adventista do Sétimo Dia” tenha sido escolhido em 1860, a denominação não foi oficialmente organizada até 21 de maio de 1863, quando o movimento incluia cerca de 125 Igrejas e 3.500 membros.Entre 1831 e 1844, Guilherme (William) Miller - um pregador Batista e ex-capitão de Exército da Guerra de 1812 - lançou o grande despertar do segundo advento, o qual eventualmente se espalhou através da maioria do mundo cristão. Baseado em seu estudo da profecia de Daniel 8:14, Miller calculou que Jesus poderia retornar a Terra em 22 de outubro de 1844. Quando Jesus não apareceu os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar “O Grande Desapontamento”.



A maioria dos milhares que haviam se juntado ao movimento, saiu em profunda desilusão. Uns poucos no entanto, voltaram para suas Bíblias para descobrirem porque eles tinham sido desapontados. Logo eles concluíram que a data de 22 de outubro tinha na verdade estado correta, mas que Miller tinha predito o evento errado para aquele dia. Eles se convenceram que a profecia bíblica previa não o retorno de Jesus à Terra em 1844, mas que Ele começaria naquela data um ministério especial no céu para Seus seguidores. Assim, eles continuaram a esperar pelo breve retorno de Jesus, como fazem os Adventistas do Sétimo Dia ainda hoje.



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Deste pequeno grupo que se recusou a desistir depois do grande desapontamento, surgiram vários líderes que construíram a base do que viria a ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Destacam-se dentre estes líderes um jovem casal - Tiago e Ellen White - e um capitão de navio aposentado, José Bates.



Este pequeno núcleo de “adventistas” começou a crescer - principalmente nos estados da Nova Inglaterra na América do Norte - aonde o movimento de Miller havia começado. Ellen White, apenas uma adolescente na época do grande desapontamento, desenvolveu-se em uma dotada escritora, oradora e administradora, se tornando, e permanecendo, a conselheira espiritual de confiança da família Adventista por mais de 70 anos até sua morte em 1915. Os primeiros Adventistas vieram a acreditar - como têm os Adventistas desde então - que ela desfrutou da direção especial de Deus enquanto ela escrevia seus conselhos para o crescente grupo de crentes.



Em 1860, em Battle Creek, Michigan, EUA, um punhado de congregações de Adventistas escolheram o nome Adventista do Sétimo Dia e em 1863 organizaram formalmente o corpo da Igreja com um número de 3.500 membros. No princípio, a atuação foi em grande parte limitada a América do Norte, até 1874 quando o primeiro missionário da Igreja, John Nevins Andrews, foi enviado para Suíça. A obra na África foi iniciada timidamente em 1879 quando Dr. H. P. Ribton, um recente converso na Itália, se mudou para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto terminou quando tumultos começaram a surgir nas vizinhanças. O primeiro país cristão não-protestante a receber a Igreja foi a Rússia, aonde um ministro adventista foi enviado em 1886. Em 20 de outubro de 1890, a escuna Pitcairn foi lançada em São Francisco e logo designada para levar missionários para as ilhas do Pacífico. Missionários Adventistas do Sétimo Dia entraram pela primeira vez em países não-cristãos em 1894 - Costa Dourada (Gana), oeste da África, e Matalbeleland, África do Sul. No mesmo ano missionários vieram a América do Sul, e em 1896 havia representantes no Japão. A Igreja hoje tem atuação estabelecida em 209 países.



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A publicação e distribuição de literaturas foram os principais fatores no crescimento do movimento do Advento. A ‘Advent Review’ e o ‘Sabbath Herald’ (hoje ‘Adventist Review’), órgão geral de comunicação da Igreja, foram lançados em Paris, Maine, em 1850; o ‘Youth’s Instructor’ em Rochester, Nova Iorque, em 1852; e o ‘Signs of the Times’ em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira Casa Publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a operar em 1855 e foi devidamente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicação Adventista do Sétimo Dia.



O Instituto de Reforma da Saúde, conhecido mais tarde como Sanatório Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a obra da sociedade missionária foi estabelecida a nível estadual em 1872, e 1877 viu a formação das Associações das Escolas Sabatinas em todo o Estado. Em 1903, a sede da denominação se mudou de Battle Creek, Michigan, para Washington, D.C., e em 1989 para Silver Spring, Maryland, aonde ela continua a formar o nervo central do trabalho sempre em expansão.

A CHEGADA DO ADVENTISMO AO BRASIL





Primeiro templo de Gaspar Alto, inaugurado em 1896 (a igreja havia

sido organizada um ano antes, pelo Pastor Westphal)





Casal de pioneiros Guilherme e Johanna Belz





Guilherme Stein Jr., primeiro converso batizado no Brasil





Albert Stauffer: primeiro missionário a pisar em solo brasileiro

Há 110 anos era organizada a primeira igreja adventista no Brasil.



Corria o ano de 1884. Um jovem alemão conhecido como Borchardt, residente em Brusque, Santa Catarina, envolve-se em uma briga, ferindo gravemente seu oponente. Com medo da polícia, resolve fugir em direção ao Porto de Itajaí. Lá chegando, embarca clandestinamente em um navio que rumava para a Alemanha. Numa das escalas, acaba conhecendo dois missionários adventistas que lhe perguntam se conhece algum protestante no Brasil. Meio desconfiado, Borchardt responde que seu padrasto, Carlos Dreefke, é luterano. Os missionários pedem-lhe o endereço de Dreefke, deixando claro que o único interesse deles é enviar literatura religiosa para o Brasil.



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Alguns meses depois, um pacote contendo revistas adventistas em alemão chega à Colônia de Brusque, endereçado a Carlos Dreefke e com selo de Battle Creek, Estados Unidos. A encomenda é aberta na casa comercial de Davi Hort, um típico casarão colonial de dois pavimentos, distante oito quilômetros do atual centro de Brusque. Dreefke, ainda meio desconfiado, toma para si uma das revistas, com inscrição de capa A Voz da Verdade, e distribui as outras nove para seus amigos que ali estavam.



Com o tempo, algumas famílias demonstraram interesse por aquelas publicações que falavam, dentre outras coisas, na segunda vinda de Cristo, num estilo de vida mais saudável e na importância de se reservar o sábado para atividades de cunho religioso. Continuaram a pedir mais literatura, usando o nome do Sr. Dreefke que, com medo de que algum dia lhe mandassem a conta de todas as revistas, acabou cancelando os pedidos futuros.



A frustração foi geral. Quem poderia assumir agora a responsabilidade pelas revistas? Um polonês de nome Chikiwidowski chegou a se responsabilizar pelos pedidos, mas seu entusiasmo durou pouco. Foi então que uma terceira pessoa entrou na história: Frederich Dressler.



Dressler era filho de um pastor luterano, na Alemanha. Foi expulso de seu país por ser alcoólatra. Aproveitando as correntes migratórias para o Brasil, veio parar em Brusque. Trabalhou como professor, mas toda a sua renda era gasta em bebida. Quando Dressler ouviu falar das tais revistas adventistas que eram enviadas de graça, resolveu fazer um pedido, com a intenção de vendê-las para alimentar o vício que o destruía.



As revistas (como a Hausfreund , “Amigos do Lar”) chegaram e, com elas, alguns livros. Entre eles, um muito especial: o Comentário Sobre o Livro de Daniel , de Uriah Smith. Após a leitura desse livro, Guilherme Belz se tornaria – anos mais tarde – o primeiro no Brasil a reconhecer o sábado como dia de descanso, através da literatura adventista.



Em certas ocasiões, enquanto Dressler caminhava pelas ruas em busca de compradores, os folhetos caíam-lhe das mãos trêmulas. Como não havia muito papel espalhado pelo chão naquela época, as pessoas, curiosas, apanhavam os folhetos e os liam. Sem saber, Dressler prestou grande contribuição à causa adventista que ensaiava seus primeiros passos em terras brasileiras.

A Sociedade Internacional de Tratados dos Estados Unidos enviou centenas de dólares em literatura, que Dressler transformou em cachaça. Na venda de Davi Hort, Dressler trocava as revistas e folhetos por bebida. O Sr. Davi as usava como papel de embrulho. E foi dessa forma que a mensagem adventista conseguiu se espalhar mais e mais, como folhas de outono, alcançando famílias e corações nos quais a semente do evangelho começava a germinar.

O PRIMEIRO CONVERSO NO BRASIL





Guilherme Belz nasceu na Pomerânia, Alemanha, em 1835. Veio para o Brasil e estabeleceu-se na região de Braunchweig (hoje Gaspar Alto), a cerca de 18 quilômetros de Brusque. Certa ocasião, ao voltar das compras na Vila de Brusque, notou algo de especial em uma das mercadorias. O papel de embrulho trazia um texto escrito em alemão. A leitura do impresso deixou Belz pensativo por várias semanas, até que, ao visitar o irmão Carl, descobriu que este havia comprado um livro do alcoólatra Frederich Dressler – livro que “coincidentemente” tratava, dentre outras coisas, do mesmo assunto do folheto.



O Comentário Sobre o Livro de Daniel, de Uriah Smith, também estava escrito em alemão. Ao tentar pegá-lo da estante, Guilherme derrubou-o no chão. O livro se abriu justamente no capítulo intitulado “O Papado Muda o Dia de Repouso”. Este título fez Belz recordar sua juventude na Alemanha.



Nascido em uma família luterana, Guilherme tinha por hábito ler a Bíblia, mas algo o intrigava: “Se apenas o sábado é mencionado nas Escrituras, por que guardamos o domingo?” Sua mãe Luise e o pastor de sua igreja desconversavam e, por isso, a resposta teve de aguardar muitos anos.



Como estava com pressa, Guilherme despediu-se de Carl levando emprestado o livro – segurando-o como se houvesse descoberto um tesouro precioso. Chegando em casa, ele investigou o assunto do sábado mais a fundo, comparando o conteúdo do livro com a sua Bíblia. Finalmente, Belz convenceu-se da santidade do sábado. Guilherme tinha então 54 anos e tornava-se, assim, o primeiro a reconhecer, no Brasil, o sábado como dia do Senhor, graças à literatura adventista. Os Belz não demoraram a espalhar sua nova crença pela região. Pouco tempo depois, algumas famílias já se reuniam para estudar a Bíblia e orar.



Em maio de 1893, por designação da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, o missionário Albert B. Stauffer chegou ao Brasil. Juntamente com outros missionários, Stauffer espalhou a literatura adventista em Indaiatuba, Rio Claro, Piracicaba e outras localidades. Assim, os primeiros interessados na mensagem adventista, em São Paulo, foram surgindo. O mesmo aconteceu no Estado do Espírito Santo, onde Stauffer espalhou vários livros O Grande Conflito.



Os adventistas que, em São Paulo e no Espírito Santo, observavam o sábado e criam na volta de Jesus estavam totalmente alheios à existência dos irmãos de Santa Catarina que, já há alguns anos, professavam a mesma fé.



Em agosto de 1894, chegou ao Brasil outro missionário adventista: William Henry Thurston. Acompanhado da esposa Florence, Thurston veio dos Estados Unidos com a missão de estabelecer um entreposto de livros denominacionais no Rio de Janeiro, para atender aos missionários no Brasil. Com ele vieram duas grandes caixas de livros e revistas impressos em inglês, alemão e pouca coisa em espanhol. Na época, não havia nada publicado em português, pois a Casa Publicadora Brasileira só iniciaria suas atividades a partir de 1900.



Para chegar ao seu destino, muitos impressos eram despachados nos navios oceânicos, outros nos barcos fluviais a vapor (ou mesmo a remo), outros ainda em carros de boi, em lombo de burro e, às vezes, em alguns lugares, nas costas dos missionários.



O PRIMEIRO PASTOR ADVENTISTA A VISITAR O BRASIL





O mesmo navio – Magdalena – que trouxe o casal Thurston ao Brasil levou o Pastor Frank Henry Westphal para a Argentina. Eram poucos os primeiros representantes da Igreja Adventista no continente sul-americano, na época. No final de 1894, num território de 15.500.000 quilômetros quadrados, somente dez homens se dedicavam à proclamação da fé adventista, oralmente ou por escrito. Um deles era o Pastor Westphal, os outros eram os colportores-missionários. Mas, em apenas cinco anos, os vinte já eram duzentos!



Neste mesmo ano – 1894 – o missionário Albert Bachmeyer chegou ao Estado de Santa Catarina. Grande foi sua alegria quando, ao oferecer seus livros a uma família em Brusque, descobriu que havia adventistas ali. Imediatamente, transmitiu a boa notícia a Thurston que, por sua vez, escreveu informando o Pastor Westphal, na Argentina.



Westphal foi o primeiro ministro adventista enviado para servir na América do Sul. Ordenado ao ministério em 1883, em Michigan, dedicou-se à missão urbana de Milwaukee e lecionou História no Departamento Alemão do Union College. Em 1894 foi chamado para servir no continente sul-americano.



Em fevereiro de 1895, o Pastor Westphal desembarcou no Rio de Janeiro, onde o esperavam o casal Thurston e o colportor A. B. Stauffer. Acompanhado por Stauffer, o Pastor Westphal seguiu primeiro para o interior de São Paulo, para batizar os primeiros conversos naquele Estado. Guilherme Stein Jr. foi o primeiro adventista brasileiro a ser batizado, numa manhã de abril do ano de 1895. Seu batismo foi realizado no rio Piracicaba, que na língua indígena significa colheita de peixes. Stein Jr. desempenhou papel importante na Obra Adventista do Brasil como missionário, evangelista, professor, administrador, redator e editor.



No dia 30 de maio de 1895, o Pr. Westphal chega em Brusque, e lá encontra os primeiros grupos de conversos ao adventismo, no Brasil. Emocionados, os novos conversos ouviram pela primeira vez a pregação de um ministro adventista. Em oito de junho de 1895, foi realizado o primeiro batismo de oito pessoas no rio Itajaí-Mirim, uns cinco ou seis quilômetros acima da Vila de Brusque. Três dias depois, o Pastor Westphal realizou o segundo batismo, em Gaspar Alto. Naquele dia, mais 14 pessoas foram batizadas. Com esse grupo de conversos catarinenses foi organizada a primeira congregação adventista do sétimo dia no Brasil, tendo como primeiro-ancião Augusto Olm e diácono, Guilherme Belz (no ano seguinte, 1896, foi construído o primeiro templo em Gaspar Alto).



Em 14 de dezembro de 1895, foi realizado o primeiro batismo adventista no Estado do Espírito Santo. Na ocasião, 23 pessoas foram batizadas, tornando-se membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia.



Poucos anos depois, grupos de conversos adventistas já realizavam a Escola Sabatina em Campos dos Quevedos e Taquari (RS), Brusque e Joinville (SC), Curitiba (PR), Rio Claro e Indaiatuba (SP), Santa Maria (ES) e Teófilo Otoni (MG). O árduo trabalho dos missionários pioneiros prosperava, e mais e mais pessoas eram salvas para o Reino de Deus. Daquele humilde início, com algumas dezenas de conversos espalhados aqui e ali, hoje a Igreja Adventista do Sétimo Dia pode louvar a Deus pelo seu rápido crescimento. Dos dez milhões de membros que a igreja tem no planeta, mais de um milhão estão no Brasil, o que o torna o país com a maior presença adventista no mundo.



Nossa missão hoje não é menos importante que a iniciada pelos pioneiros, com esforço e muita dedicação. Eles prepararam o caminho e espalharam a preciosa semente da verdade. Cabe a nós terminar a colheita para que Cristo volte logo e encerre nossa peregrinação. Maranata!

DESENVOLVIMENTO CRONOLÓGICO DA OBRA ADVENTISTA



1884 — O pacote contendo dez revistas Arauto da Verdade, em alemão, chega a Brusque, SC.



1890 — Surgem os primeiros observadores do sábado em Gaspar Alto, SC. Guilherme Belz é o pioneiro.



1893 — Albert B. Stauffer, primeiro missionário enviado ao Brasil pela Associação Geral, chega ao País.



1894 — (1) Albert Bachmeier encontra observadores do sábado em Brusque e em Gaspar Alto; (2) W. H. Thurston chega ao Rio de janeiro com dois caixotes de livros, estabelecendo naquela cidade um depósito de livros.



1895 — (1) Pastor Frank H. Westphal chega ao Rio de janeiro em fevereiro. Acompanhado por Albert Stauffer, inicia uma viagem realizando batismos em São Paulo e terminando com a cerimônia batismal de Gaspar Alto, em junho; (2) No mesmo mês, a primeira igreja adventista do Brasil é organizada em Gaspar Alto; (3) No mês de julho, os irmãos Berger chegam ao Brasil para colportar; (4) Pastor H. F. Graf chega ao Brasil em agosto e, em dezembro, realiza o batismo em Santa Maria do Jetibá, no Espírito Santo; (5) É criada a Missão Brasileira da IASD.



1896 — (1) Pastor Spies chega ao Brasil e batiza 19 pessoas em Teófilo Otoni, Minas Gerais; (2) Em julho começa a funcionar o Colégio Internacional de Curitiba, PR, a primeira escola particular adventista.



1900 — (1) Além da escola paroquial já existente em Gaspar Alto, começa a funcionar a escola missionária, sob a direção do Pastor John Lipke; (2) Começa a ser publicada a revista O Arauto da Verdade , em português, mas ainda em tipografia secular. Guilherme Stein foi seu primeiro editor.



1903 — Em agosto, o Colégio Superior de Gaspar Alto é transferido para Taquari, RS. A escola paroquial da igreja de Gaspar Alto, entretanto, continuou funcionando.



1904 — (1) O Pastor Ernesto Schwantes visita o comerciante José Lourenço Mendes, em Santo Antônio da Patrulha, RS. Surgem as igrejas de Campestre e Rolante e inicia-se a transição do adventismo das colônias alemãs para todo o Brasil; (2) Pastor Lipke consegue, nos EUA, a doação de um prelo para o Brasil.



1905 — O prelo é montado no colégio de Taquari, RS. A Sociedade Internacional de Tratados no Brasil (embrião da Casa Publicadora Brasileira) inicia suas atividades gráficas.



1907 — A Casa Publicadora Brasileira (então conhecida como Tipografia Adventista de Taquari) é transferida de Taquari para São Bernardo do Campo, São Paulo.



1911 — (1) José Amador dos Reis, da igreja de Rolante, ingressa na colportagem, passando depois à obra bíblica, na qual foi ordenado ao ministério, tornando-se o primeiro pastor adventista brasileiro ordenado (em 1920); (2) É organizada a União Brasileira, com sete campos, 68 igrejas e 1.550 membros.

Michelson Borges é redator da Casa Publicadora Brasileira e autor dos livros A Chegada do Adventismo ao Brasil (Casa) , A História da Vida, Por Que Creio e Nos Bastidores da Mídia

› seu blog: www.michelsonborges.blogspot.com



DADOS ESTATÍSTICOS





A Associação Geral, a unidade mais extensa de organização, é composta de todas as Uniões em todas as partes do mundo. Essas Uniões são agrupadas em Divisões da Associação Geral, com responsabilidade administrativa para áreas geográficas particulares, que abrangem normalmente continentes inteiros ou grande parte deles.



Cada nível reflete um processo democrático de formação e eleição. Igrejas locais elegem os seus próprios oficiais. Estas mesmas Igrejas elegem delegações para as eleições nas Associações ou Missões, que ocorrem a cada dois ou três anos. Um processo semelhante ocorre nas sessões das Uniões, Divisões e da Associação Geral.



No site do Ministério Jovem você encontra todos os números que envolvem a estrutura da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Além dos dados atualizados, tenha acesso também aos números dos anos anteriores. Aqui você encontra informações e estatísticas a partir de 1899.



Fonte: www.adventistarchives.org

DÉCADA 2000



2000

2001

2002

2003

2004


2005

2006

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DÉCADA 1990



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DÉCADA 1980



1980

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DÉCADA 1970



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DÉCADA 1960



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DÉCADA 1950



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DÉCADA 1940



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DÉCADA 1930



1930

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DÉCADA 1920



1920

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DÉCADA 1910



1910

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DÉCADA 1900



1900

1901

1902

1903

1904


1905

1906

1907

1908

1909




DÉCADA 1890



1899






LOGOMARCA OFICIAL





As linhas superiores do desenho sugerem uma constante projeção para cima, simbolizando a ressurreição e a ascenção de Cristo, e o momento da segunda vinda de Cristo, centro de nossa fé.



A CHAMA



Esta perspectiva esta formada por 3 linhas que encerram uma esfera implícita. As linhas representam os 3 anjos de Apocalipse 14 rodeando o globo e a nossa comissão de levar o evangelho ao mundo inteiro. Este conjunto forma uma chama, símbolo do Espírito Santo.

A BÍBLIA ABERTA



A Bíblia forma a base do desenho e representa o fundamento bíblico de nossas crenças. Ela se apresenta aberta sugerindo a completa aceitação da Palavra de Deus.



A CRUZ



O símbolo da cruz representa o evangelho da salvação. Está posicionado no centro do desenho, para enfatizar o sacrifício de Cristo, tema central de nossa fé. É significativo também ver que a Bíblia, que representa a lei, e a chama, que representa o Espírito Santo, se encontram e se juntam na cruz.

cores oficiais:





NOME, MISSÃO E VISÃO





xistem duas crenças importantes associadas ao nome Adventista do Sétimo Dia. Nós somos pessoas que acreditam ardentemente na proximidade da segunda vinda de Jesus Cristo - por isso, somos Adventistas. A segunda parte do nosso nome - Sétimo Dia - se refere ao dia Bíblico de adoração, o sétimo dia da semana, o Sábado.



DECLARAÇÃO DA MISSÃO DOS ADVENTISTAS DO SÉTIMO DIA





A missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia é comunicar a todas as pessoas o Evangelho eterno do amor de Deus no contexto das mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12, conforme reveladas na vida, morte, ressurreição e ministério sacerdotal de Jesus Cristo, convidando-as a aceitarem a Jesus como seu Salvador pessoal e a unirem-se à Sua Igreja, e assistindo-as e edificando-as espiritualmente em preparação para Sua breve volta.

Nosso Método

Proclamamos esta missão sob a direção do Espírito Santo, por meio do:

1. Ministério da pregação

Aceitando a comissão do Senhor registrada em Mateus 28:18-20, anunciamos a todo o mundo a mensagem de um amoroso Deus, revelado mais plenamente no ministério da reconciliação e na morte expiatória de Seu Filho. E, reconhecendo que a Bíblia é a infalível revelação da vontade de Deus, proclamamos sua mensagem total, incluindo o que se refere à segunda vinda de Jesus e à permanente autoridade de Sua Lei, os Dez Mandamentos, com sua lembrança do sétimo dia, sábado, como dia de repouso.



2. Ministério do ensino

Reconhecendo que o desenvolvimento da mente e do caráter é essencial dentro do plano redentor de Deus, promovemos o desenvolvimento de uma compreensão madura de Deus e de nossa relação com Ele, com Sua Palavra e com o Universo criado.



3. Ministério da sanidade

Afirmando a ênfase bíblica sobre o bem-estar integral da pessoa, damos prioridade à preservação da saúde e da cura da enfermidade e, por meio de nosso ministério aos pobres e oprimidos, cooperamos com o Criador em Sua compassiva obra de restauração.

NOSSA VISÃO





Em harmonia com as grandes profecias das Escrituras, entendemos que o clímax do plano de Deus é restaurar toda a Sua criação à completa harmonia com sua perfeita vontade e justiça. (Livro de Regulamentos A 05, 2007).

QUEM FOI ELLEN WHITE?





Ellen White em seu escritório





O casal Tiago e Ellen White





Ellen White, aos 72 anos





Casa de Ellen White à partir de 1900





Funeral de Ellen White





Túmulo da família White, em Battle Creek, Michigan

INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA



Ellen Gould Harmon nasceu na cidade de Gorham, estado do Maine, localizado no nordeste dos Estados Unidos, no dia 26 de novembro de 1827. Seus pais se chamavam Robert e Eunice Harmon. Ellen e a irmã gêmea Elizabeth eram as mais novas de uma família com oito filhos. Sua educação formal foi interrompida quando ela estava com apenas nove anos de idade, por causa de um incidente que quase lhe custou a vida. No início da adolescência, Ellen e sua família aceitaram as interpretações bíblicas apresentadas pelo pregador batista William [Guilherme] Miller. Juntamente com Miller e outras 50 mil pessoas, ela passou pelo que ficou conhecido como “o grande desapontamento”, pois esperavam a volta de Jesus no dia 22 de outubro de 1844, a data correspondente ao fim da profecia dos 2.300 dias de Daniel 8.



saiba mais

Conheça o site do Centro de Pesquisas Ellen White



CHAMADA POR DEUS



Em dezembro de 1844, Deus concedeu a Ellen a primeira de um total de cerca de duas mil visões e sonhos proféticos. Em agosto de 1846, Ellen casou com James [Tiago] White, um pastor, com 25 anos de idade, que partilhava da mesma convicção de que Ellen fora chamada por Deus para realizar a obra de um profeta. Pouco tempo depois, Ellen e Tiago passaram a guardar o sábado como o dia de descanso ordenado por Deus, de acordo com o quarto mandamento.



FAMÍLIA



Como mãe de quatro filhos, Ellen experimentou a dor de perder dois deles. Herbert morreu com poucas semanas de vida e Henry com 16 anos. Os outros dois filhos, Edson e William, se tornaram pastores adventistas.



OS ESCRITOS



Ellen White foi uma grande escritora. Desde 1851, quando publicou seu primeiro livro, ela produziu uma vasta quantidade de artigos, folhetos e livros. Dentre os livros, alguns têm natureza devocional e outros foram compostos a partir de inúmeras cartas pessoais, repletas de conselhos, que ela escreveu ao longo dos anos. Alguns outros livros têm uma perspectiva histórica e tratam do conflito entre Cristo e Satanás pelo controle das nações e dos indivíduos. Ela também publicou livros sobre educação, saúde e outros assuntos importantes para a igreja. Após sua morte, mais de 70 livros foram compilados e publicados com textos ainda inéditos na sua maioria. Ela também escreveu milhares de artigos que foram publicados em revistas como Review and Herald (Revista e Arauto), Signs of the Times (Sinais dos Tempos) e outros periódicos adventistas do sétimo dia. Caminho a Cristo, um dos seus livros mais importantes, que trata do sucesso na vida cristã, já foi publicado em mais de 150 línguas e faz de Ellen White a escritora mais traduzida em todos os tempos.





COMUNICADORA



Apesar de certa relutância e timidez inicial, Ellen White se tornou uma comunicadora bem conhecida nos Estados Unidos, na Europa e na Austrália. Ela era convidada a falar não apenas nas reuniões adventistas, mas para auditórios não adventistas. Era muito requisitada principalmente para falar sobre temperança. Em 1876, ela falou para o seu maior auditório – estimado em 20 mil pessoas – em Groveland, Massachusetts, durante mais de uma hora, e naquele tempo não havia microfone.









Ellen, a mulher (Série Heróis da Fé) episódio 8

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A MENSAGEM DE SAÚDE



Em sua visão de 6 de junho de 1863, Ellen White recebeu instruções sobre assuntos relacionados com a saúde, como o uso de drogas, tabaco, chá, café, alimentos de origem animal e a importância da atividade física, luz solar, ar puro e regime alimentar equilibrado. Seus conselhos sobre saúde, baseados nessa e nas demais visões, têm ajudado os adventistas a desenvolver um estilo de vida que lhes dá cerca de sete anos a mais de longevidade do que as pessoas em geral.









A reforma de saúde (Série Heróis da Fé) episódio 7

Adquira: www.novotempo.org.br


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Conheça o site do Centro da Memória Adventista



LEITORA VORAZ



Ellen White lia muito. Ela descobriu que ler outros autores não apenas solidificava sua cultura como a ajudava a escrever para apresentar os princípios da verdade a ela revelados em visão. Além disso, às vezes, o Espírito Santo a impressionava a citar em seus artigos ou livros verdadeiras gemas literárias extraídas de outros autores. Ela jamais se considerou infalível nem colocava seus escritos em nível de igualdade com a Bíblia, mas cria firmemente que suas visões tinham origem divina e que seus artigos e livros eram produzidos sob a direção do Espírito de Deus. Evangelista por natureza, sua principal preocupação era a salvação das pessoas.



GENEROSIDADE



Ellen White era extremamente generosa e dava bom exemplo de cristianismo prático. Durante anos, ela mantinha em casa pedaços de tecido para fornecer a alguma mulher que estivesse necessitando de pano para fazer um vestido. Em Battle Creek (onde morava), ia a leilões para comprar móveis usados, que ela guardava para doar a vítimas de calamidades, como incêndios. Numa época em que ainda não existiam planos de aposentadoria, sempre que ouvia falar de algum idoso pastor que estava precisando de ajuda financeira, ela não titubeava para enviar-lhe algum dinheiro a fim de socorrê-lo naquela emergência.



SUA OBRA



Ellen White morreu no dia 16 de julho de 1915. Durante 70 anos, ela fielmente apresentou as mensagens que Deus lhe confiou para o Seu povo. Ela jamais foi eleita para alguma função administrativa na igreja, mas seus conselhos eram sempre ouvidos pelos líderes denominacionais. Suas mensagens colocaram em ação as forças que resultaram no amplo sistema educacional adventista, presente em todo o mundo, desde as creches até as universidades. Embora ela nunca tenha feito cursos na área de saúde, os resultados de seu ministério são notáveis na rede de hospitais adventistas, clínicas e outras instituições médicas, presentes em todo o mundo. Ela não foi formalmente ordenada para a atividade pastoral, mas sua obra causou um impacto espiritual quase sem paralelo na vida de milhões de pessoas, de uma a outra extremidade da Terra.



INFLUÊNCIA PERMANENTE



Ainda hoje, os livros de Ellen White continuam a ajudar as pessoas a encontrar o Salvador, a aceitar Seu perdão, a partilhar essas bênçãos com os outros e a viver na expectativa do cumprimento da promessa do breve retorno de Cristo.

ARTIGOS



AS 3 BASES DO MINISTÉRIO JOVEM NA

AMÉRICA DO SUL





“É a Bíblia na mão e Jesus no coração.”

Nada nessa vida cresce e permanece sem ter uma base sólida. Os jovens adventistas têm 3 bases de sustentação espiritual e de ação missionária para o Ministério Jovem no continente:

1ª – Bíblia...



O jovem que faz da Bíblia o seu mapa diário terá o céu como destino.

A Bíblia tem todas as respostas para a vida agitada do jovem pós-moderno.

A Bíblia é a bússola da salvação do jovem em meios aos ‘vendavais’ da vida moderna.

2ª – Oração...



A oração é a forma mais simples e mais eficiente de um jovem falar com Deus em qualquer lugar e a qualquer hora.

A oração é a melhor e mais poderosa ‘arma’ do jovem para vencer Satanás nesses últimos dias.

Que cada jovem tenha o seu Ministério de Oração Intercessória... Oração é ação para a salvação!

3ª – Testemunho...



Testemunhar de Jesus para os outros jovens é uma questão de sobrevivência espiritual.

Falar do amor de Jesus é o maior privilégio já concedido a um jovem cristão.

Diga para outros jovens de que lado você está nessa grande batalha espiritual.

Construa a sua vida, sobre estas 3 bases: Bíblia, Oração e Testemunho.

Um abraço brilhante,

Otimar Gonçalves

Ministério Jovem da Divisão Sul-Americana

www.esperanca.com.br


FILOSOFIA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA COM RELAÇÃO À MÚSICA



Deus compôs a música exatamente na estrutura de Sua criação. Lemos que, quando Ele criou todas as coisas, "as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus" (Jó 38:7). O Livro do Apocalipse retrata o Céu como um lugar de louvor incessante, com hinos de adoração a Deus e ao Cordeiro ressoando de todas as partes (Apoc. 4:9-11; 5:9-13; 7:10-12; 12:10-12; 14:1-3; 15:2-4; 19:1-8).

Visto que Deus criou os seres humanos à Sua imagem, partilhamos do amor e apreciação pela música com todos os Seus seres criados. Na verdade, a música pode nos atingir e tocar com um poder que vai além das palavras ou qualquer outro tipo de comunicação. Na sua forma mais pura e refinada, a música eleva nosso ser à presença de Deus, onde anjos e seres não caídos O adoram com cânticos.

O pecado, porém, lançou sua praga sobre a Criação. A imagem divina foi desfigurada e quase apagada. Em todos os aspectos, este mundo e as dádivas de Deus vêm a nós com uma mistura de bem e mal. A música não é moral nem espiritualmente neutra. Pode nos levar a alcançar a mais exaltada experiência humana, pode ser usada pelo príncipe do mal para degenerar e degradar, para suscitar a luxúria, paixão, desesperança, ira e ódio.

A mensageira do Senhor, Ellen G. White, nos aconselha continuamente a elevar nosso conceito a respeito da música. Ela nos diz: "A música, quando não abusiva, é uma grande bênção; mas quando usada erroneamente, é uma terrível maldição." – O Lar Adventista, pág. 408. "Corretamente empregada, porém, é um dom precioso de Deus, destinado a erguer os pensamentos a coisas altas e nobres, a inspirar e elevar a alma." – Educação, pág. 167.

Quanto ao poder da música, ela escreve: "É um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais. Quantas vezes, ao coração oprimido duramente e pronto a desesperar, vêm à memória algumas das palavras de Deus – as de um estribilho, há muito esquecido, de um hino da infância – e as tentações perdem o seu poder, a vida assume nova significação e novo propósito, e o ânimo e a alegria se comunicam a outras pessoas! ... Como parte do culto, o canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações. ... Ao guiar-nos nosso Redentor ao limiar do Infinito, resplandecente com a glória de Deus, podemos aprender o assunto dos louvores e ações de graças do coro celestial em redor do trono; e despertando-se o eco do cântico dos anjos em nossos lares terrestres, os corações serão levados para mais perto dos cantores celestiais. A comunhão do Céu começa na Terra. Aqui aprendemos a nota tônica de seu louvor." – Educação, pág. 168.

Como adventistas do sétimo dia, cremos e pregamos que Jesus virá novamente, em breve. Em nossa proclamação mundial da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14:6-12, conclamamos a todas as pessoas a aceitarem o evangelho eterno para louvar a Deus o Criador, e a se prepararem para encontrar o Senhor. Desafiamos a todos que escolhem o bem e não o mal a renunciar "à impiedade e às paixões mundanas, [vivermos] no presente mundo sóbria, e justa, e piamente, aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus". (Tito 2:12, 13.)

Cremos que o evangelho exerce impacto em todas as áreas da vida. Por conseguinte, sustentamos que, por causa do vasto potencial da música para o bem ou para o mal, não podemos ser indiferentes a ela. Embora reconhecendo que o gosto, na questão da música, varia grandemente de indivíduo para indivíduo, cremos que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White sugerem princípios que podem formar nossas escolhas.

A expressão "música sacra" é usada neste documento para se referir, normalmente, à música religiosa. Designa a música que se centraliza em Deus, em temas bíblicos e cristãos.

Na maioria dos casos, é música composta para ser utilizada nos cultos, nas reuniões de evangelismo ou na devoção pessoal, e pode ser música vocal e instrumental. No entanto, nem toda música considerada sacra ou religiosa, pode ser aceitável para um adventista do sétimo dia. A música sacra não deve evocar associações seculares ou sugerir a conformação com normas de pensamento ou comportamento da sociedade em geral.

"Música secular" é uma música composta para ambientes alheios ao serviço de culto ou de devoção pessoal e apela aos assuntos comuns da vida e das emoções básicas do ser humano. Tem sua origem no homem e é uma reação do espírito humano para a vida, para o amor e para o mundo em que Deus nos colocou. Pode elevar ou degradar moralmente o ser humano. Embora não esteja destinada a louvar a Deus, pode ter um lugar autêntico na vida do cristão. Em sua escolha devem ser seguidos os princípios apresentados neste documento.



144-03G FILOSOFIA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA COM RELAÇÃO À MÚSICA

PRINCÍPIOS QUE ORIENTAM O CRISTÃO



A música com a qual o cristão se deleita deve ser regida pelos seguintes princípios:

1. Toda música que se ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular,

deve glorificar a Deus. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus." (I Cor. 10:31.) Este é o princípio bíblico fundamental. Tudo o que não atende a esse elevado padrão, enfraquecerá nossa experiência com Ele.

2. Toda música que o cristão ouve, toca ou compõe, quer seja sacra ou secular, deve ser a mais nobre e melhor. "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai." (Filip. 4:8.) Como seguidores de Jesus Cristo, que aguardam e esperam unir-se ao coro celestial, vemos a vida na Terra como um preparo para a vida no Céu e uma antecipação dela.

Desses dois fundamentos – glorificar a Deus em todas as coisas e escolher o mais nobre e o melhor – dependem os demais princípios relacionados abaixo, para a escolha musical.

3. A música se caracteriza pela qualidade, equilíbrio, adequação e autenticidade. A música favorece nossa sensibilidade espiritual, psicológica e social, como também nosso crescimento intelectual.

4. A música apela tanto ao intelecto como às emoções, afetando o corpo de forma positiva.

5. A música revela criatividade e obtém melodia de qualidade. Se harmonizada, deve ser usada de uma forma interessante e artística, com um ritmo que a complemente.

6. A música vocal emprega versos que estimulam positivamente a capacidade intelectual como também nossas emoções e nosso poder da vontade. Os bons versos são criativos, ricos no conteúdo e bem compostos. Focalizam no positivo e refletem os valores morais; instruem e enaltecem; e estão em harmonia com a sólida teologia bíblica.

7. Os elementos musicais e literários operam juntos e em harmonia para influenciar o pensamento e o comportamento em concordância com os valores bíblicos.

8. A música mantém judicioso equilíbrio dos elementos espiritual, intelectual e emocional.

9. Devemos reconhecer e aceitar a contribuição de culturas diferentes na adoração a Deus. As formas e instrumentos musicais variam grandemente na família mundial adventista do sétimo dia, e a música proveniente de uma cultura pode soar e parecer estranha a outra cultura.

Fazer música adventista do sétimo dia requer a escolha do melhor. Nessa tarefa, acima de tudo, nos aproximamos de nosso Criador e Senhor e O glorificamos. Cumpre-nos aceitar o desafio de ter uma visão musical diferenciada e viável, como parte de nossa mensagem profética, dando assim uma contribuição musical adventista importante e mostrando ao mundo um povo que aguarda a breve volta de Cristo.



144-03G FILOSOFIA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA COM RELAÇÃO À MÚSICA

ORIENTAÇÕES COM RELAÇÃO À MÚSICA PARA A IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA NA AMERICA DO SUL



A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu em cumprimento à profecia. Foi escolhida como um instrumento divino para proclamar, a todo o mundo, as boas novas de salvação, pela fé no sacrifício de Cristo, e em obediência aos Seus mandamentos, com o objetivo de preparar um povo para o retorno de Jesus.

A vida daqueles que aceitam essa responsabilidade deve ser tão consagrada como sua própria mensagem. Esse princípio se aplica, de maneira especial, àqueles que, através da música, têm a missão de conduzir a igreja de Deus na adoração, no louvor e na evangelização, uma vez que “a música só é aceitável a Deus quando o coração é consagrado e enternecido e santificado”. – Ellen White, Carta 198 – 1895. É preciso primeiro receber para depois oferecer. É preciso ter um compromisso pessoal com a mensagem, para depois poder transmiti-la. É preciso ter um encontro pessoal com Deus, para então, reconhecer Sua santidade, desenvolvendo assim uma adequada sensibilidade musical.

Diante dessa realidade, aqueles que produzem, selecionam ou executam a música usada na igreja, necessitam de muita comunhão, sabedoria, orientação e apoio. Precisam ter a visão da grandeza do ministério que tem em suas mãos, bem como o máximo cuidado ao fazerem suas escolhas. “Não é suficiente conhecer os rudimentos do canto; porém, aliado ao conhecimento, deve haver tal ligação com o Céu que os anjos possam cantar através de nós.” – Ellen White, Manuscrito de maio de 1874.

A música é um dos maiores dons dados por Deus e, por isso mesmo, ela se constitui em um elemento indispensável no processo de crescimento cristão. “A música é um dos grandes dons que Deus concedeu ao homem, e um dos elementos mais importantes num programa espiritual. É uma avenida de comunicação com Deus, e é um dos meios mais eficazes para impressionar o coração com as verdades espirituais.” – Educação, pág. 167.

Ela exerce influência sobre assuntos de conseqüências eternas. Pode elevar ou degradar, e ser empregada tanto para o bem como para o mal. "Tem poder para subjugar naturezas rudes e incultas, poder para suscitar pensamentos e despertar simpatia; para promover a harmonia de ação e banir a tristeza e os maus pressentimentos, os quais destroem o ânimo e debilitam o esforço". Ibidem.

A música é um dos elementos mais importantes em cada atividade da igreja, e por isso deve ser utilizada sempre de maneira edificante. "O canto é um dos meios mais eficazes para gravar a verdade espiritual no coração. Muitas vezes se têm descerrado pelas palavras do canto sagrado, as fontes do arrependimento e da fé." – Evangelismo, pág. 500.

Buscando o crescimento da área de música, de cada músico envolvido e da igreja como um todo, é que são apresentadas as orientações a seguir. Desta maneira, tem-se um complemento aos princípios apresentados pela Associação Geral, e devem direcionar a música dentro da Igreja Adventista na América do Sul. Sua aceitação vai proporcionar sábias escolhas, o cumprimento da missão e a conquista de melhores resultados.

Tendo em vista identificar corretamente o papel da música e dos músicos adventistas, toda a atividade musical da igreja deverá ser chamada de Ministério da Música. Assim, os músicos adventistas passarão a ter uma visão clara de seu papel como ministros, e a igreja, uma visão distinta da música, seu objetivo e sua mensagem, como um ministério.

I. O MÚSICO





1. Deve cultivar uma vida devocional à altura de um cristão autêntico, baseada na prática regular da oração e da leitura da Bíblia.



2. Precisa, por meio de sua música, expressar seu encontro pessoal com Cristo.



3. Trata a música, em conseqüência, como uma oração ou um sermão, preparando-se espiritualmente para cada apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 508.)



4. Deve representar corretamente, em sua vida, os princípios da igreja e refletir a mensagem das músicas que apresenta, edita ou compõe.



5. Deve estar em harmonia com as normas da igreja, vivendo os princípios de mordomia cristã e sendo membro ativo de uma igreja local.



6. Precisa aplicar a arte, em todas as suas atividades, como um ministério. Não destaca sua imagem pessoal, mas sim a mensagem a ser transmitida.



7. Cuida de sua aparência pessoal, para que reflita o padrão de modéstia e decência apresentado pela Bíblia.



8. Canta com entoação clara, pronúncia correta e perfeita enunciação. (Ver Obreiros Evangélicos, pág. 357.)



9. Evita tudo o que possa tirar a atenção da mensagem da música, como gesticulação excessiva e extravagante e orgulho na apresentação. (Ver Evangelismo, pág. 501.)



10. Evita, em suas apresentações, a amplificação exagerada, tanto vocal como instrumental.



11. Evita o uso de tonalidades estridentes, distorções vocais ou instrumentais, bem como o estilo dos cantores populares.



12. Respeita o ambiente da igreja e as horas do sábado ao vender seus materiais.



13. Deve receber orientação e apoio espiritual da liderança do Ministério da Música, líderes da igreja e do pastor local.

II. A MÚSICA





1. Glorifica a Deus e ajuda os ouvintes a adorá-Lo de maneira aceitável.



2. Deve ser compatível com a mensagem, mantendo o equilíbrio entre ritmo, melodia e harmonia (I Crô. 25:1, 6 e 7).



3. Deve harmonizar letra e melodia, sem combinar o sagrado com o profano.



4. Não segue tendências que abram a mente para pensamentos impuros, que levem a comportamentos pecaminosos ou que destruam a apreciação pelo que é santo e puro. "A música profana ou a que seja de natureza duvidosa ou questionável, nunca dever ser introduzida em nossos cultos". – Manual da Igreja, pág. 72.



5. Não se deixa guiar apenas pelo gosto e experiência pessoal. Os hábitos e a cultura não são guias suficientes na escolha da música. "Tenho ouvido em algumas de nossas igrejas solos que eram de todo inadequados ao culto da casa do Senhor. As notas longamente puxadas e os sons peculiares, comuns no canto de óperas, não agradam aos anjos. Eles se deleitam em ouvir os simples cantos de louvor entoados em tom natural". – Ellen White, Manuscrito 91.



6. Não deve ser rebaixada a fim de obter conversões, mas deve elevar o pecador a Deus. (Ver Evangelismo, pág. 137.) Ellen White diz que "haveriam de ter lugar imediatamente antes da terminação da graça ... gritos com tambores, música e dança. Os sentidos dos seres racionais ficarão tão confundidos que não se pode confiar neles quanto a decisões retas. E isto será chamado operação do Espírito Santo. O Espírito Santo nunca Se revela por tais métodos, em tal balbúrdia de ruído. Isto é uma invenção de Satanás para encobrir seus engenhosos métodos para anular o efeito da pura, sincera, elevadora, enobrecedora e santificante verdade para este tempo". – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 36.



7. Provoca uma reação positiva e saudável naqueles que a ouvem.

III. A LETRA





1. Deve ser de fácil compreensão e estar em harmonia com os ensinamentos da Bíblia.



2. Deve ter valor literário e teológico consistente. Não usa letras levianas, vagas e sentimentais, que apelem somente às emoções.



3. Não é superada pelos arranjos ou instrumentos de acompanhamento.



4. Mantém o equilíbrio entre hinos dirigidos a Deus e cânticos que contêm petições, apelos, ensinos, testemunhos, admoestações e encorajamento (Col. 3:16; Efés. 5:19).



5. Deve evitar ser apresentada em outra língua, que não a nativa, para que possa ser compreendida e os ouvintes, edificados.

IV. O LOUVOR CONGREGACIONAL





1. Deve ser mais valorizado, pois através dele toda a igreja é envolvida. “Nem sempre o canto deve ser feito por apenas alguns. Tanto quanto possível, permita-se que toda a congregação participe.” – Testimonies, vol. 9, pág. 144. Os momentos de louvor congregacional:

a. Envolvem a participação de todos no culto.

b. Harmonizam o coração do homem com Deus.

c. Exercem uma influência unificadora do povo de Deus em um só

pensamento.

d. Dão oportunidade para expressar as emoções e sentimentos pessoais.

e. Fortalecem o caráter.

f. Tem grande valor educacional.

g. Destacam um bom princípio de mordomia, desenvolvendo um talento dado

por Deus.

h. Dirigem o ouvinte a Cristo.

2. Não deve ser utilizado para preencher espaços vagos, ou imprevistos. Deve estar inserido dentro de qualquer culto ou programa, em momento nobre, valorizando sua importância.



3. Não deve ser realizado de maneira fria, automática ou despreparada. Os hinos a serem cantados e a mensagem a ser exposta devem ter ligação entre si, fruto do planejamento e da cuidadosa organização entre os líderes e o Ministério da Música. (Ver Testemunhos Seletos, vol.1, pág. 457.



4. Sempre que possível, o ministro do louvor deve ocupar um lugar à plataforma, como um dos participantes no culto de adoração.



5. Devem ser estimulados grupos musicais que envolvam uma boa quantidade de pessoas. “Raras vezes deve o cântico ser entoado por uns poucos.” – Conselhos Sobre Saúde, pág. 481.



6. Deve haver um cuidado especial para não utilizar músicas que apenas agradem os sentidos, tenham ligação com o carismatismo, ou tenham predominância de ritmo.

V. OS INSTRUMENTOS





1. Os instrumentistas da igreja devem sempre ser estimulados a participar dos cultos de adoração, com instrumental ao vivo. Ellen White recomenda que o canto "seja acompanhado por instrumentos de música habilmente tocados. Não nos devemos opor ao uso de instrumentos musicais em nossa obra”. – Testimonies, vol. 9, pág. 143.



2. Deve haver muito cuidado ao serem usados instrumentos associados com a música popular e folclórica ou que necessitem de exagerada amplificação. Quando mal utilizados, concorrem para o enfraquecimento da mensagem da música.



3. O uso de play-backs deve ser uma alternativa para momentos especiais. Devem ser utilizados de modo equilibrado, sempre em apoio ao canto congregacional.



4. O instrumental deve ocupar seu papel de acompanhamento, dando prioridade à mensagem. “A voz humana que entoa a música de Deus vinda de um coração cheio de reconhecimento e ações de graças, é incomparavelmente mais aprazível a Ele do que a melodia de todos os instrumentos de música já inventados pelas mãos humanas.” – Evangelismo, pág. 506.



5. Deve ser priorizada por orquestras, bandas e outros grupos instrumentais a apresentação de músicas que estejam dentro das recomendações da igreja e que edifiquem seus ouvintes.

VI. AS PRODUÇÕES MUSICAIS





1. As produções musicais adventistas devem se caracterizar pelo destaque dado à nossa mensagem distintiva.



2. Compositores, arranjadores, produtores e arregimentadores devem priorizar, valorizar e trabalhar com músicos que estejam comprometidos com os princípios musicais da igreja.



3. As produções musicais das instituições adventistas devem ser paradigmas dos valores musicais da igreja.



4. Atenção e cuidado especial devem ser dados às produções vendidas nas lojas de propriedade da igreja, para que reflitam nossos valores musicais.



5. As músicas apresentadas nas rádios e TVs de propriedade da igreja devem refletir, também, nossos valores musicais. Elas possuem influência destacada, formam a cultura musical da igreja e se tornam uma referência musical da igreja para os ouvintes e telespectadores.

VII. A EDUCAÇÃO MUSICAL





1. Deve ser considerada a possibilidade de apoiar as crianças em seu treinamento musical a fim de preparar futuros músicos que possam servir à igreja. Este apoio poderá ser dado através de professores de música da própria igreja ou patrocinar aulas de música para algum interessado.



2. A música deve ser valorizada e bem trabalhada nos lares cristãos. A instrução e a formação de um saudável gosto musical devem começar cedo na vida das crianças. Os pais precisam conversar com os filhos, orientá-los e ser um modelo positivo para eles, escolhendo com sabedoria a música que será utilizada em casa.



3. A Educação Adventista deve estimular os alunos no aprendizado de instrumentos musicais, leitura de partituras e cântico vocal em corais ou grupos.



4. As apresentações musicais em todas as instituições educacionais adventistas do sétimo dia devem estar em harmonia com as diretrizes da igreja. Isso se aplica aos talentos locais como também a artistas e grupos visitantes. O mesmo se aplica para o uso da mídia de entretenimento (filmes e outros) patrocinada oficialmente pela instituição.

VIII. A ADMINISTRAÇÃO DA MÚSICA NA IGREJA





1. Cada igreja deve ter sua comissão de música devidamente organizada e mantendo reuniões regulares. A administração do Ministério da Música não deve estar nas mãos de apenas uma pessoa.



2. Devem ser realizadas palestras, sermões, seminários ou festivais de louvor envolvendo cantores ou grupos e fortalecendo o envolvimento com a igreja e seus princípios musicais.



3. A liderança da igreja deve encorajar os membros a desenvolverem seus talentos musicais, estabelecendo um coral, quarteto, grupo musical, orquestra ou fortalecendo um talento individual.



4. A igreja deve, dentro do possível, procurar adquirir algum instrumento musical próprio para fortalecer o louvor e a formação musical.



5. A direção do Ministério da Música deve organizar e providenciar música especial e um responsável pelo louvor congregacional para todos os cultos da igreja.



6. A saída ou recebimento de grupos musicais ou cantores deve ser acompanhada de uma recomendação oficial da igreja da qual são membros. Essa atitude valoriza os bons músicos e traz segurança à igreja.



7. A música não deve ser motivo de discussões ou atitudes radicais. A busca pelo padrão divino deve ser guiada pelo amor e oração e não pela imposição.

IX. A MÚSICA NO EVANGELISMO





1. Sempre que possível, uma apresentação musical deve conter uma mensagem bíblica, um apelo ou o oferecimento de um curso bíblico àqueles que ainda não sejam batizados, buscando levá-los a Jesus.



2. Grupos musicais e cantores devem buscar maneiras de atuar diretamente, e de forma sistemática, nas campanhas missionárias e evangelísticas da igreja, ou desenvolver seus próprios projetos para cumprir a missão.

X. A MÚSICA NO CULTO





1. A música deve ocupar um lugar tão especial quanto a oração e a mensagem da Bíblia, dentro do culto e da adoração a Deus. Ela é um sacrifício de louvor, um meio de promover o crescimento espiritual, de glorificar a Deus e dirigir o ouvinte a Ele.



2. A música especial ou o louvor congregacional deve estar em harmonia com a mensagem bíblica que será apresentada. Isso fortalece o seu impacto.



3. A música para o culto deve ter beleza, emoção e poder. (Ver Testemunhos Seletos, vol. 1, pág. 457.)



4. A música deve ser escolhida de maneira específica para cada ambiente, programa ou culto da igreja. "Os que fazem do cântico uma parte do culto divino, devem escolher hinos com música apropriada para a ocasião, não notas de funeral, porém melodias alegres e, todavia, solenes." – Evangelismo, pág. 508.

XI. A EQUIPE DE ÁUDIO E VÍDEO





1. Deve trabalhar em parceria com o Ministério de Música no planejamento e organização do programa musical da igreja.



2. Mantém os princípios apresentados neste documento, especialmente no que diz respeito ao uso de materiais sonoros e visuais na adoração, louvor e liturgia.



3. Oferece apoio técnico aos cantores, músicos, grupos vocais e instrumentais, antes e durante as apresentações, visando à boa qualidade na adoração e louvor.

XII. MÚSICAS SECULARES





1. Os princípios de escolha musical devem servir tanto para a música “sacra” quanto para a “secular”. Em momento algum deixamos de ser filhos e filhas de Deus que buscam glorificá-Lo em todas as coisas. Escolhemos sempre e apenas o melhor.



2. A escolha da música “secular” deve ser caracterizada por um equilíbrio saudável nos elementos do ritmo, melodia e harmonia com uma letra que expresse ideais de alto valor.



3. Em programas especiais, dentro da igreja, tais como: cerimônias de casamento, cultos de ação de graças, seminários e outros, deve haver cuidado especial na escolha das músicas.

CONCLUSÕES





Vivemos um momento difícil em que cada vez mais as pessoas e as sociedades expressam sentimentos religiosos sem uma clara orientação cristã e bíblica. A música tornou-se uma questão fundamental que requer discernimento e decisão espirituais. Conseqüentemente, devemos fazer estas importantes perguntas enquanto buscamos fazer boas escolhas musicais:



1. A música que estamos ouvindo ou apresentando tem consistência moral e teológica tanto na letra como na melodia?



2. Qual a intenção que está por trás da música? Ela transmite uma mensagem positiva ou negativa? Glorifica a Deus (I Cor.10:31) e oferece o que é mais nobre e melhor (Filip. 4:8)?



3. O propósito da música está sendo transmitido com eficácia? O músico está promovendo uma atmosfera de reverência? A letra e a música dizem a mesma coisa?



4. Estamos buscando a orientação do Espírito Santo na escolha da música religiosa e secular?



O conselho de Paulo é claro: “Cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento.” (I Cor.14:15). Não há dúvida de que a música é uma expressão artística, que toca os sentimentos. Isto nos leva a avaliar, escolher e produzir a música de maneira racional, tendo em vista o seu poder, e buscando cumprir o propósito de Deus para a edificação da igreja e a salvação do mundo.



Não podemos esquecer que “A música é de origem celestial. Há grande poder na música. Foi a música dos anjos que fez vibrar o coração dos pastores nas planícies de Belém e envolveu o mundo todo. É através da música que os nossos louvores se erguem Àquele que é a personificação da pureza e harmonia. É com música e cânticos de vitória que os redimidos finalmente tomarão posse da recompensa imortal.” – Mensagens Escolhidas, vol. 3, pág. 335.

O Louvor Congregacional

“Os que tiverem que unir‐se com o coro angélico, lá no Céu, em suas antífonas de louvor, têm

que aprender aqui na Terra o cântico celestial, cuja nota tônica é a ação de graças.” Ellen

White.

Perceba que à luz dessa citação acima, é preciso primeiro aprender aqui na terra a louvar o

Criador dos céus e da terra para depois louvá‐Lo lá céu. Quando o tema é o ministério da

música, há sempre muitas idéias e sugestões humanas de acordo com a cultura e a preferência

de cada cantor ou músico, cultura musical essa que cada um de nós trás do seu ‘habitat’ onde

nasceu, cresceu e talvez até viva nele até hoje.

Porém, nós queremos algo mais, nós almejamos o conceito bíblico, ou melhor, um ‘Assim diz o

Senhor’, seja da Bíblia ou do Espírito de Profecia. Assim sendo, quais os componentes ou

princípios que não podem faltar no louvor congregacional?

1º ‐ Ore antes de começar o louvor.

É imprescindível sempre começar o louvor congregacional com uma prece, buscado a presença

de Deus e dos Seus magníficos anjos. Devemos almejar não somente a companhia de Deus,

mais também a Sua aprovação para todo o ‘sacrifício vivo’ que será ofertado ao Seu poderoso

e excelso nome. Se for o caso, essa oração até pode ser feita coletivamente, assim como uma

leitura responsiva. Todos devem participar dos cânticos, crianças, juvenis, jovens e adultos;

inclusive as nossas queridas visitas. Seria ótimo se em cada igreja nossa tivéssemos hinários de

reservas para os nossos amigos visitantes cantarem conosco.

O primeiro ato do rei Salomão antes da consagração do templo foi orar, (II Cron. 7:1). Depois

todas as outras partes tomam o seu devido lugar na liturgia do templo. Essa oração deve

incluir tanto os músicos, como os cantores, bem como toda a congregação e inclusive as

visitas. Deus precisa reinar soberano em cada coração. Todos devem participar daquilo que

normalmente nós chamamos de serviço de cânticos na igreja. Quais as razões para isso?

“Mas raramente deve o canto ser feito por uns poucos. A aptidão de cantar é um talento que

exerce influência, a qual Deus deseja que todos cultivem e empreguem para glória de Seu

nome.” Evangelismo. Pag. 504.

2º Prepare os músicos e as músicas antes de iniciar o louvor.

Temos visto em algumas ocasiões alguns líderes da música pedirem para os nossos irmãos

escolherem os hinos na hora do louvor, certamente essa não é a melhor idéia, porque as vezes

acontece de alguém pedir um hino pouco conhecido pelo regente ou pela própria congregação

e isso pode trazer algum desconforto na hora do louvor congregacional. O melhor é

prepararmos todas as músicas bem antes e se possível cada hino sendo introduzido por um

texto da Bíblia. Qual é o conselho da inspiração?

“Organizai um grupo dos melhores cantores, cuja voz possa guiar a congregação, e depois

todos quantos queiram se unam com eles.” Evangelismo. Pag.506.

Ensaiar e se preparar é ter o temor do Senhor de forma prática. Deus só aceitar o nosso

melhor em matéria de adoração. Temos nós oferecido o nosso melhor? Do ministério da

música na época de Salomão composto por cento e vinte sacerdotes que tocavam trombetas,

lemos o seguinte: “... E quando em uníssono, a um tempo tocaram as trombetas e cantaram

para se fazer ouvir, para louvarem e render‐lhe graças;...” (II Cron. 5:13 p.p).

Na ocasião havia famílias inteiras devidamente separadas para o ministério da música, tais

como: Hemã e seus filhos, Asafe e seus filhos e Jedutum e seus filhos, todos estes músicos

estavam comprometidos com o serviço do ‘ministério da casa de Deus’. (II Cron. 25:1,2,6,7) O

número total de músicos mestres era de ‘duzentos e oitenta e oito’.

O que vemos nesses versos acima? Podemos ver um ministério organizado, ordeiro,

respeitoso, espiritual e uma escala de responsáveis pelo ministério da música na casa de Deus.

“Os que cantam devem esforçar‐se para cantar em harmonia; devem dedicar algum tempo a

ensaiar, de modo a empregarem esse talento para glória de Deus.” Evangelismo. Pág.506.

3º Os hinos devem confirmar a mensagem pregada.

Quantas vezes nós pregamos um tema e em seguida vem uma pessoa cantar, e às vezes até

bem intencionada, e ‘atira’ com sua mensagem cantada noutra direção completamente

oposta. Pregadores e cantores precisam se entender nesse particular. Nada que um bom papo

antes da pregação não possa resolver. Entre uma música solo mal preparada e que não

complementa o sermão é preferível cantar um simples hino do hinário adventista. A

mensagem musical deve confirmar aquilo que o pregador acaba de proclamar.

Todos nós pregadores devemos usar a boa música sacra para ajudar a fixar as verdades divinas

na mente e no coração dos nossos ouvintes, ‘o canto é um dos meios mais eficazes para gravar

a verdade espiritual no coração. ’ Evangelismo. Pág. 500.

4º ‐ Fuja das exibições teatrais na hora do louvor musical.

Infelizmente o novo modismo musical agora entre alguns de nossos cantores é um “recurso”

chamado melismas, essa palavra vem do grego e significa: ‘Canção’ é um fragmento melódico

ou um grupo de notas baseadas numa silaba’; trocando em miúdos: Nada mais é do que

chamar a atenção pra si mesmo, fazendo um tipo de exibição dos seus recursos vocais, dotes e

extensão musical ou coisas do gênero; para outros especialistas do meio musical, apenas

firulas musicais, “recurso” este advindo do mundo rapp, black, soul e blues americano em

especial.

Para a nossa séria reflexão espiritual, veja o que disse a serva do Deus vivo no tocante a

adoração especificamente no momento do cântico sacro: “Qualquer coisa estranha e

excêntrica no canto diminui a seriedade e o caráter sagrado do culto.” Mensagens Escolhidas.

Vol. III, Pág.333.

Os melismas em solo musical nos levam para uma adoração antropocêntrica, onde o ser

humano e os seus “dons” vocálicos são o centro quase sempre. “Coisa alguma há, mais

ofensiva aos olhos de Deus, do que uma exibição de música instrumental...” Evangelismo.

Pág.510.

Sabes por que é algo tão ofensivo aos olhos de um Deus santo a exibição instrumental? Porque

o centro da adoração ou do louvor se torna ou o instrumento musical ou o músico que o toca,

ou os dois e não Deus! Cuidemos com o excêntrico na hora da adoração; tenho visto alguns

cantores se apresentarem cantando quase sempre com os olhos fechados e gemendo quase o

tempo todo; eu pergunto: Em que ações e atitudes como essas nos ajudam a crescer

espiritualmente?

Cremos que o mesmo princípio bíblico do Cristocentrismo é aplicável tanto para cantores

como para pregadores, nós somos apenas a flauta nas prodigiosas mãos de Deus. O foco deve

ser Jesus, o resto é periférico ou secundário. Simão Pedro definiu muito bem o rumo da nossa

vida e da nossa adoração, quando disse: ‘... Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da

vida eterna.” (João 6:68).

Todos nós nos perguntamos repetidas vezes, então qual é a boa música? Qual é a música que

agrada a Deus? Ou que música eu devo cantar e também ouvir? A boa música é aquela que é

executada no céu pelos santos anjos de Deus, música essa que nós teremos que aprendê‐la a

cantar aqui na terra: “O cântico deles [anjos] não irrita os ouvidos. É macio e melodioso, e

ocorre sem esse grande esforço que tenho testemunhado. Não é algo forçado que requer

muito esforço físico.” Mensagens Escolhidas. Vol. III, Pág.333.

Então inevitavelmente surge outra pergunta: Então qual é o bom canto? ”O bom canto é como

a música dos pássaros ‐ dominado e melodioso.” Evangelismo. Pág. 510. Percebo que alguns

cantores, músicos e até pregadores preferem mais o louvor e os aplausos dos homens do que

de Deus; é como diz João 12:43: “Porque amaram mais a glória dos homens do que a glória de

Deus.” Cuidemos com a nossa performance musical, pois, os aplausos humanos nem sempre

vêem acompanhados da aprovação de Deus.

O uso do microfone na adoração a Deus

Sejamos discretos quanto ao uso do microfone, alguns cantores o colocam nas seguintes

posições: Perto, longe, perto, longe, pra cima, pra baixo, pra cima... E Assim vai, agente não

sabe se olha para o microfone, ou para o cantor, ou ainda se medita na letra da música que ele

está cantando. Isso acaba sendo um ‘ruído’ na hora da adoração, termina chamando mais a

atenção para o gestual do que para a letra ou a melodia da mensagem musical, isso é uma

adoração centrada no ser humano.

Os nossos gestos aos nos apresentarmos pregando ou cantando para Deus precisam ser

simples, naturais e espontâneos. ‘Nas palavras, no tom da voz, nos gestos, na expressão do

rosto podeis representar o Espírito de Jesus. Quem negligencia essas coisinhas e ainda

alimenta a ilusão de estar preparado para realizar coisas maravilhosas para o Mestre, estará

em perigo de fracassar redondamente. ’ Este Dia Com Deus – MM – de 1980, de 15 de maio,

pág. 142.

5º ‐ Cante com a roupa também.

A cantora ou os cantores podem estar se apresentando na melhor performance musical

possível; porém, se a indumentária está chamando demasiadamente a atenção para si mesma;

por varias razões : Ou porque está muito colada no corpo, ou porque está muito curta, ou a

roupa é muito transparente; tudo isso é um ruído na adoração, é uma interferência terrena no

louvor, tudo isso ofusca ou tira o brilho do louvor congregacional. Na adoração teocêntrica;

Deus é o ponto de referência e não os adoradores. Atitudes comportamentais como essas não

podem ter lugar no arraial da família de Deus. Quais serão os resultados desse louvor? O nosso

louvor será como uma oferta manca para Deus, ou seja, será um sacrifício rejeitado, e a

membresia volta vazia para casa.

O louvor perfeito apresentará uma mensagem integrada com todo o nosso ser: O espírito, a

mente, e o corpo (I Tes 5:23). Como deve ser a roupa de todos os filhos de Deus e em especial

daqueles que se apresentam nas atividades litúrgicas e serviços da igreja lá na frente? “O

nosso exterior deve caracterizar‐se em todos os aspectos pelo asseio, modéstia e pureza.”

Testemunhos Seletos. Vol.II, Págs. 393, 394. Ou seja, devemos nos apresentar diante de Deus

com roupas limpas, asseadas, simples e sem extravagâncias ou luxuosas; e que vistam ou

cubram muito bem as chamadas partes erógenas do nosso corpo, agindo assim, creio que o

nosso Deus será louvado e exaltado – Isso será um louvor integral.

6º ‐ Trabalhe em fina sintonia com a equipe de sonoplastia e multimídia.

Acho que você já viu em alguma igreja por aí, se iniciarem o louvor congregacional sem os

equipamentos estarem devidamente preparados. De vez em quando eu vejo a seguinte cena

por aí: O grupo encarregado de ministrar o louvor já começou os trabalhos espirituais, e passa

alguém com cabos, fios, e microfones na mão; ou o vídeo projetor não funciona, ou ainda o

retorno não está ligado. Reafirmo mais uma vez, para Deus tem que ser o nosso melhor.

Para que esses improvisos e desencontros não aconteçam na hora do louvor congregacional é

preciso que as equipes de louvor, da sonoplastia e da multimídia cheguem bem antes que toda

a congregação. Quem chega cedo à igreja contribui para criar um ambiente positivo de

adoração; o contrário também é verdade. Eu tenho muita reverência e temor pelo texto de

Jeremias 48:10 na primeira parte que afirma: “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor

relaxadamente!...” Que Deus tenha misericórdia de nós.

‘Quem é suficiente para essas coisas?’ Faço minhas as palavra de Paulo quando disse: “... A

nossa suficiência vem de Deus.” (II Cor. 3:5). Suficiência aqui quer dizer competência espiritual.

Façamos sempre o nosso melhor pela ótica bíblica e que você procure sempre agradar a Deus;

e não se esqueça que os “nossos” dons são temporariamente emprestados. Que Deus nos faça

competentes no louvor congregacional.

Pr.Otimar Gonçalves

Min. Jovem ‐ DSA

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