“Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos,” (Ezequiel 37:1 )
Já alguns há anos ministrei na igreja uma palavra sobre este texto dando um enfoque pessoal muito simples. Só há tres personagens nesse vale: o Senhor, o profeta e os ossos (considerando-os todos um personagem só). Nenhum de nós é Deus, portanto o que somos?
Ou somos profeta num mar de ossos ou seremos osso. Você pode encarar isso como quiser, mas eu resumo tudo a dois pontos claros e diretos: profeta semeia vida e serve a Deus; osso não faz nada. Seu papel é uma escolha a ser feita diariamente, entre ficar ali “ossando” ou “profetizando”. Deus continuará sendo Deus e o vale, se você ler o capítulo todo, não deixou de ser um vale seco. Não fluiu ali um rio, não criaram-se peixes, não nasceu ali um lindo jardim ou uma plantação de uvas. Apenas terra seca, areia e pedras. Talvez algum lagarto perdido por ali. Seco, sem vida.
Os ossos receberam vida e se tornaram um exército mui numeroso e com certeza saíram dali para viver em algum outro lugar. O profeta foi levado dali de volta para sua terra e continuou seu ministério. Fato: ninguém ficou no estado em que estava. Nada indica que algum osso rebelde tenha ficado para trás sem receber vida.
E você meu irmão? Vai ficar sentado esperando receber sobre si o sopro da vida? Amém. E quando receber, vai se levantar daí e sair dando testemunho do que aconteceu ou vai simplesmente sentar para morrer e voltar a ser osso seco? Ou vai se colocar no papel de nascido de novo e ser profeta de vida sobre ossos secos empilhados? Não te falta nada, nada mesmo. Qualquer um que tenha conhecido a Cristo pode profetizar vida, pois tem o Espírito Santo.
Se de fato amamos ao Senhor e queremos ver este mundo mudar, não podemos nos conformar na posição de osso para sempre. Um dia aqueles ossos deixaram de ser ossos e se tornaram soldados novamente. É seu dia…
“Senhor, não me permita ficar na posição de conforto de quem só quer receber de Ti para nunca levar adiante. Se hoje sou osso, sopra sobre mim e amanhã serei profeta.”
Mulher Adúltera
MARIA MADALENA: “Mulher Adúltera”?
Por uma questão de respeito à veracidade histórica dos relatos bíblicos, necessário se faz que se revise a difundida versão de que Maria Madalena e a personagem conhecida como “mulher adúltera” sejam a mesma pessoa. Nos evangelhos e nos escritos da Sra. White, nada há que dê substância a essa teoria.
Partamos da premissa de que toda e qualquer tese, para merecer credibilidade, necessariamente precisa ter base exclusivamente no que está revelado. O que ultrapassa a isto são ilações, fantasias, romances, ficções, sem nenhum apoio na revelação. E o que se encontra revelado é que Maria Madalena e a assim chamada “mulher adúltera” são duas pessoas com identidades distintas, com histórias similares, mas não iguais.
Um fato relevante a ser considerado é que nenhuma concordância bíblica relaciona os textos referentes a cada uma delas, identificando-as como sendo uma mesma pessoa! A rigor, é preciso registrar-se que os estudiosos bíblicos, em geral, identificam três personagens distintas: a “mulher adúltera”, “Maria Madalena” e “Maria de Betânia”. Nós, adventistas, acolhemos a versão de que Maria Madalena fosse irmã de Lázaro e Marta através dos escritos da Sra. White. No livro denominacional * “Bible Biographies – New Testament” – E.G.White, compilado por Walter T. Rea - vol. 2, págs. 23-30, o autor admite que nada há registrado, na Bíblia e nos escritos de E. White, que possa relacionar a “mulher adúltera” com Maria Madalena, mas que de igual modo, em sua opinião, não há nada que possa contradizer claramente essa tese. O SDABC (comentário bíblico adventista), assume igual posição indefinida.
Atenhamo-nos exclusiva e criteriosamente ao que está escrito:
O evangelista João e a Sra. White mencionam Lázaro, Maria e Marta como sendo três irmãos que viviam juntos em Betânia, em cuja casa Jesus gostava de Se hospedar. Todas as evidências apontam para o fato de que os três fossem solteiros, pois em nenhum momento se registra a presença de alguma esposa ou marido, mesmo nos dramáticos acontecimentos envolvendo a doença, morte e ressurreição de Lázaro. (João capítulo 11 – Desejado de Todas as Nações, capítulo “Lázaro, Sai Para Fora”), ou no jantar em casa de seu tio Simão, quando Marta preparou os alimentos e serviu aos convidados, Maria ungiu a Jesus e Lázaro estava presente, após ser ressuscitado, o que atraiu a curiosidade de muitos, que foram a Betânia não para ver a Jesus, mas para ver a Lázaro (João capítulo 12 – DTN, capítulo “O Banquete em Casa de Simão”). (é bom ressaltar-se que este jantar provavelmente ocorreu na própria semana da crucifixão de Jesus ou na anterior, pois foi Lázaro quem conduziu o jumentinho no domingo, na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, segundo E. White revela no DTN).
Maria, portanto, também devia ser solteira. Ela, particularmente, teria um forte motivo para não ter se casado: violentada por seu tio Simão, desonrada, abandonou sua casa, indo morar em Magdala, onde teria se tornado prostituta, pois nenhum homem da época se casaria com uma moça não-virgem.
A esta altura, seria bom ressaltar que, pela cultura judaica, além de se permitir que um homem tivesse várias mulheres, ele poderia, ainda, relacionar-se com prostitutas livremente. Judá teve relações sexuais com sua nora Tamar, que se disfarçara de prostituta, e ao saber que ela estava grávida, ordenou que fosse apedrejada: confrontado, porém, com a revelação de que ele era o pai da criança, assumiu-a como esposa, embora nunca mais tenha tido relacionamento sexual com ela. (Gênesis 38:11-26). Pelas leis judaicas, o “correto” era que ambos fossem apedrejados... (maravilhosa graça perdoadora divina! Jesus é descendente de Judá, através desse relacionamento ilegítimo!)
Confirmando a mentalidade da época, Salomão declara: “Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão; mas a adúltera (casada!) anda à caça de vida, e vida preciosa”. (Prov. 6:26). [leia ainda Ezequiel 16:30-33]. Não encontramos nenhum texto bíblico que ordene o apedrejamento de prostitutas. Por incrível que possa parecer, os israelitas chegaram ao cúmulo de acolher até “prostitutos-cultuais” em seus cultos de adoração a Deus! (I Reis 14:24). O apóstolo Paulo “pôs ordem na casa”, ao proibir os cristãos de manterem relações com meretrizes (I Cor. 6:15-20).
O único registro bíblico sobre a “mulher adúltera”, encontra-se no sucinto relato de João 8:3-11. Depreende-se que ela fosse casada, pelo fato de que, legalmente, essa era a condição civil para que ela fosse considera adúltera, sendo que o homem com quem se relacionara também devia ser apedrejado (Lev. 20:10; Deut. 22:22). No DTN, capítulo “Entre Laços”, a Sra. White ressalta: “Com toda a sua professada reverência pela lei, esses rabis, ao trazerem acusação contra a mulher, estavam desatendendo às exigências da mesma. Era dever do marido mover ação contra ela, e as partes culpadas deviam ser igualmente punidas. A ação dos julgadores era de todo carecida de autorização”.
Porque o evangelista, inspirado pelo Espírito Santo, preferiu manter anônima sua identidade, não sabemos. O certo é que nem a Sra. White recebeu esta revelação. Pode até ser que ela fosse “a outra Maria” (Mateus 27:61; 28:1) ou alguma dentre tantas ‘Marias’ que surgem no cenário da crucifixão, sepultamento e ressurreição de Jesus (Luc. 24:10; Mc. 16:1), mas isso não passa de mera especulação. Quem sabe até seu nome não fosse Maria!
Ao resumir a biografia de Maria Madalena, a Sra. White não a identifica, em momento algum, como sendo a “mulher adúltera”, como seria de se esperar, caso ela o fosse. “Aquela que caíra, e cuja mente fora habitação de demônios, chegara bem perto do Salvador em associação e serviço. Foi Maria que se assentou aos pés de Jesus e dEle aprendeu. Foi ela que Lhe derramou na cabeça o precioso ungüento, e Lhe banhou os pés com as próprias lágrimas. Achou-se aos pés da cruz e O seguiu ao sepulcro. Foi a primeira junto ao sepulcro, depois da ressurreição. A primeira a proclamar o Salvador ressuscitado”. (DTN, 416, 423) [ Luc. 10:42; 10:39; João 12:3; 19:25; 20:1, 11, 16-18; Mc. 16:9].
O saudoso e querido pastor Roberto Rabello compartilhava desta conclusão, bem como o pastor Roberto Conrad Fº, dentre tantos outros estudiosos a respeito desta tese. Assim também o creio!
Por uma questão de respeito à veracidade histórica dos relatos bíblicos, necessário se faz que se revise a difundida versão de que Maria Madalena e a personagem conhecida como “mulher adúltera” sejam a mesma pessoa. Nos evangelhos e nos escritos da Sra. White, nada há que dê substância a essa teoria.
Partamos da premissa de que toda e qualquer tese, para merecer credibilidade, necessariamente precisa ter base exclusivamente no que está revelado. O que ultrapassa a isto são ilações, fantasias, romances, ficções, sem nenhum apoio na revelação. E o que se encontra revelado é que Maria Madalena e a assim chamada “mulher adúltera” são duas pessoas com identidades distintas, com histórias similares, mas não iguais.
Um fato relevante a ser considerado é que nenhuma concordância bíblica relaciona os textos referentes a cada uma delas, identificando-as como sendo uma mesma pessoa! A rigor, é preciso registrar-se que os estudiosos bíblicos, em geral, identificam três personagens distintas: a “mulher adúltera”, “Maria Madalena” e “Maria de Betânia”. Nós, adventistas, acolhemos a versão de que Maria Madalena fosse irmã de Lázaro e Marta através dos escritos da Sra. White. No livro denominacional * “Bible Biographies – New Testament” – E.G.White, compilado por Walter T. Rea - vol. 2, págs. 23-30, o autor admite que nada há registrado, na Bíblia e nos escritos de E. White, que possa relacionar a “mulher adúltera” com Maria Madalena, mas que de igual modo, em sua opinião, não há nada que possa contradizer claramente essa tese. O SDABC (comentário bíblico adventista), assume igual posição indefinida.
Atenhamo-nos exclusiva e criteriosamente ao que está escrito:
O evangelista João e a Sra. White mencionam Lázaro, Maria e Marta como sendo três irmãos que viviam juntos em Betânia, em cuja casa Jesus gostava de Se hospedar. Todas as evidências apontam para o fato de que os três fossem solteiros, pois em nenhum momento se registra a presença de alguma esposa ou marido, mesmo nos dramáticos acontecimentos envolvendo a doença, morte e ressurreição de Lázaro. (João capítulo 11 – Desejado de Todas as Nações, capítulo “Lázaro, Sai Para Fora”), ou no jantar em casa de seu tio Simão, quando Marta preparou os alimentos e serviu aos convidados, Maria ungiu a Jesus e Lázaro estava presente, após ser ressuscitado, o que atraiu a curiosidade de muitos, que foram a Betânia não para ver a Jesus, mas para ver a Lázaro (João capítulo 12 – DTN, capítulo “O Banquete em Casa de Simão”). (é bom ressaltar-se que este jantar provavelmente ocorreu na própria semana da crucifixão de Jesus ou na anterior, pois foi Lázaro quem conduziu o jumentinho no domingo, na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, segundo E. White revela no DTN).
Maria, portanto, também devia ser solteira. Ela, particularmente, teria um forte motivo para não ter se casado: violentada por seu tio Simão, desonrada, abandonou sua casa, indo morar em Magdala, onde teria se tornado prostituta, pois nenhum homem da época se casaria com uma moça não-virgem.
A esta altura, seria bom ressaltar que, pela cultura judaica, além de se permitir que um homem tivesse várias mulheres, ele poderia, ainda, relacionar-se com prostitutas livremente. Judá teve relações sexuais com sua nora Tamar, que se disfarçara de prostituta, e ao saber que ela estava grávida, ordenou que fosse apedrejada: confrontado, porém, com a revelação de que ele era o pai da criança, assumiu-a como esposa, embora nunca mais tenha tido relacionamento sexual com ela. (Gênesis 38:11-26). Pelas leis judaicas, o “correto” era que ambos fossem apedrejados... (maravilhosa graça perdoadora divina! Jesus é descendente de Judá, através desse relacionamento ilegítimo!)
Confirmando a mentalidade da época, Salomão declara: “Por uma prostituta o máximo que se paga é um pedaço de pão; mas a adúltera (casada!) anda à caça de vida, e vida preciosa”. (Prov. 6:26). [leia ainda Ezequiel 16:30-33]. Não encontramos nenhum texto bíblico que ordene o apedrejamento de prostitutas. Por incrível que possa parecer, os israelitas chegaram ao cúmulo de acolher até “prostitutos-cultuais” em seus cultos de adoração a Deus! (I Reis 14:24). O apóstolo Paulo “pôs ordem na casa”, ao proibir os cristãos de manterem relações com meretrizes (I Cor. 6:15-20).
O único registro bíblico sobre a “mulher adúltera”, encontra-se no sucinto relato de João 8:3-11. Depreende-se que ela fosse casada, pelo fato de que, legalmente, essa era a condição civil para que ela fosse considera adúltera, sendo que o homem com quem se relacionara também devia ser apedrejado (Lev. 20:10; Deut. 22:22). No DTN, capítulo “Entre Laços”, a Sra. White ressalta: “Com toda a sua professada reverência pela lei, esses rabis, ao trazerem acusação contra a mulher, estavam desatendendo às exigências da mesma. Era dever do marido mover ação contra ela, e as partes culpadas deviam ser igualmente punidas. A ação dos julgadores era de todo carecida de autorização”.
Porque o evangelista, inspirado pelo Espírito Santo, preferiu manter anônima sua identidade, não sabemos. O certo é que nem a Sra. White recebeu esta revelação. Pode até ser que ela fosse “a outra Maria” (Mateus 27:61; 28:1) ou alguma dentre tantas ‘Marias’ que surgem no cenário da crucifixão, sepultamento e ressurreição de Jesus (Luc. 24:10; Mc. 16:1), mas isso não passa de mera especulação. Quem sabe até seu nome não fosse Maria!
Ao resumir a biografia de Maria Madalena, a Sra. White não a identifica, em momento algum, como sendo a “mulher adúltera”, como seria de se esperar, caso ela o fosse. “Aquela que caíra, e cuja mente fora habitação de demônios, chegara bem perto do Salvador em associação e serviço. Foi Maria que se assentou aos pés de Jesus e dEle aprendeu. Foi ela que Lhe derramou na cabeça o precioso ungüento, e Lhe banhou os pés com as próprias lágrimas. Achou-se aos pés da cruz e O seguiu ao sepulcro. Foi a primeira junto ao sepulcro, depois da ressurreição. A primeira a proclamar o Salvador ressuscitado”. (DTN, 416, 423) [ Luc. 10:42; 10:39; João 12:3; 19:25; 20:1, 11, 16-18; Mc. 16:9].
O saudoso e querido pastor Roberto Rabello compartilhava desta conclusão, bem como o pastor Roberto Conrad Fº, dentre tantos outros estudiosos a respeito desta tese. Assim também o creio!
JOVENS
JOVENS
Jesus está prestes a vir, e talvez, sejamos a última geração a pregar as boas novas de esperança.
Somos a GERAÇÃO ESPERANÇA, uma geração feliz, porque a felicidade reina num coração que compartilha amor.
Deus assim nos fez, de maneira que, ao buscarmos a felicidade de outros, encontrássemos a nossa própria.
Não importa quão talentosos possamos ser, se não estivermos dispostos a fazer alguém feliz, jamais seremos felizes.
Talentos não faltam às nossas crianças e jovens. No entanto, "usa melhor seus talentos, quem, mediante fervoroso esforço, procura executar o grande plano do Senhor para o reerguimento da humanidade" MJ. 48.
Pessoas estão em sofrimento por causa da ação do pecado em suas vidas. Tristes e vazias, aguardam com terror um futuro que lhes parece sombrio. A GERAÇÃO ESPERANÇA abre mão de seu conforto e se entrega a Jesus como instrumento para levar salvação a elas.
Sendo um bem para os outros são também beneficiados.
Jesus está voltando!
Use seus dons e faça feliz um coração sofredor.
Seja você parte da feliz GERAÇÃO ESPERANÇA.
Pr. Ceribeli.
CULTO DE DEDICAÇÃO DE UMA CASA
Escrito por Pr. Mauro Bueno
Intr.: 1. O homem tem necessidade dum ambiente favorável e de um abrigo protetor para viver... 2. Sim, o homem aspira ter um lugar no qual ele se sinta "em casa"... 3. Ele anseia possuir um ninho, como diz o sábio Salomão em Prov. 27:8... 4. O seu grande desejo é possuir um teto que lhe proteja a vida... 5. Cada lar onde habita o amor e a amizade é um lugar de ternura e afeição, onde o coração pode tranqüilamente repousar... 6. O homem mais feliz, seja rei ou camponês, é o que encontra esse amor, essa amizade, essa ternura e essa paz em seu lar... I. Mas, infelizmente muitos lares hoje não são um ninho de amor, de ternura, de amizade e de paz, porque muitos têm construído casas suntuosas apenas com propósitos egoístas... A. Sim, muitas casas são construídas para satisfazer indulgências sensuais, divertimentos frívolos, e o desejo de auto-promoção na sociedade... 1. Esses desejos têm levado os homens a gastarem enormes somas de dinheiro desde os tempos imemoriais para construírem as mais ricas mansões... 2. Entre essas magnificas residências, a super-mansão construída pela falecida atriz Merien Davies, em Santa Mônica, excede em brilho a todas as demais... a. Este imponente edifício ergue-se como um templo numa elevação com vistas para o lindo oceano... b. Por anos, seu raro encanto capacitou a srta. Davies atingir o auge da eminência social, a rarefeita estratosfera da moda e da elegância... c. A mansão Davies contém 90 cômodos, 37 deles com lareiras, 4 salas de jantar, uma sala de recepção com teto coberto de ouro de 18 quilates e revestimentos de parede importados da Europa... d. Há 55 banheiros e 2 piscinas... e. Pontes de mármore estendem-se sobre calmos lagos que pontilham jardins floridos... 3. Alí a cintilante anfitriã deu fabulosas reuniões sociais e banquetes com diferentes iguarias, música suave e à meia-luz... B. Mas, embora sendo uma devota do prazer e da pompa, a srta. Davies morreu de câncer, em 1961... 1. Ela desfrutou sua linda mansão por apenas uns poucos e curtos anos... 2. Como Acabe e seus nobres pagãos, a quem Amós censurou por desperdiçar recursos em palácios de marfim (Am. 3), a srta. Davies construiu sua casa no lugar errado... 3. Ela deveria ter investido no Céu, onde nenhum câncer apagará o brilho das mansões de ouro e cristal... III. Meditemos um pouco no comportamento de Davi quando construiu sua casa de cedro... A. O lindo palácio de cedro do rei sobre o Monte Sião tinha sido terminado... 1. No tabernáculo que ficava ao lado, a arca encontrou repouso, e uma ordem regular de adoração pública foi instituída. 2. Os inimigos ao redor foram subjugados, e houve pelo menos uma temporária cessação da guerra. 3. Jerusalém era o centro civil, militar e eclesiástico do reino... 4. E agora outro passo de progresso foi tomado... 5. Contemplando a humildade da residência da arca do Senhor em comparação com seu próprio palácio, surgiu o pensamento na mente de Davi de construir um templo durável e esplêndido "ao nome do Senhor Deus de Israel", "uma casa de repouso para a arca do concerto do Senhor, e para escabelo dos pés de nosso Deus," "magnífica em excelência, para nome e glória em todas as terras"... 6. Estando em seu palácio o rei comunicou seu maravilhoso desejo ao profeta Natã, sem dúvida para obter seu conselho concernente à construção... 7. Enquanto muitos após construirem suas casas são levados a esquecerem-se de Deus, Davi lembrou-se dEle... 8. A srta. Davies gastou tudo o que podia para construir uma suntuosa mansão para si. a. Davi estava disposto a gastar tudo o que pudesse para construir um templo para Deus... b. A diferença entre a casa da srta. Davies e a de Davi é que enquanto a dela fazia lembrar as coisas passageiras desse mundo, a de Davi fazia com que o pensamento se voltasse para Deus... c. Isso se deu, porque Davi adorava ao Deus do Céu, enquanto a srta. Davies adorava o deus dos prazeres, da moda e da popularidade social... III. Qual é a vontade de Deus quando o homem constrói uma casa?... A. Ler Deut. 20:5... 1. Devemos notar neste verso que nem meso a guerra que era considerada santa, deveria ser um empecilho para que o homem consagrasse ou dedicasse sua casa a Deus. 2. O verbo hebraico aqui usado para consagrar é o meso usado para a dedicação de um altar (Núm. 7:10) e de um santuário (I Rei. 8:6; II Cro. 7:5)... a. Os rabis elaboraram cerimônias especiais, entre as quais a mais importante era o atar de uma tira de couro sobre as ombreiras da porta com sentenças da lei escritas nela... b. Isto era um cumprimento do mandamento encontrado em Deut. 6:9... c. "E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas"... d. Este era um meio de manter os preceitos divinos sempre diantes dos olhos... 4. Nisto podemos ver a importância que Deus dava e dá à consagração ou dedicação de uma casa... 5. Esta mesma dedicação de nossa casa a Deus, pode ser repetida observando-se os cultos matutinos e vespertinos... a. Sim, durante esses cultos podemos avivar em nossa memória os preceitos divinos... B. Construir uma casa não é apenas edificar as suas paredes... 1. Mas fundar um lar. 2. É gerar uma descendência e transmitir-lhe lições religiosas e exemplos de virtude... 3. É uma obra de sabedoria (Prov. 14:1)... 4. É um trabalho para o qual uma mulher virtuosa é insubstituível (Prov. 30:10-31)... 5. É uma obra divina que o homem não pode levar a bom termo sozinho (Sal. 127:1)... 6. Por sua maldade o homem é capaz de atrair infelicidade sobre sua casa (Prov. 17:13) e a mulher insensata ruína (Prov. 14:1)... 7. Mas se tivermos o pensamento que teve Davi ao terminar o seu palácio, ouviremos as palavras que ele ouviu: "o Senhor é contigo" II (Sam. 7:3). Conclusão: 1. Lar não são somente quatro paredes cheias de quartos e iluminação... 2. Lar é um santuário edificado para nele habitar o amor e a afeição... 3. O elemento mais essencial de qualquer lar é Deus. 4. Portanto, meus queridos irmãos, permitam que Cristo encha esta casa com Sua glória, pois Satanás sempre entra nas casas vazias... Pr. Mauro Bueno Direitos Autorais - AP
Intr.: 1. O homem tem necessidade dum ambiente favorável e de um abrigo protetor para viver... 2. Sim, o homem aspira ter um lugar no qual ele se sinta "em casa"... 3. Ele anseia possuir um ninho, como diz o sábio Salomão em Prov. 27:8... 4. O seu grande desejo é possuir um teto que lhe proteja a vida... 5. Cada lar onde habita o amor e a amizade é um lugar de ternura e afeição, onde o coração pode tranqüilamente repousar... 6. O homem mais feliz, seja rei ou camponês, é o que encontra esse amor, essa amizade, essa ternura e essa paz em seu lar... I. Mas, infelizmente muitos lares hoje não são um ninho de amor, de ternura, de amizade e de paz, porque muitos têm construído casas suntuosas apenas com propósitos egoístas... A. Sim, muitas casas são construídas para satisfazer indulgências sensuais, divertimentos frívolos, e o desejo de auto-promoção na sociedade... 1. Esses desejos têm levado os homens a gastarem enormes somas de dinheiro desde os tempos imemoriais para construírem as mais ricas mansões... 2. Entre essas magnificas residências, a super-mansão construída pela falecida atriz Merien Davies, em Santa Mônica, excede em brilho a todas as demais... a. Este imponente edifício ergue-se como um templo numa elevação com vistas para o lindo oceano... b. Por anos, seu raro encanto capacitou a srta. Davies atingir o auge da eminência social, a rarefeita estratosfera da moda e da elegância... c. A mansão Davies contém 90 cômodos, 37 deles com lareiras, 4 salas de jantar, uma sala de recepção com teto coberto de ouro de 18 quilates e revestimentos de parede importados da Europa... d. Há 55 banheiros e 2 piscinas... e. Pontes de mármore estendem-se sobre calmos lagos que pontilham jardins floridos... 3. Alí a cintilante anfitriã deu fabulosas reuniões sociais e banquetes com diferentes iguarias, música suave e à meia-luz... B. Mas, embora sendo uma devota do prazer e da pompa, a srta. Davies morreu de câncer, em 1961... 1. Ela desfrutou sua linda mansão por apenas uns poucos e curtos anos... 2. Como Acabe e seus nobres pagãos, a quem Amós censurou por desperdiçar recursos em palácios de marfim (Am. 3), a srta. Davies construiu sua casa no lugar errado... 3. Ela deveria ter investido no Céu, onde nenhum câncer apagará o brilho das mansões de ouro e cristal... III. Meditemos um pouco no comportamento de Davi quando construiu sua casa de cedro... A. O lindo palácio de cedro do rei sobre o Monte Sião tinha sido terminado... 1. No tabernáculo que ficava ao lado, a arca encontrou repouso, e uma ordem regular de adoração pública foi instituída. 2. Os inimigos ao redor foram subjugados, e houve pelo menos uma temporária cessação da guerra. 3. Jerusalém era o centro civil, militar e eclesiástico do reino... 4. E agora outro passo de progresso foi tomado... 5. Contemplando a humildade da residência da arca do Senhor em comparação com seu próprio palácio, surgiu o pensamento na mente de Davi de construir um templo durável e esplêndido "ao nome do Senhor Deus de Israel", "uma casa de repouso para a arca do concerto do Senhor, e para escabelo dos pés de nosso Deus," "magnífica em excelência, para nome e glória em todas as terras"... 6. Estando em seu palácio o rei comunicou seu maravilhoso desejo ao profeta Natã, sem dúvida para obter seu conselho concernente à construção... 7. Enquanto muitos após construirem suas casas são levados a esquecerem-se de Deus, Davi lembrou-se dEle... 8. A srta. Davies gastou tudo o que podia para construir uma suntuosa mansão para si. a. Davi estava disposto a gastar tudo o que pudesse para construir um templo para Deus... b. A diferença entre a casa da srta. Davies e a de Davi é que enquanto a dela fazia lembrar as coisas passageiras desse mundo, a de Davi fazia com que o pensamento se voltasse para Deus... c. Isso se deu, porque Davi adorava ao Deus do Céu, enquanto a srta. Davies adorava o deus dos prazeres, da moda e da popularidade social... III. Qual é a vontade de Deus quando o homem constrói uma casa?... A. Ler Deut. 20:5... 1. Devemos notar neste verso que nem meso a guerra que era considerada santa, deveria ser um empecilho para que o homem consagrasse ou dedicasse sua casa a Deus. 2. O verbo hebraico aqui usado para consagrar é o meso usado para a dedicação de um altar (Núm. 7:10) e de um santuário (I Rei. 8:6; II Cro. 7:5)... a. Os rabis elaboraram cerimônias especiais, entre as quais a mais importante era o atar de uma tira de couro sobre as ombreiras da porta com sentenças da lei escritas nela... b. Isto era um cumprimento do mandamento encontrado em Deut. 6:9... c. "E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas"... d. Este era um meio de manter os preceitos divinos sempre diantes dos olhos... 4. Nisto podemos ver a importância que Deus dava e dá à consagração ou dedicação de uma casa... 5. Esta mesma dedicação de nossa casa a Deus, pode ser repetida observando-se os cultos matutinos e vespertinos... a. Sim, durante esses cultos podemos avivar em nossa memória os preceitos divinos... B. Construir uma casa não é apenas edificar as suas paredes... 1. Mas fundar um lar. 2. É gerar uma descendência e transmitir-lhe lições religiosas e exemplos de virtude... 3. É uma obra de sabedoria (Prov. 14:1)... 4. É um trabalho para o qual uma mulher virtuosa é insubstituível (Prov. 30:10-31)... 5. É uma obra divina que o homem não pode levar a bom termo sozinho (Sal. 127:1)... 6. Por sua maldade o homem é capaz de atrair infelicidade sobre sua casa (Prov. 17:13) e a mulher insensata ruína (Prov. 14:1)... 7. Mas se tivermos o pensamento que teve Davi ao terminar o seu palácio, ouviremos as palavras que ele ouviu: "o Senhor é contigo" II (Sam. 7:3). Conclusão: 1. Lar não são somente quatro paredes cheias de quartos e iluminação... 2. Lar é um santuário edificado para nele habitar o amor e a afeição... 3. O elemento mais essencial de qualquer lar é Deus. 4. Portanto, meus queridos irmãos, permitam que Cristo encha esta casa com Sua glória, pois Satanás sempre entra nas casas vazias... Pr. Mauro Bueno Direitos Autorais - AP
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EGO EIMI
Vejam abaixo, como o versículo se encontra na Bíblia Sagrada, e como ele foi distorcido na Tradução do Novo Mundo (Tradução da própria Sociedade Torre de Vigia):
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. João 8.58 (Almeida)
Jesus disse-lhes: "Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência eu tenho sido. - João 8.58 (TNM)
Mas por que há esta diferença? É por que João 8.58 identifica Jesus como Jeová, o Grande Eu Sou, que apareceu a Moisés:
"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - Êxodo 3.14
Sendo assim, se a STV assume que Jesus é o EU SOU do Antigo Testamento, tem de assumir a doutrina da Trindade. Como a Bíblia não sustenta a religião do Corpo Governante, este tem de modificar sua "Bíblia". Antes de começarmos uma exegese destes textos, veremos o que a "organização de Deus" diz para se defender: "A expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana. Assim, note como outras traduções bíblicas vertem João 8:58: ..." Deve-se Crer na Trindade? p. 26
Neste ponto, a brochura cita algumas traduções que apóiam suas doutrinas. Como é de praxe, a STV sempre cita obras quando estas apóiam suas doutrinas; porém quando não é assim, as obras são consideradas "lixo".
Mas o ponto ao qual quero chegar, é que a brochura afirma que "a expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3.14". Verificaremos por que isso é uma mentira, com base nos seguintes dados:
Tanto Jesus, como Paulo, o autor de Hebreus, e os demais, sempre faziam suas citações usando a Septuaginta. A Septuaginta é a tradução para o grego dos livros do Antigo Testamento (escritos originalmente em hebraico). O fato de Jesus, Paulo, etc. fazerem uso da Septuaginta, indica que esta era de grande circulação, e também que todos conheciam o seu texto. Da mesma forma, o grego era a língua em que se deu o diálogo entre Jesus e os Judeus, descrita nesta passagem. Tendo isso como base, verificaremos o texto de Êxodo 3.14 na Septuaginta, e o compararemos com o texto grego de João 8.58.
kai eipen o Theos pros Mousen ego eimi o on. Kai eipen Outos ereis tois uiois Israel O on apestalken me pros umas. - (Ex 3:14 - Septuaginta)
eipen autois Iesous, Amen amen lego umin, prin Abraam genestai ego eimi.
(Jo 8:58 - Novo Testamento Grego)
Veja que tanto na Septuaginta, como no N.T. Grego, aparecem as palavras EGO EIMI, as quais significam "EU SOU". Desta forma, podemos ver claramente que quando Jesus disse "ego eimi", os Judeus logo ligaram com o "ego eimi" do Antigo Testamento. A STV pode adulterar o texto da forma que quiser, mas não poderá negar a verdade de que a mesmíssima expressão (EGO EIMI) aparece tanto em João, como em Êxodo.
Outra prova incontestável de que os Judeus entenderam que Jesus se auto-identificou como sendo o EU SOU do Antigo Testamento, é a seguinte: há cinco razões que podem condenar uma pessoa à morte por apedrejamento, segundo a Lei Mosaica:
1) - invocação de mortos (Lv 20:27)
2) - blasfêmia (Lv 24:10-13)
3) - falsa profecia (Dt 13:5-10)
4) - filhos rebeldes (Dt 21:8-21)
5) - adultério / estúpro (Lv 20:10; Dt 22:22-24)
Veja que os Judeus ajuntaram pedras para apedrejar a Jesus (Jo 8.59). Qual dos motivos acima citados Jesus estava se enquadrando, segundo a visão deles, para ser sentenciado? É claro que é por blasfêmia (veja Jo 10.30-33):
"Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo."
Os Judeus entenderam claramente o que Jesus quis dizer com "EU SOU", pois por isso, por Jesus afirmar ser o grande EU SOU, o Deus, eles quiseram o apedrejar por blasfêmia. A Mesma expressão que eles conheciam da Septuaginta, ou seja, "ego eimi", a qual Deus usou para se identificar, Jesus estava usando para si. A Expressão "ego eimi" também se encontra em Dt 32.39, onde se encontra a afirmação de que somente Deus é o EU SOU (ego eimi).
Agora, iremos verificar mais um ponto contra a posição da STV sobre este versículo: a tradução errônea em sua "Bíblia". O texto grego não admite sob forma alguma a tradução de "ego eimi" para "eu tenho sido". O Pr. Esequias Soares da Silva, em seu livro Como Responder às Testeunhas de Jeová, vol. 1, p. 109 explica com clareza este fato:
"'EU SOU" no texto grego aqui é ego eimi e não permite em hipótese alguma a tradução "eu tenho sido". Essa tradução da TNM é uma violação inescrupulosa da gramática e uma distorção do que a Bíblia ensina. O verbo grego eimi, "sou", no infinitivo emai "ser", é defectivo e não tem perfeito nem aoristo. Esses "tempos" verbais (aspectos verbais) vêm suprimidos pelo perfeito e aoristo do verbo ginomai e se a expressão "eu tenho sido" fosse autêntica aqui, nessa passagem o verbo seria gegona. Além do mais, o verbo "ser" está desprovido de tempo, não encerrando portanto a idéia de tempo. Com isso, Jesus está dizendo que é eterno. A idéia de tempo aqui, nessa passagem, recai sobre a palavra prin "antes", e o acentuado contraste entre os verbos gregos "existisse" ginomai e eu "sou" (eimi) mostra que mesmo antes de Abraão existir Jesus já existia eternamente. Com isso, Jesus se identificou com o grande "EU SOU" de Êx 3.14."
Agora que vimos com clareza que Jesus é realmente o EU SOU, gostaria de frisar a importância que o texto da em reconhecê-lo como tal. Recomendo a leitura de Jo 8.21-59. Vejamos alguns textos desta passagem, onde Jesus afirma ser o EU SOU (ego eimi):
"Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que EU SOU (ego eimi), morrereis em vossos pecados." (v. 24)
"Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem EU SOU (ego eimi), e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou." (v. 28)
Veja agora dois versículos onde "ego eimi" se encontra na Septuaginta:
"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - (Êxodo 3.14)
"Vede agora que eu, EU SOU, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
(Deuteronômio 32.39)
Mesmo que a tradução de "ego eimi" fosse "eu tenho sido", o que vimos que não é correto, os Judeus teriam entendido o que Jesus disse, pois conheciam a Septuaginta, onde o próprio Deus se auto-proclamou como o Ego Eimi. A Septuaginta foi traduzida aproximadamente no ano de 250 a.C., e era de grande circulação, pois a língua grega dominava quase todo o mundo da época. Esta tradução visava a conveniência dos Judeus de fala grega que não conheciam o hebraico. Como o grego era a "língua popular" da época, sua leitura era muito abundante. Mesmo pessoas que conheciam o idioma hebraico, como Paulo, e o autor de Hebreus, faziam citações da Septuaginta, o que indica que os Judeus a liam com freqüência. O texto por si só é claro – Jesus se identifica como sendo Deus!
Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, EU SOU. João 8.58 (Almeida)
Jesus disse-lhes: "Digo-vos em toda a verdade: Antes de Abraão vir à existência eu tenho sido. - João 8.58 (TNM)
Mas por que há esta diferença? É por que João 8.58 identifica Jesus como Jeová, o Grande Eu Sou, que apareceu a Moisés:
"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - Êxodo 3.14
Sendo assim, se a STV assume que Jesus é o EU SOU do Antigo Testamento, tem de assumir a doutrina da Trindade. Como a Bíblia não sustenta a religião do Corpo Governante, este tem de modificar sua "Bíblia". Antes de começarmos uma exegese destes textos, veremos o que a "organização de Deus" diz para se defender: "A expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3:14. Jesus não a usou como nome ou título, mas sim como maneira de explicar a sua existência pré-humana. Assim, note como outras traduções bíblicas vertem João 8:58: ..." Deve-se Crer na Trindade? p. 26
Neste ponto, a brochura cita algumas traduções que apóiam suas doutrinas. Como é de praxe, a STV sempre cita obras quando estas apóiam suas doutrinas; porém quando não é assim, as obras são consideradas "lixo".
Mas o ponto ao qual quero chegar, é que a brochura afirma que "a expressão em João 8.58 é muito diferente daquela usada em Êxodo 3.14". Verificaremos por que isso é uma mentira, com base nos seguintes dados:
Tanto Jesus, como Paulo, o autor de Hebreus, e os demais, sempre faziam suas citações usando a Septuaginta. A Septuaginta é a tradução para o grego dos livros do Antigo Testamento (escritos originalmente em hebraico). O fato de Jesus, Paulo, etc. fazerem uso da Septuaginta, indica que esta era de grande circulação, e também que todos conheciam o seu texto. Da mesma forma, o grego era a língua em que se deu o diálogo entre Jesus e os Judeus, descrita nesta passagem. Tendo isso como base, verificaremos o texto de Êxodo 3.14 na Septuaginta, e o compararemos com o texto grego de João 8.58.
kai eipen o Theos pros Mousen ego eimi o on. Kai eipen Outos ereis tois uiois Israel O on apestalken me pros umas. - (Ex 3:14 - Septuaginta)
eipen autois Iesous, Amen amen lego umin, prin Abraam genestai ego eimi.
(Jo 8:58 - Novo Testamento Grego)
Veja que tanto na Septuaginta, como no N.T. Grego, aparecem as palavras EGO EIMI, as quais significam "EU SOU". Desta forma, podemos ver claramente que quando Jesus disse "ego eimi", os Judeus logo ligaram com o "ego eimi" do Antigo Testamento. A STV pode adulterar o texto da forma que quiser, mas não poderá negar a verdade de que a mesmíssima expressão (EGO EIMI) aparece tanto em João, como em Êxodo.
Outra prova incontestável de que os Judeus entenderam que Jesus se auto-identificou como sendo o EU SOU do Antigo Testamento, é a seguinte: há cinco razões que podem condenar uma pessoa à morte por apedrejamento, segundo a Lei Mosaica:
1) - invocação de mortos (Lv 20:27)
2) - blasfêmia (Lv 24:10-13)
3) - falsa profecia (Dt 13:5-10)
4) - filhos rebeldes (Dt 21:8-21)
5) - adultério / estúpro (Lv 20:10; Dt 22:22-24)
Veja que os Judeus ajuntaram pedras para apedrejar a Jesus (Jo 8.59). Qual dos motivos acima citados Jesus estava se enquadrando, segundo a visão deles, para ser sentenciado? É claro que é por blasfêmia (veja Jo 10.30-33):
"Eu e o Pai somos um. Os judeus pegaram então outra vez em pedras para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais? Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo."
Os Judeus entenderam claramente o que Jesus quis dizer com "EU SOU", pois por isso, por Jesus afirmar ser o grande EU SOU, o Deus, eles quiseram o apedrejar por blasfêmia. A Mesma expressão que eles conheciam da Septuaginta, ou seja, "ego eimi", a qual Deus usou para se identificar, Jesus estava usando para si. A Expressão "ego eimi" também se encontra em Dt 32.39, onde se encontra a afirmação de que somente Deus é o EU SOU (ego eimi).
Agora, iremos verificar mais um ponto contra a posição da STV sobre este versículo: a tradução errônea em sua "Bíblia". O texto grego não admite sob forma alguma a tradução de "ego eimi" para "eu tenho sido". O Pr. Esequias Soares da Silva, em seu livro Como Responder às Testeunhas de Jeová, vol. 1, p. 109 explica com clareza este fato:
"'EU SOU" no texto grego aqui é ego eimi e não permite em hipótese alguma a tradução "eu tenho sido". Essa tradução da TNM é uma violação inescrupulosa da gramática e uma distorção do que a Bíblia ensina. O verbo grego eimi, "sou", no infinitivo emai "ser", é defectivo e não tem perfeito nem aoristo. Esses "tempos" verbais (aspectos verbais) vêm suprimidos pelo perfeito e aoristo do verbo ginomai e se a expressão "eu tenho sido" fosse autêntica aqui, nessa passagem o verbo seria gegona. Além do mais, o verbo "ser" está desprovido de tempo, não encerrando portanto a idéia de tempo. Com isso, Jesus está dizendo que é eterno. A idéia de tempo aqui, nessa passagem, recai sobre a palavra prin "antes", e o acentuado contraste entre os verbos gregos "existisse" ginomai e eu "sou" (eimi) mostra que mesmo antes de Abraão existir Jesus já existia eternamente. Com isso, Jesus se identificou com o grande "EU SOU" de Êx 3.14."
Agora que vimos com clareza que Jesus é realmente o EU SOU, gostaria de frisar a importância que o texto da em reconhecê-lo como tal. Recomendo a leitura de Jo 8.21-59. Vejamos alguns textos desta passagem, onde Jesus afirma ser o EU SOU (ego eimi):
"Por isso vos disse que morrereis em vossos pecados, porque se não crerdes que EU SOU (ego eimi), morrereis em vossos pecados." (v. 24)
"Disse-lhes, pois, Jesus: Quando levantardes o Filho do homem, então conhecereis quem EU SOU (ego eimi), e que nada faço por mim mesmo; mas falo como meu Pai me ensinou." (v. 28)
Veja agora dois versículos onde "ego eimi" se encontra na Septuaginta:
"E disse Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós." - (Êxodo 3.14)
"Vede agora que eu, EU SOU, e mais nenhum deus há além de mim; eu mato, e eu faço viver; eu firo, e eu saro, e ninguém há que escape da minha mão."
(Deuteronômio 32.39)
Mesmo que a tradução de "ego eimi" fosse "eu tenho sido", o que vimos que não é correto, os Judeus teriam entendido o que Jesus disse, pois conheciam a Septuaginta, onde o próprio Deus se auto-proclamou como o Ego Eimi. A Septuaginta foi traduzida aproximadamente no ano de 250 a.C., e era de grande circulação, pois a língua grega dominava quase todo o mundo da época. Esta tradução visava a conveniência dos Judeus de fala grega que não conheciam o hebraico. Como o grego era a "língua popular" da época, sua leitura era muito abundante. Mesmo pessoas que conheciam o idioma hebraico, como Paulo, e o autor de Hebreus, faziam citações da Septuaginta, o que indica que os Judeus a liam com freqüência. O texto por si só é claro – Jesus se identifica como sendo Deus!
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Vagner Fidelis
Sermão Toque de Fé
TOQUE DE FÉ
Texto bíblico: Marcos 5: 25 a 34
Grande multidão o seguia, comprimindo-o. Aconteceu que certa mulher, que, havia doze anos, vinha sofrendo hemorragia e muito padecera à mão de vários médicos, tendo despendido tudo quanto possuía, sem, contudo, nada aproveitar, antes, pelo contrário, indo a pior, tendo ouvido a fama de Jesus, vindo por trás dele, por entre a multidão, tocou-lhe a veste. Porque, dizia: Se eu apenas lhe tocar as vestes, ficarei curada. E logo se lhe estancou a hemorragia, e sentiu no corpo estar curada do seu flagelo. Jesus, reconhecendo imediatamente que dele saíra poder, virando-se no meio da multidão, perguntou: Quem me tocou nas vestes? Responderam-lhe seus discípulos: Vês que a multidão te aperta e dizes: Quem me tocou? Ele, porém, olhava ao redor para ver quem fizera isto. Então, a mulher, atemorizada e tremendo, cônscia do que nela se operara, veio, prostrou-se diante dele e declarou-lhe toda a verdade. I ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai-te em az e fica livre do teu mal.
INTRODUÇÃO
Vivemos na era da "geração saúde". A busca pela saúde, a procura da cura física e o sonho da eterna juventude são o anseio de muitas pessoas que hoje sofrem de algum mal e daqueles que querem viver com qualidade. Para conseguir isso estão dispostas a dar qualquer coisa e fazer qualquer coisa.
Fomos criados para viver e não para morrer. Isto está dentro de nós, colocado pelo criador, mas muitos buscam idéias mirabolantes para promover a saúde e a vida, chegando até mesmo a cometer absurdos como negar a existência de doenças, imaginando que se a mente acreditar que é um mal psicológico a doença se cura, também a ingestão de pequenos pedaços de papel como se fossem comprimidos, se alimentar de luz e tantas outros tratamentos.
Existem doenças graves, sérias, simples, de todo o tipo: viróticas, bacterianas, genéticas, hereditárias, adquiridas, desenvolvidas... E todas elas precisam ser combatidas. Os cientistas trabalham dia e noite tentando realizar descobertas que revolucionem o mundo da ciência e da farmacêutica. Mas, muitas doenças ainda são um desafio à ciência, apesar de toda a tecnologia moderna e avanços científicos.
Para cada doença há um tratamento específico e direcionado. Um dos tratamentos, embora pareça simples, é o toque. O ser humano tem necessidade do toque. Pode-se dizer que a origem do toque é tão antiga quanto à história da humanidade. O uso das mãos como método de cura tem acompanhado a evolução das sociedades desde os tempos é te salvou; vai-te em paz e fica livre do teu mal mais remotos. A terapia pelo toque das mãos tem um passado que atravessa todo o Oriente, do Egito ao Japão, e cada cultura desenvolveu paralelamente suas representações terapêuticas tendo as mãos como instrumento de cura.
Que uma boa massagem tem o poder de relaxar e renovar as forças, pouca gente duvida. Quem já passou por uma sessão de massagem já experimentou a sensação de sair tão leve como se estivesse flutuando. Em vários países algumas clínicas e hospitais já oferecem massagens terapêuticas para complementar o tratamento de doenças como enxaqueca, escoliose, má circulação, fibromialgia e hipertensão, contudo, os médicos são categóricos em afirmar que o toque não substitui a medicina, a fisioterapia ou a enfermagem. É um complemento.
O fato é que ninguém quer estar doente. Ninguém quer se sentir doente. Ninguém deseja conviver com doença alguma.
UMA MULHER COM PROBLEMAS
A bíblia nos conta que nas margens do Mar da Galiléia, na pequena cidade de Gergesa, à costa oriental, uma multidão esperava Jesus com alegria. Gergesa era o nome de uma vila próxima a Gadara, que era a cidade mais próxima; "Jesus permaneceu por algum tempo nas proximidades do lago, ensinando e curando". Dirigiu-se em seguida à casa de Levi Mateus para um banquete. Ele foi para as circunvizinhanças de Cafarnaum. Ali se daria o encontro do mestre curador e a mulher com uma doença há doze anos.
Ser mulher já era difícil. Ser uma mulher sozinha era mais difícil ainda. Mas ser uma mulher, sozinha e ainda doente era algo assustador.
Já se imaginou tendo uma doença que causasse uma hemorragia tão intensa que durasse doze anos? As conseqüências seriam desastrosas. Você teria uma vida difícil, teria fraqueza por causa da perda de sangue. Essa doença alteraria seus dias, limitaria suas atividades, traria desconforto e se fosse como no tempo de Jesus, ninguém poderia ou desejaria ficar perto de você. A doença controlaria sua vida, controlaria seus movimentos te impossibilitando de fazer quase tudo. O mais difícil seria ver o dinheiro que você ganhou no trabalho, o dinheirinho que você conseguiu juntar na poupança, a herança de um tio distante que você ganhou e toda a ajuda que a igreja podia dar ir embora em consultas, exames dolorosos e tratamentos intermináveis, tudo em vão, sem nenhum resultado positivo, sem nenhuma esperança de cura. Você se resignaria a esperar que seus dias terminassem solitários e infelizes.
Da mulher descrita em Marcos não sabemos quase nada. Não sabemos seu nome, sua família, mas sabemos de sua fé. Ela tinha uma doença que lhe causou hemorragia crônica e era uma situação embaraçosa, desencorajadora que estava além da ajuda, do conhecimento e da simpatia humanos. Ela era considerada imunda pelas leis judaicas. Uma vez que se encontrava imunda, não poderia se casar, ter um relacionamento conjugai, convivência com amigos, carinho e afago dos pais... Era exigido um complexo ritual de purificação de todos que a tocassem.
Essa mulher foi excluída do culto e da presença no Templo e também do privilégio de adorar na sinagoga com familiares e amigos. Ela consultara numerosos médico, sem obter resultado. Marcos acrescenta que ela "muito sofrerá, gastando todos os seus haveres e piorando cada vez mais".
"Durante 12 anos, ela vivera num contínuo estado de impureza ritual. Sua alienação só era menor que a de um leproso ou da pessoa que havia tocado um cadáver. Por causa dela, camas, roupas e lugares em que se sentasse tornavam-se impuros".
Ao ouvir falar das curas que Cristo operava, reviveu-lhe a esperança. Ela teve certeza de que se pudesse estar com Ele, ainda que só por um momento, ainda que fosse apenas para tocar-lhe, seguramente sua enfermidade seria curada. Por tanto tempo ela tentou ser curada e agora parecia tão possível que ela não teve dúvidas. Podia acontecer com ela também. Tantos outros conseguiram curas miraculosas e até impossíveis!
QUANDO A MULTIDÃO ATRAPALHA
Para se achegar a Jesus, esta mulher teve que enfrentar dois preconceitos:
De ser impura, segundo a lei (Levítico 15.25-33; 20.18) e, de ser mulher, pois, naquela época, as mulheres não tinham os mesmos direitos dos homens.
Com muita dificuldade ela foi à beira mar, onde Jesus estava ensinando, mas nem conseguiu chegar perto de Jesus. Ela tentou então segui-lo à casa de Levi Mateus, mas de novo foi impossível chegar até Ele. Quase entrou em desespero. Estava tão perto de conseguir, mas não podia falar-lhe. Era muita gente ao redor dEle.
Existem situações em que achamos que há uma multidão entre nós e Deus. Pessoas que nos impedem de ir a Jesus e receber Suas bênçãos, mas o Senhor nunca irá deixar Seus filhos em desespero. Quando faltarem forças ou condições, Ele vem em nosso socorro. E foi o que aconteceu com aquela mulher. Jesus caminhou em meio à multidão, por entre o povo. Ele chegou perto de onde ela estava. Imagine só. A oportunidade estava ali. Ela não conseguiu ir até Ele, mas Ele foi até para perto dela.
Ela já nem pensou em falar com Ele, em pedir algo. Não seria possível, mas imaginou que se ao menos tocasse a veste de Jesus ela ficaria curada. Ela não confiava nas vestes de Jesus, mas no próprio Jesus. Ver Jesus foi suficiente para que a mulher retomasse sua fé.
Finalmente ela conseguiu chegar pertinho de Jesus e, estendendo a mão, mal conseguiu tocar na roupa Dele com as pontas dos dedos. Ellen White diz no Desejado de Todas as Nações que ela avançou conseguindo tocar de leve na orla do vestido de Jesus.
Logo que ela O tocou a hemorragia parou completamente! Uma sensação calorosa e maravilhosa de saúde e bem-estar penetrou em todo o seu corpo e ela viu que depois de todos esses anos de dor e sofrimento, finalmente estava curada! Ela concentrou naquele único toque, toda a fé da sua vida e, num momento, a doença, a fraqueza, a tristeza, o isolamento deram lugar ao vigor da perfeita saúde. O curioso é que não se tratou de uma cura à distância, como a do servo do centurião, nem do toque intencional de Jesus, como aconteceu com a sogra de Pedro; Não foi Jesus quem tocou nela. Tratou-se de um toque de fé no mais próximo que ela imaginou conseguir chegar de Jesus: sua veste.
QUEM ME TOCOU?
Ela estava cheia de gratidão, mas, reconhecendo a indignidade da sua situação ela tentou ir embora por entre a multidão. Jesus se virou em sua direção e disse em alto e bom som, que conseguiu ser ouvido e distinguido acima do barulho que havia: Quem me tocou? Os Seus discípulos Lhe responderam com espanto, dizendo: - Com toda esta multidão Te apertando de todos os lados, Tu perguntas quem é que te tocou? A pergunta soou muito estranho aos discípulos e ao povo. Pedro, o mais rápido em falar disse: - Senhor, não é possível crer no que dizes. Uma multidão está ao teu redor te comprimindo, querendo chegar perto, querendo te tocar e o Senhor pergunta "Quem me tocou"?
Obviamente Jesus sabia quem O havia tocado. Jesus é Deus e como Deus é onisciente. Mas Jesus queria fazer algo mais por aquela mulher. Se a sociedade a rejeitava pela doença que ela tinha, se a considerava impura por ter como sintoma uma hemorragia crônica, ela precisava de uma restauração social.
Ainda tremendo ao perceber o que tinha acontecido, a mulher veio e prostrou-se aos pés de Jesus, contando-lhe o lhe havia ocorrido. Amorosa e ternamente, como um pai falaria com seu filho, Jesus lhe disse: — Filha, a tua fé te curou! Vai em paz e fica curada da tua doença. Jesus desejou lhe dar a restauração física. Publicamente ela manifestou fé em Jesus, publicamente Jesus anunciou sua cura.
Somos seres sociais. Não vivemos somente para nós. Precisamos dessas relações interpessoais para completar nossa existência. Esposa, marido, filhos, amigos, irmãos, pais, mães, vizinhos, colegas de trabalhos, vendedores, produtores, motoristas, todos compõe nossa esfera de relacionamentos interpessoais e não podemos nos isolar deles. A mulher que estivera doente sabia muito bem o que era estar isolada.
A comunidade daquela mulher sabia do seu mal, conhecia sua dor. Não conhecia a solução, mas o problema conhecia bem. Para que ela pudesse voltar ao convívio social, do qual estava afastada havia tanto tempo, o povo precisava saber que, de fato, ela estava curada. Para libertá-la do constrangimento de ser impedida de entrar em lugares, de falar com pessoas, de ir à igreja, Jesus fez a pergunta para que todos pudessem ouvir a resposta. Então, quando ela voltou para assumir que foi ela quem O tocou, Jesus pôde falar livre e publicamente: "Filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e se curada deste mar'.
Sabem, nenhum gesto fica despercebido pelo Deus do Céu. NEle sempre haverá poder para solucionar impossibilidades. Tudo o que sentimos, o que desejamos e o que fazemos passa pelo olhar misericordioso do Deus eterno. O poder de Jesus na vida faz isso; traz restauração física, social e emocional. Jesus queria devolver àquela mulher a capacidade de movimentos, de locomoção, de atividade e a restauração física lhe deu isso. Mas Jesus foi além. Deu também a capacidade de amar e ser amada, respeitada, a possibilidade de viver em família e de voltar a adorar a Deus em comunidade.
Agora sim, sua vida poderia voltar ao normal. Poderia começar uma nova vida! Nossa! Que transformação em um único toque!
CONCLUSÃO
Deus quer restaurar-nos completamente Restaurar-nos fisicamente, socialmente e espiritualmente. Necessita¬mos tocar em Jesus. Temos um Deus único que não é Deus de multidões, mas de indivíduos. Vê cada um distintamen¬te, conhece as impossibilidades e dores e socorre a cada um, conforme as suas necessidades.
Muitos naquela multidão tocaram em Jesus e não foram curados. Por quê? Ainda hoje, em nossos dias, mui¬tos aprendem sobre Jesus, estudam Sua Palavra, O respei¬tam mas não são transformados.Por quê?
" Porque a cura ou a transformação, a mudança de vida, de rumo só ocorre mediante confiança real, fé legíti¬ma nEle e não mediante mero contato com Seu evangelho, com Sua igreja, com Sua história. Hoje as pessoas conhecem muito sobre muitas coisas e pouco conhecem de Deus. Je¬sus corresponde àqueles que correspondem a Ele de modo real. O toque de Cristo não transformará a todos, somente aos que desejarem ardentemente. Aqueles que se deixarem atrair por Cristo serão infinitamente ajudados".
No poder de Deus o toque divino suaviza qualquer tipo de dor, reverte qualquer situação e não há miséria hu¬mana que não possa ser aliviada pelo toque do Senhor.
Em I Pedro 5:7 lemos o convite: "Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade porque Ele tem cuidado de vós". Jesus está disposto a oferecer a cura de que necessitamos. Seu toque de amor toca nossa alma e nos cura, toca nosso coração e nos transforma, toca nossa vida e a restaura, toca nossa fé e a faz crescer, toca nossa mente e a faz entender Suas verdades e Seu amor.
Jesus está disposto a vir onde você está. Está esperando seu lançar-se sobre Ele e você pode ter a certeza que teve Davi: Ele sabe tudo a nosso respeito e por isso pode nos socorrer.
Ao irmos a Jesus é como se estivéssemos dizendo: Senhor, Tu sabes que desejo ser bom. Tu sabes o quanto desejo ter meu caráter transformado, minhas vontades sujeitas à Tua vontade. Só o Senhor vê o coração, vê as intenções, então Te suplico - olhe lá dentro de mim e me ajude a mudar o que não consigo. Tenho fé suficiente para crer, mas sou fraco demais para mudar. Restaura minha vida, pela Tua graça! Eu Te aceito e Te louvo por tão grande amor!
A vida é uma constante busca e uma grande tentativa de ser feliz, mas, só há um lugar onde podemos encontrar a verdadeira felicidade - aquela que motiva a vida e anima o espírito: aos pés de Jesus. Esta é a grande verdade, pois o ser se renova e reforma a cada manhã, ao encontrarmos o Senhor. Pela comunhão, pela contemplação e pela obediência somos transformados. O toque da fé nos leva a uma maior relação de amparo e amor, uma compreensão maior da necessidade da presença do salvador na vida. Temos em Jesus nosso maior exemplo; temos em Seu amor nossa maior segurança; temos em Sua graça nossa maior certeza - a vida eterna!
Ao pedirmos: Senhor, toque minha vida, que tenhamos humildade suficiente para reconhecer que sem Cristo, a doença do pecado não tem cura. Que tenhamos fé suficiente para crer na graça perdoadora de Jesus e que o Senhor Deus nos abençoe, nos salve e cure nosso coração nos mantendo fiéis até que recebamos a transformação eterna.
Amém!
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Vagner Fidelis
Decreto dominical esta bem perto
Bento XVI pede união de todas as Igrejas cristãs
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Bento XVI anunciou que assistirá amanhã à cerimônia ecumênica presidindo as solenes vésperas na Basílica de São Paulo Extramuros, no encerramento da Semana de Oração para a União dos Cristãos, que coincide com a conversão de são Paulo.
"A Igreja é concebida como o corpo, do qual Cristo é a cabeça, e forma com Ele um uno", acrescentou o papa, citando São Paulo: "Todos fomos batizados mediante um só espírito em um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou libertos, e todos saciamos nossa sede espiritual".
Graças aos carismas, "a Igreja se apresenta como um organismo rico e vital, não uniforme, fruto do único Espírito Santo que conduz todos a uma unidade profunda, assumindo as diferenças sem aboli-las e realizando uma união harmoniosa", disse.
Portanto, é justo em Cristo e no espírito que a Igreja é una e santa, o que é uma íntima comunhão que supera a capacidade humana e a sustenta, afirmou o pontífice.
O papa lembrou a figura de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas e da imprensa católica, cuja memória litúrgica é celebrada hoje e a relacionou com a mensagem que enviou ontem aos sacerdotes para que divulgassem o evangelho pela internet.
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