Data de publicação: 2003-05-19
Notável progresso entre a Igreja católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas
O grupo misto de trabalho celebrou sua IV sessão plenária
CIDADE DO VATICANO, 19 de maio de 2003 (ZENIT.org).- O grupo misto de trabalho (GMT) da Igreja católica e do Conselho Ecumênico das Igrejas (CEC) constatou um «notável progresso» no estudo das «implicações eclesiásticas do Batismo», «a natureza e o objetivo do diálogo ecumênico» e «a participação da Igreja católica nos Conselhos Nacionais e Regionais das Igrejas». Assim se desenvolveu a quarta sessão plenária que celebrou o GMT em Bari (Itália) de 5 a 11 de maio de 2003 para analisar as atividades levadas a cabo desde seu último encontro, segundo o comunicado difundido esta segunda-feira pela sala de imprensa da Santa Sé. Os textos sobre os três temas principais de discussão, acima mencionados, foram reunidos em um esboço mais amplo que deverá ser apresentado na próxima reunião plenária para introduzir correções a fim de incluí-lo no Informe Final que o GMT apresentará na próxima assembléia plenária do CEC e ao Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos. Durante o encontro concluído recentemente, o CEC informou, entre outros assuntos, sobre os resultados da Comissão Especial sobre as Relações com as Igrejas Ortodoxas e acerca da próxima Conferência sobre a Missão Mundial e a Evangelização. Por sua parte, os representantes da Igreja Católica apresentaram um amplo estudo sobre o estado do diálogo e das relações bilaterais com ortodoxos, anglicanos, luteranos, metodistas, reformados, mennonitas, pentecostais e discípulos de Cristo, assim como das consultas com os adventistas do Sétimo Dia e os evangélicos. Também foi apresentada uma atualização relativa às formas em que as Igrejas e comunidades eclesiais estão se empenhando e colaboram na «Década para vencer a violência». «O GMT --informa o comunicado-- reafirmou seu compromisso para sustentar esta importante iniciativa ecumênica». Em cada dia da reunião plenária foram celebradas as orações da manhã e da tarde segundo as diferentes tradições das Igrejas e comunidades eclesiais representadas no Grupo Misto de Trabalho. Seus membros participaram também da celebração do traslado das relíquias de São Nicolas ao porto de Bari, presidida pelo arcebispo Francesco Cacucci; este sublinhou a força da devoção popular a São Nicolas, venerado pelos cristãos do Oriente e do Ocidente. A próxima sessão plenária do grupo misto de trabalho da Igreja católica e o Conselho Ecumênico das Igrejas acontecerá de 6 a 13 de maio de 2004.
http://www.zenit.org/portuguese/
2003-05-19
Conselho de Igrejas impõe limites à evangelização
Conselho de Igrejas impõe limites à evangelização
A recente reunião do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizado em Toulouse, França, nos dias 8 e 12 de agosto, reuniu cerca de 30 representantes das igrejas Católica, Protestantes, Ortodoxa além de outros teólogos. O objetivo do encontro foi estabelecer um código de conduta comum para conquistar fiéis, ou seja, impor limites ao proselitismo. Segundo o conselho, o código pode amenizar tensões entre as religiões, especialmente líderes islâmicos, que consideram apóstatas os mulçumanos que se convertem.A presença de representantes evangélicos e protestantes no encontro foi vista pela CMI como um fator positivo. Segundo reportagem divulgada pela Reuters, as duas correntes que se destacam pelo proselitismo, são acusadas de tirarem membros de outras denominações, especialmente da América Latina, África e Ásia.As decisões do Conselho, ainda não foram divulgadas na mídia, mas, já causam divergências entre filósofos, teólogos e sociólogos. O doutor em teologia bíblica e professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Rodrigo Silva, afirma que a medida é um desrespeito a liberdade de consciência.Silva, também esclarece que embora a palavra proselitismo tenha uma conotação negativa para o Conselho, o sentido original da palavra é aproximar-se de alguém com a finalidade de “ganhá-la”. Ele disse que foram os judeus os primeiros a usarem a palavra proselitismo no sentido de ir até o outro, a fim de atraí-lo e querer partilhar com ele a felicidade que julga ter. “Todas as religiões temem usar ou admitir proselitismo, mas quase todas gostam de recebem novos adeptos”. O filósofo, teólogo em ciência da religião e ouvidor da PUC de São Paulo, Fernando Altemeyer, avalia como positivo o código de conduta da CMI. Segundo ele, é bom que aconteçam códigos de relacionamento e conduta ética e moral. “Já dizia o iminente teólogo Hans Küng, que o futuro da paz, em nosso planeta, passa pela paz entre todas as religiões do mundo”, declara.Segundo o doutor em ciências sociais e pesquisador em sociologia da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Edin Abumanssur, somente as igrejas que vêm perdendo membros têm interesse nesse tipo de política. “O código de conduta surtirá afeito apenas entre as denominações mais moderadas que não têm uma prática agressiva de evangelização”, salienta.Embora o conselho das igrejas não revele quem está por trás da medida, Silva assegura que a campanha para estabelecer um código de conduta para as religiões, surge das denominações que há muito tempo não sabem o que significa crescimento de igreja. “Admito que haja proselitismos baseado na falta de ética, mas isso não deve ser motivo para impor limites às práticas evangelísticas”, confessa. Já Altemeyer, acredita que a medida será capaz de solucionar os conflitos entre as religiões. “Um código de conduta completo que possui uma referência ética, certamente, ao limitar espaço para o trabalho de evangelização, contribuirá para evitar conflitos”, assegura. Abumanssur acredita que o projeto além de ser inócuo não vai afetar em nada a sociedade nem tampouco as igrejas.
Moabe Giudice
http://www.igrejaunasp.org.br/noticias/26.htm
A recente reunião do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), realizado em Toulouse, França, nos dias 8 e 12 de agosto, reuniu cerca de 30 representantes das igrejas Católica, Protestantes, Ortodoxa além de outros teólogos. O objetivo do encontro foi estabelecer um código de conduta comum para conquistar fiéis, ou seja, impor limites ao proselitismo. Segundo o conselho, o código pode amenizar tensões entre as religiões, especialmente líderes islâmicos, que consideram apóstatas os mulçumanos que se convertem.A presença de representantes evangélicos e protestantes no encontro foi vista pela CMI como um fator positivo. Segundo reportagem divulgada pela Reuters, as duas correntes que se destacam pelo proselitismo, são acusadas de tirarem membros de outras denominações, especialmente da América Latina, África e Ásia.As decisões do Conselho, ainda não foram divulgadas na mídia, mas, já causam divergências entre filósofos, teólogos e sociólogos. O doutor em teologia bíblica e professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, Rodrigo Silva, afirma que a medida é um desrespeito a liberdade de consciência.Silva, também esclarece que embora a palavra proselitismo tenha uma conotação negativa para o Conselho, o sentido original da palavra é aproximar-se de alguém com a finalidade de “ganhá-la”. Ele disse que foram os judeus os primeiros a usarem a palavra proselitismo no sentido de ir até o outro, a fim de atraí-lo e querer partilhar com ele a felicidade que julga ter. “Todas as religiões temem usar ou admitir proselitismo, mas quase todas gostam de recebem novos adeptos”. O filósofo, teólogo em ciência da religião e ouvidor da PUC de São Paulo, Fernando Altemeyer, avalia como positivo o código de conduta da CMI. Segundo ele, é bom que aconteçam códigos de relacionamento e conduta ética e moral. “Já dizia o iminente teólogo Hans Küng, que o futuro da paz, em nosso planeta, passa pela paz entre todas as religiões do mundo”, declara.Segundo o doutor em ciências sociais e pesquisador em sociologia da religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), Edin Abumanssur, somente as igrejas que vêm perdendo membros têm interesse nesse tipo de política. “O código de conduta surtirá afeito apenas entre as denominações mais moderadas que não têm uma prática agressiva de evangelização”, salienta.Embora o conselho das igrejas não revele quem está por trás da medida, Silva assegura que a campanha para estabelecer um código de conduta para as religiões, surge das denominações que há muito tempo não sabem o que significa crescimento de igreja. “Admito que haja proselitismos baseado na falta de ética, mas isso não deve ser motivo para impor limites às práticas evangelísticas”, confessa. Já Altemeyer, acredita que a medida será capaz de solucionar os conflitos entre as religiões. “Um código de conduta completo que possui uma referência ética, certamente, ao limitar espaço para o trabalho de evangelização, contribuirá para evitar conflitos”, assegura. Abumanssur acredita que o projeto além de ser inócuo não vai afetar em nada a sociedade nem tampouco as igrejas.
Moabe Giudice
http://www.igrejaunasp.org.br/noticias/26.htm
Assembléia do Concílio Mundial de Igrejas observada por Adventistas
Desde a primeira Assembléia do Concílio Mundial de Igrejas em 1948, a IASD tem cuidadosamente monitorado os eventos e tendências neste que é o maior movimento cristão inter-denominacional, embora tenha escolhido firmemente não aderir ou colaborar de forma ativa nos esforços do CMI para promover a unidade cristã. Os observadores adventistas têm estado presentes na maioria das Assembléias do CMI, promovidas a cada sete anos para moldar os planos e estratégias da organização.Na semana passada, três líderes adventistas estiveram em Porto Alegre, Brasil, local da 9ª. Assembléia do CMI, de 14 a 23 de fevereiro. O Dr. John Graz, diretor de Relações Públicas e Liberdade religiosa da Associação Geral, o Dr. Eugene Hsu, vice-presidente da Associação Geral; e o Dr. Bill Knott, editor associado da Adventist Review [Revista Adventista Norte-Americana]; compareceram às sessões, conferências à imprensa, e diálogos para aprenderem mais sobre os objetivos e planos do CMI, especialmente aqueles que podem ter algum impacto na fé e testemunho adventistas.Reportagens no web site da Adventist Review (http://adventistreview.org/article.php?id=369), enviadas a partir da Assembléia do CMI, foram atualizadas diariamente, e um relatório conclusivo pelos Doutores Graz e Knott será publicado tanto de forma impressa quanto naquele web site. Por favor, observe que os artigos preparados pelo time do CMI, e aqui publicado, está sendo oferecido para informação somente e não necessariamente representa pontos de vista ou crenças dos líderes adventistas presentes à Assembléia do CMI, os da Associação Geral, ou da Adventist Review.O Dr. Bert Beach, por muito tempo diretor de Relações Públicas e Liberdade religiosa da Associação Geral e observador das Assembléias e diálogos do CMI por quatro décadas, ofereceu a seguinte é útil explicação sobre a relação da IASD com o Concílio Mundial de Igrejas:"A Igreja Adventista do Sétimo Dia subiu ao palco da história – assim crêem firmemente os adventistas – em resposta ao chamado de Deus. Os adventistas acreditam, sem qualquer orgulho ou arrogância, que o Movimento Adventista representa o instrumento divinamente apontado para a proclamação organizada do "evangelho eterno", a última mensagem de Deus, discernida a partir do ponto de vista profético privilegiado de Apocalipse 14 e 18. À luz focalizada desta compreensão profética, a Igreja Adventista do Sétimo Dia considera-se o movimento "ecumênico" escatológicamente orientado do Apocalipse. Ela começa chamando para for a os filhos de Deus dos corpos eclesiásticos "caídos" que formarão de maneira crescente oposição religiosa organizada aos propósitos de Deus. Além do chamado para sair para for a há um chamado positico para dentro de um movimento unido e mundial – ou seja, ecumênico - caracterizado pela "fé em Jesus" e "guarda dos mandamentos de Deus" (Apoc. 14:12). No Concílio Mundial de Igrejas a ênfase é primeiramente para todos "entrarem para dentro" para uma comunidade de igrejas e então, esperançosa e gradualmente, "sair para fora" da desunião corporativa. No Movimento Adventista a ênfase é primordialmente "sair para fora" da desunião e confusão de Babilônia e então imediatamente "entrar para dentro" da comunidade de união, verdade, e amor dentro da família mundial adventista".[Seventh-day Adventists and the Ecumenical Movement," (panfleto), Review and Herald Publishing Association, 1985].Beach provê um útil resumo da estratégia que a igreja tem mantido por mais de 50 anos concernente ao CMI: "Geralmente, pode ser dito que enquanto a IASD não completamente condena o movimento ecumênico e sua principal manifestação organizacional, o CMI, ela tem sido crítica em relação a vários aspectos e atividades. Poucos desejariam negar que o ecumenismo tem tido propósitos louváveis e algumas influências positivas. Seu maior objetivo é a unidade cristã visível. Nenhum adventista pode se opor à unidade pela qual o próprio Cristo orou. O movimento ecumênico tem promovido relações inter-denominacionais cordiais com mais diálogos e menos crítica violenta e ajudou a remover preconceitos infundados. Contudo, no geral, as perdas tendem a pesar mais que os benefícios".Porto Alegre, Brasil, 28/fev/06 - Por BILL KNOTT - Tradução OEstadio.com
http://www.oestadio.com/noticia.php?noticia=214
2008-09-06
http://www.oestadio.com/noticia.php?noticia=214
2008-09-06
Adventistas são Atacados no México
> Adventistas são Atacados no México
> Comitan, Chiapas, México .... [Armando Miranda/ANN]
> -------------------------------------------------------
> Cinqüenta Adventistas dos Sétimo Dia foram atacados e expulsos da
> cidade de Justo Sierra em Chiapas, México. Alguns foram gravemente
> feridos,diz Samuel Castellanos, presidente da Igreja Adventista do
> Sétimo Dia em Chiapas. Os membros da igreja foram levados para fora
> da cidade porque se recusaram a trabalhar no Sábado ao invés de
> preparar a cidade para as festividades religiosas locais, explica
> Castellanos, e porque os Adventistas não ajudariam a comprar bebidas
> alcoólicas para serem servidas nas festividades. Também foram
> expulsas de Justo Sierra outras 16 famílias que eram membros da
> igreja Pentecostal local.
>
> Por mais de uma década, tem havido difícil relacionamento entre
> Protestantes e a predominantemente maioria indígena Católica Romana
> em Chiapas. A Compass News Service relatou que em 23 de fevereiro um
> culto na igreja Adventista foi interrompido por outros membros do
> vilarejo que bateram nos membros com varas e punho.
>
> Castellanos diz que líderes locais na Central de Chiapas estão
> conversando com oficiais do governo para assegurar que os direitos
> humanos das famílias expulsas possam ser respeitados. Negociações
> para a volta em segurança dos Adventistas para seus lares estão
> andando bem, ele diz.
>
> Até que voltem, os que foram expulsos de Justo Sierra estão num
> auditório próximo a Las Margaritas. A igreja Adventista está provendo
> alimento e necessidades básicas.
>
> "Nossos irmãos e irmãs estão bastante corajosos e confiantes em
> Deus", diz Castellanos. "Eles estão mais prontos para morrer que para
> negar sua fé", ele acrescenta.
>
> O incidente em Justo Sierra é o ultimo de uma série de ações tomadas
> contra Protestantes em Chiapas. Em 12 de março, 12 famílias
> adventistas estavam entre os 72 protestantes expulsos da vila Plan de
> Ayala porque não concordaram em participar dos eventos religiosos da
> comunidade.
Recebido por email, em 20/03/2001-03-30
> Comitan, Chiapas, México .... [Armando Miranda/ANN]
> -------------------------------------------------------
> Cinqüenta Adventistas dos Sétimo Dia foram atacados e expulsos da
> cidade de Justo Sierra em Chiapas, México. Alguns foram gravemente
> feridos,diz Samuel Castellanos, presidente da Igreja Adventista do
> Sétimo Dia em Chiapas. Os membros da igreja foram levados para fora
> da cidade porque se recusaram a trabalhar no Sábado ao invés de
> preparar a cidade para as festividades religiosas locais, explica
> Castellanos, e porque os Adventistas não ajudariam a comprar bebidas
> alcoólicas para serem servidas nas festividades. Também foram
> expulsas de Justo Sierra outras 16 famílias que eram membros da
> igreja Pentecostal local.
>
> Por mais de uma década, tem havido difícil relacionamento entre
> Protestantes e a predominantemente maioria indígena Católica Romana
> em Chiapas. A Compass News Service relatou que em 23 de fevereiro um
> culto na igreja Adventista foi interrompido por outros membros do
> vilarejo que bateram nos membros com varas e punho.
>
> Castellanos diz que líderes locais na Central de Chiapas estão
> conversando com oficiais do governo para assegurar que os direitos
> humanos das famílias expulsas possam ser respeitados. Negociações
> para a volta em segurança dos Adventistas para seus lares estão
> andando bem, ele diz.
>
> Até que voltem, os que foram expulsos de Justo Sierra estão num
> auditório próximo a Las Margaritas. A igreja Adventista está provendo
> alimento e necessidades básicas.
>
> "Nossos irmãos e irmãs estão bastante corajosos e confiantes em
> Deus", diz Castellanos. "Eles estão mais prontos para morrer que para
> negar sua fé", ele acrescenta.
>
> O incidente em Justo Sierra é o ultimo de uma série de ações tomadas
> contra Protestantes em Chiapas. Em 12 de março, 12 famílias
> adventistas estavam entre os 72 protestantes expulsos da vila Plan de
> Ayala porque não concordaram em participar dos eventos religiosos da
> comunidade.
Recebido por email, em 20/03/2001-03-30
ADVENTISTAS REACCIONAN A LA CUMBRE DEL MILENIO
Cumbre del Milenio: "Las acciones son más importantes que las palabras"
September 13, 2000
Nueva York, Estados Unidos .... [ANN Staff]
"Las acciones son más importantes que las palabras", dice el Dr. Jonathan Gallagher,
el enlace de los Naciones Unidas para la Iglesia Adventista del Séptimo día,
observando la reciente reuniòn de líderes mundiales en la sede principal de los
Naciones Unidas en Nueva York.
"La Cumbre del Milenio realizada entre el 6 al 8 de septiembre dio una oportunidad a
más de 180 jefes de estado para dirigirse unos a otros y al mundo en una gama
amplia de asuntos", informa Gallagher, "pero la verdadera importancia de este único
evento reside en lo que realmente se ha cumplido, en lugar de los buenos discursos.
Por esta razón nosotros creemos que el compromiso con los derechos humanos y la
libertad religiosa es mejor demostrada por aquellos países que usaron la Cumbre para
firmar y ratificar tratados y convenciones mas bien que mostrar una gran cantidad
de brillo oratorio".
Más de 80 países se comprometieron a endosar una gama amplia de tratados, como
fue recomendado por el Secretario General de las Naciones Unidas Kofi Annan. Se
propuso un "Grupo central" de 25 tratados multilaterales, incluyendo 13 sobre los
derechos humanos, así como otros sobre los refugiados, la justicia delictiva, el
desarme, y el medioambiente.
"La ola de firmas significa que ahora muchos más países han declarado su
compromiso con los derechos humanos y las libertades religiosas, así que ellos
pueden ahora ser declarados responsables de cualquier violación", dice Gallagher. "El
departamento de Relaciones Públicas y de Libertad Religiosa de la Iglesia Adventista
continuará supervisando todos los países por violaciones, especialmente en lo que
respecta a la discriminación religiosa e intolerancia, y proporciona la documentación
en nuestro Informe Mundial anual sobre Libertad Religiosa".
Más de 700 reuniones entre los estados se efectuaron durante la Cumbre,
manteniendo la oportunidad para el diálogo y la comprensión mutua.
"Nosotros vemos esta Cumbre como una oportunidad única para los estados de
comprometerse con los principios de la verdad y la justicia, así como para establecer
las diferencias entre ellos. Los habitantes del mundo requieren liderazgo sabio y
valeroso, y depende de los líderes mundiales no defraudar tales esperanzas ", agrega
Gallagher .
La Cumbre concluyó con una resolución que promueve la democracia, apoya los
derechos humanos, y compromete a los líderes mundiales a terminar las guerras.
Específicamente, la resolución llama a los gobiernos y agencias a reducir a la mitad la
cantidad de quienes se mantienen vivo con menos de $1 dólar por día, y a hacer
universalmente disponible la educación escolar primaria para cada niño. También
hace un llamado para detener la dispersión de enfermedades como el SIDA y la
malaria, y que el número de personas que no tienen el acceso al agua potable se
reduzca en un 50 por ciento.
http://pub6.ezboard.com/fforosjesusvienenoticiasdereliginnuevoordenmundial.showMessage?topicID=123.topic
September 13, 2000
Nueva York, Estados Unidos .... [ANN Staff]
"Las acciones son más importantes que las palabras", dice el Dr. Jonathan Gallagher,
el enlace de los Naciones Unidas para la Iglesia Adventista del Séptimo día,
observando la reciente reuniòn de líderes mundiales en la sede principal de los
Naciones Unidas en Nueva York.
"La Cumbre del Milenio realizada entre el 6 al 8 de septiembre dio una oportunidad a
más de 180 jefes de estado para dirigirse unos a otros y al mundo en una gama
amplia de asuntos", informa Gallagher, "pero la verdadera importancia de este único
evento reside en lo que realmente se ha cumplido, en lugar de los buenos discursos.
Por esta razón nosotros creemos que el compromiso con los derechos humanos y la
libertad religiosa es mejor demostrada por aquellos países que usaron la Cumbre para
firmar y ratificar tratados y convenciones mas bien que mostrar una gran cantidad
de brillo oratorio".
Más de 80 países se comprometieron a endosar una gama amplia de tratados, como
fue recomendado por el Secretario General de las Naciones Unidas Kofi Annan. Se
propuso un "Grupo central" de 25 tratados multilaterales, incluyendo 13 sobre los
derechos humanos, así como otros sobre los refugiados, la justicia delictiva, el
desarme, y el medioambiente.
"La ola de firmas significa que ahora muchos más países han declarado su
compromiso con los derechos humanos y las libertades religiosas, así que ellos
pueden ahora ser declarados responsables de cualquier violación", dice Gallagher. "El
departamento de Relaciones Públicas y de Libertad Religiosa de la Iglesia Adventista
continuará supervisando todos los países por violaciones, especialmente en lo que
respecta a la discriminación religiosa e intolerancia, y proporciona la documentación
en nuestro Informe Mundial anual sobre Libertad Religiosa".
Más de 700 reuniones entre los estados se efectuaron durante la Cumbre,
manteniendo la oportunidad para el diálogo y la comprensión mutua.
"Nosotros vemos esta Cumbre como una oportunidad única para los estados de
comprometerse con los principios de la verdad y la justicia, así como para establecer
las diferencias entre ellos. Los habitantes del mundo requieren liderazgo sabio y
valeroso, y depende de los líderes mundiales no defraudar tales esperanzas ", agrega
Gallagher .
La Cumbre concluyó con una resolución que promueve la democracia, apoya los
derechos humanos, y compromete a los líderes mundiales a terminar las guerras.
Específicamente, la resolución llama a los gobiernos y agencias a reducir a la mitad la
cantidad de quienes se mantienen vivo con menos de $1 dólar por día, y a hacer
universalmente disponible la educación escolar primaria para cada niño. También
hace un llamado para detener la dispersión de enfermedades como el SIDA y la
malaria, y que el número de personas que no tienen el acceso al agua potable se
reduzca en un 50 por ciento.
http://pub6.ezboard.com/fforosjesusvienenoticiasdereliginnuevoordenmundial.showMessage?topicID=123.topic
Dr. Timm Confirma Envolvimento Ecumênico da IASD
Alberto Ronald Timm declarou publicamente em Cuiabá que a IASD participa das reuniões do CMI, e que é membro das igrejas ecumênicas na Alemanha e Suécia.
Em reunião com toda a liderança do Estado do Matogrosso, na Igreja Central de Cuiabá, nos dias 05,06 de abril de 2002, o Pr. Albert Ronald Timm, respondendo à questão do envolvimento da IASD com ecumenismo, diz que a Igreja participa de reuniões ecumênicas promovidas pelo CMI (Conselho Mundial de Igrejas), sendo também membro das igrejas ecumênicas na Alemanha e Suécia.
Fundado em 1948, o CMI realiza o esforço ecumênico em escala internacional. "É um instrumento que as igrejas, juntas, põem à disposição do seu Senhor, para que ele use segundo sua vontade." Guia Ecumênico, pág. 178. Mas falando mais estritamente, entendemos por movimento ecumênico as atividades de caráter sistemático, institucional e organizativo, de cunho interconfessional visando uma maior unidade visível da Igreja, supostamente para que o testemunho do evangelho possa ser crido. Assim, como bem sabemos, a finalidade do movimento ecumênico (União das Igrejas) é reunir, agrupar todas as religiões sob sua bandeira.
Por culto ecumênico, entendemos uma celebração conjunta de cristãos pertencentes a diversas denominações, com a intervenção oficial e simultânea de ministros de todas ou de algumas delas. Guia Ecumênico 21, pág. 73.
O que dizem os católicos sobre a questão do ecumenismo? "Verificando a nossa divisão, qual é o testemunho que os cristãos estão dando? Sem dúvida, a situação melhorou. Alguns padres e pastores se reúnem regularmente. Alguns participam de cultos ecumênicos e celebram casamentos ecumênicos. A troca do púlpito é algo comum." Unidade e Fraternidade, pág. 15.
O que dizem os adventistas sobre a questão do ecumenismo no livro Questions on Doctrine? “Somos unidos aos grupos denominacionais cristãos, nossos companheiros nos grandes fundamentos da fé que uma vez foi entregue aos santos.” Pág. 32.
O que dizem os jornais e revistas
“Desde 1965, tem havido anualmente diálogos entre o Concílio Mundial de Igrejas e os adventistas do sétimo dia... Desde 1968, a Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia é reconhecida por outras Igrejas denominacionais como – Família Confessional Cristã – A participação adventista na Conferencia anual das famílias confessionais do mundo tem trazido bons resultados.... A cooperação de consciência é necessária, enquanto não haja compromissos acerca de crenças, firmemente estabelecidos e objetivos religiosos” - Adventecho (periódico adventista da Alemanha) 15.02.1973.
“O Conselho Mundial de Igrejas admitiu hoje nove teólogos católicos romanos como membros em sua principal corporação teológica, a Comissão Sobre a Fé e Ordem.... Também admitidos como membros plenos foram seis representantes de outras Igrejas não membros, inclusive a Igreja Adventista do Sétimo Dia...” - New York Times [EUA], 12.07.1968
“A Igreja Adventista do Sétimo Dia é associada ao Concílio Nacional de Igrejas... Os adventistas do sétimo dia se filiaram a uma unidade do Concílio desde a sua formação em 1950.” - Letter From Nacional Council of Churches [EUA], 21.03.1960.
“Os adventistas estão trabalhando em íntima cooperação com o Concílio Ecumênico” - Tribuna Ludu [Jornal Polonês] 15.12.1967.
Um folheto publicado pelo Concílio Cristão da Zâmbia, África, mostra um rol de membros de 22 igrejas, e com uma dessas é arrolada a Igreja Adventista do Sétimo Dia. – What is CCZ? [folheto publicado pelo Concílio Cristão da Zâmbia]
“Quando os dirigentes mundiais adventistas se convenceram de que a Igreja podia realizar sua oba sem qualquer mudança em seus ensinos ou meios de sustento, cedeu às exigências governamentais de alinhar-se com as organizações protestantes.... Assim, com sentimentos mistos de ambos os lados em 24 de março de 1972 os adventistas do sétimo dia tornaram-se o quadragésimo segundo membro da Igreja de Cristo no Zaire” – Review and Herald 27.02.1975.
“Os adventistas do sétimo dia foram uma das primeiras denominações a reformar-se e a unir-se à Igreja Comunista. Outras denominações assim procederam à muito tempo, mas não todas. Foram a Igreja Evangélica, a Igreja Ortodoxa Chinesa, a primeira sob a direção do reverendo Wang, e a última sob a direção do reverendo Watchman Nee” - Haagse Courant [Jornal Holandês] 27.01.1962.
“Os adventistas foram declarados como tendo passado por um novo nascimento como organização. Foram recompensados sendo oficialmente classificados como uma Igreja reformada, a primeira na China Comunista.” - The Story of Mary Liu [livro] por Edward Hunter, pág. 222.
“Onze seminários da China Oriental se incorporaram ao Seminário Teológico de Nanking, formando o Seminário Teológico Unido Ginling, tornando-se estas distintas faculdades uma universidade. Toda sorte de fé protestante foi indiscriminadamente reunida, inclusive a adventista do sétimo dia e a apostólica” - The Black Book on Red China, Edward Hunter, pág. 66.
jose pereira de moraes jr [urso10000@gmail.com]
2008-08-19
Em reunião com toda a liderança do Estado do Matogrosso, na Igreja Central de Cuiabá, nos dias 05,06 de abril de 2002, o Pr. Albert Ronald Timm, respondendo à questão do envolvimento da IASD com ecumenismo, diz que a Igreja participa de reuniões ecumênicas promovidas pelo CMI (Conselho Mundial de Igrejas), sendo também membro das igrejas ecumênicas na Alemanha e Suécia.
Fundado em 1948, o CMI realiza o esforço ecumênico em escala internacional. "É um instrumento que as igrejas, juntas, põem à disposição do seu Senhor, para que ele use segundo sua vontade." Guia Ecumênico, pág. 178. Mas falando mais estritamente, entendemos por movimento ecumênico as atividades de caráter sistemático, institucional e organizativo, de cunho interconfessional visando uma maior unidade visível da Igreja, supostamente para que o testemunho do evangelho possa ser crido. Assim, como bem sabemos, a finalidade do movimento ecumênico (União das Igrejas) é reunir, agrupar todas as religiões sob sua bandeira.
Por culto ecumênico, entendemos uma celebração conjunta de cristãos pertencentes a diversas denominações, com a intervenção oficial e simultânea de ministros de todas ou de algumas delas. Guia Ecumênico 21, pág. 73.
O que dizem os católicos sobre a questão do ecumenismo? "Verificando a nossa divisão, qual é o testemunho que os cristãos estão dando? Sem dúvida, a situação melhorou. Alguns padres e pastores se reúnem regularmente. Alguns participam de cultos ecumênicos e celebram casamentos ecumênicos. A troca do púlpito é algo comum." Unidade e Fraternidade, pág. 15.
O que dizem os adventistas sobre a questão do ecumenismo no livro Questions on Doctrine? “Somos unidos aos grupos denominacionais cristãos, nossos companheiros nos grandes fundamentos da fé que uma vez foi entregue aos santos.” Pág. 32.
O que dizem os jornais e revistas
“Desde 1965, tem havido anualmente diálogos entre o Concílio Mundial de Igrejas e os adventistas do sétimo dia... Desde 1968, a Conferência Geral dos adventistas do sétimo dia é reconhecida por outras Igrejas denominacionais como – Família Confessional Cristã – A participação adventista na Conferencia anual das famílias confessionais do mundo tem trazido bons resultados.... A cooperação de consciência é necessária, enquanto não haja compromissos acerca de crenças, firmemente estabelecidos e objetivos religiosos” - Adventecho (periódico adventista da Alemanha) 15.02.1973.
“O Conselho Mundial de Igrejas admitiu hoje nove teólogos católicos romanos como membros em sua principal corporação teológica, a Comissão Sobre a Fé e Ordem.... Também admitidos como membros plenos foram seis representantes de outras Igrejas não membros, inclusive a Igreja Adventista do Sétimo Dia...” - New York Times [EUA], 12.07.1968
“A Igreja Adventista do Sétimo Dia é associada ao Concílio Nacional de Igrejas... Os adventistas do sétimo dia se filiaram a uma unidade do Concílio desde a sua formação em 1950.” - Letter From Nacional Council of Churches [EUA], 21.03.1960.
“Os adventistas estão trabalhando em íntima cooperação com o Concílio Ecumênico” - Tribuna Ludu [Jornal Polonês] 15.12.1967.
Um folheto publicado pelo Concílio Cristão da Zâmbia, África, mostra um rol de membros de 22 igrejas, e com uma dessas é arrolada a Igreja Adventista do Sétimo Dia. – What is CCZ? [folheto publicado pelo Concílio Cristão da Zâmbia]
“Quando os dirigentes mundiais adventistas se convenceram de que a Igreja podia realizar sua oba sem qualquer mudança em seus ensinos ou meios de sustento, cedeu às exigências governamentais de alinhar-se com as organizações protestantes.... Assim, com sentimentos mistos de ambos os lados em 24 de março de 1972 os adventistas do sétimo dia tornaram-se o quadragésimo segundo membro da Igreja de Cristo no Zaire” – Review and Herald 27.02.1975.
“Os adventistas do sétimo dia foram uma das primeiras denominações a reformar-se e a unir-se à Igreja Comunista. Outras denominações assim procederam à muito tempo, mas não todas. Foram a Igreja Evangélica, a Igreja Ortodoxa Chinesa, a primeira sob a direção do reverendo Wang, e a última sob a direção do reverendo Watchman Nee” - Haagse Courant [Jornal Holandês] 27.01.1962.
“Os adventistas foram declarados como tendo passado por um novo nascimento como organização. Foram recompensados sendo oficialmente classificados como uma Igreja reformada, a primeira na China Comunista.” - The Story of Mary Liu [livro] por Edward Hunter, pág. 222.
“Onze seminários da China Oriental se incorporaram ao Seminário Teológico de Nanking, formando o Seminário Teológico Unido Ginling, tornando-se estas distintas faculdades uma universidade. Toda sorte de fé protestante foi indiscriminadamente reunida, inclusive a adventista do sétimo dia e a apostólica” - The Black Book on Red China, Edward Hunter, pág. 66.
jose pereira de moraes jr [urso10000@gmail.com]
2008-08-19
ADVENTISTAS A LA ASAMBLEA DEL MILENIO DE LA ONU
ANN Usuario No Registrado (8/13/00 12:59:03 pm)
Nueva York, Estados Unidos, 8 de agosto de 2000 --El servicio de noticias ANN informó que: "Los Adventistas del séptimo día estarán presentes como observadores en la Asamblea del Milenio de los Naciones Unidas, señalada como la reunión más grande de jefes de estado en la historia de humanidad.
El evento a realizarse entre el 6 a 8 de septiembre es la 55ava sesión de la Asamblea General de las Naciones Unidas, y la cumbre "será una oportunidad histórica para coincidir en un proceso para la revisión del rol y los desafíos que enfrentan las Naciones Unidas en el nuevo siglo", según un comunicado de prensa de las Naciones Unidas. "La ocasión del tercer milenio presenta uma oportunidad especial para la única organización global, por lo que se refiere a su número de miembros como por sus áreas de trabajo, para identificar los desafíos que enfrentará en el futuro y entrar en un ejercicio imaginativo para reforzar y fortalecer una institución única", dice Kofi Annan, Secretario General de las Naciones Unidas." 'Este evento atrae gran interés de las personas de todo el mundo', dice Jonathan Gallagher, enlace con las Naciones Unidas para la Iglesia Adventista mundial. 'Es importante que la iglesia esté allí y haga su propia contribución al más alto nivel de asuntos internacionales. Como una iglesia, mucho de nuestro trabajo práctico es apoyado por las Naciones Unidas, ya que involucra muchas áreas de gran beneficio humanitario como la educación, salud, desarrollo personal, ayuda y trabajo de socorro, los temas de las mujeres y así sucesivamente.'
El Artículo 1:3 de la Carta constitucional de las Naciones Unidas identifica uno de sus propósitos primarios: 'Para lograr la cooperación internacional en la resolución de problemas internacionales de um carácter económico, social, cultural, o humanitario, promoviendo y animando el respeto por los derechos humanos y las libertades fundamentales para todos sin distinción acerca de la raza, sexo, idioma, religión.'", concluye la noticia.
Nueva York, Estados Unidos, 8 de agosto de 2000 --El servicio de noticias ANN informó que: "Los Adventistas del séptimo día estarán presentes como observadores en la Asamblea del Milenio de los Naciones Unidas, señalada como la reunión más grande de jefes de estado en la historia de humanidad.
El evento a realizarse entre el 6 a 8 de septiembre es la 55ava sesión de la Asamblea General de las Naciones Unidas, y la cumbre "será una oportunidad histórica para coincidir en un proceso para la revisión del rol y los desafíos que enfrentan las Naciones Unidas en el nuevo siglo", según un comunicado de prensa de las Naciones Unidas. "La ocasión del tercer milenio presenta uma oportunidad especial para la única organización global, por lo que se refiere a su número de miembros como por sus áreas de trabajo, para identificar los desafíos que enfrentará en el futuro y entrar en un ejercicio imaginativo para reforzar y fortalecer una institución única", dice Kofi Annan, Secretario General de las Naciones Unidas." 'Este evento atrae gran interés de las personas de todo el mundo', dice Jonathan Gallagher, enlace con las Naciones Unidas para la Iglesia Adventista mundial. 'Es importante que la iglesia esté allí y haga su propia contribución al más alto nivel de asuntos internacionales. Como una iglesia, mucho de nuestro trabajo práctico es apoyado por las Naciones Unidas, ya que involucra muchas áreas de gran beneficio humanitario como la educación, salud, desarrollo personal, ayuda y trabajo de socorro, los temas de las mujeres y así sucesivamente.'
El Artículo 1:3 de la Carta constitucional de las Naciones Unidas identifica uno de sus propósitos primarios: 'Para lograr la cooperación internacional en la resolución de problemas internacionales de um carácter económico, social, cultural, o humanitario, promoviendo y animando el respeto por los derechos humanos y las libertades fundamentales para todos sin distinción acerca de la raza, sexo, idioma, religión.'", concluye la noticia.
Papa reúne Igrejas cristãs e pede unidade
Vaticano é sede de encontro histórico com 22 comunidades de cristãos não católicos
ASSIMINA VLAHOU
Especial para o Estado
O entusiasmo a favor da unidade dos cristãos caracterizou a cerimônia de abertura da porta santa que lotou ontem a Basílica de São Paulo, em Roma. O papa João Paulo II, em boas condições físicas e com a voz mais firme, até improvisou, agradecendo aos presentes pelos aplausos e gritos em favor da união: "Nós também podemos sair desta basílica gritando unidade, unidade, como aconteceu na comemoração eucarística de minha viagem à Romênia", disse o pontífice, visivelmente satisfeito.
Em sua homilia, o papa - vestido com solenes roupas douradas - pediu que o Jubileu do Ano 2000 seja a ocasião para dar um impulso ao diálogo ecumênico, pois "dele depende em grande parte o futuro da evangelização". O santo padre afirmou que a semana de oração pela união dos cristãos, iniciada com a cerimônia de ontem, coincidiu com a abertura da última porta santa do jubileu para evidenciar o caráter ecumênico do Ano Santo.
Rito - Pela primeira vez na História, o papa celebrou um rito com a participação de 22 representantes de igrejas e comunidades cristãs não católicas que colaboraram em vários momentos, como na proclamação dos textos e em alguns gestos rituais. Houve orações em inglês, francês e grego.
Entre os representantes não católicos estavam ortodoxos, anglicanos, luteranos, metodistas e enviados do Conselho Ecumênico de Genebra. Entre os ausentes, os reformados - isto é, as igrejas de tradição calvinista, os batistas e os adventistas -, boa parte do mundo protestante.
"A ausência é principalmente para evitar o endosso da idéia da centralidade de Roma e do papa para a fé cristã", comentou o pastor e historiador italiano valdense Paolo Ricca. "Nós não acreditamos que Roma e o papa tenham essa centralidade histórico-teológica, com todo o respeito por sua função. A cerimônia faz pensar que há um reconhecimento recíproco, mas isso não existe; é uma comunhão parcial."
Fraqueza - O papa analisa a divisão como uma fraqueza humana dos cristãos, em parte fruto de culpas de ambos os lados. E disse esperar que neste Ano Santo cada um reconheça a própria responsabilidade nas fraturas, "passo fundamental para prosseguir na recomposição da união", afirmou.
"A divisão é um escândalo para o mundo e contradiz abertamente a vontade de Cristo", declarou o papa em sua homilia. "Se soubermos renovar nossa mente e nosso coração, o diálogo em curso pode superar os limites de uma troca de idéias para se tornar uma troca de dons."
No fim da cerimônia, os monges beneditinos da Basílica de São Paulo ofereceram um almoço para cem convidados. Na mesa com o papa estavam sentados o prelado ortodoxo Athanasios, o primaz anglicano George Carey e o presidente da federação luterana Christian Krause, além de cardeais expoentes da Cúria Romana, como Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o secretário de Estado, Angelo Sodano, e o brasileiro Lucas Moreira Neves, prefeito para a Congregação dos Bispos.
FONTE: O ESTADO DE SP - 19/01/2000
ASSIMINA VLAHOU
Especial para o Estado
O entusiasmo a favor da unidade dos cristãos caracterizou a cerimônia de abertura da porta santa que lotou ontem a Basílica de São Paulo, em Roma. O papa João Paulo II, em boas condições físicas e com a voz mais firme, até improvisou, agradecendo aos presentes pelos aplausos e gritos em favor da união: "Nós também podemos sair desta basílica gritando unidade, unidade, como aconteceu na comemoração eucarística de minha viagem à Romênia", disse o pontífice, visivelmente satisfeito.
Em sua homilia, o papa - vestido com solenes roupas douradas - pediu que o Jubileu do Ano 2000 seja a ocasião para dar um impulso ao diálogo ecumênico, pois "dele depende em grande parte o futuro da evangelização". O santo padre afirmou que a semana de oração pela união dos cristãos, iniciada com a cerimônia de ontem, coincidiu com a abertura da última porta santa do jubileu para evidenciar o caráter ecumênico do Ano Santo.
Rito - Pela primeira vez na História, o papa celebrou um rito com a participação de 22 representantes de igrejas e comunidades cristãs não católicas que colaboraram em vários momentos, como na proclamação dos textos e em alguns gestos rituais. Houve orações em inglês, francês e grego.
Entre os representantes não católicos estavam ortodoxos, anglicanos, luteranos, metodistas e enviados do Conselho Ecumênico de Genebra. Entre os ausentes, os reformados - isto é, as igrejas de tradição calvinista, os batistas e os adventistas -, boa parte do mundo protestante.
"A ausência é principalmente para evitar o endosso da idéia da centralidade de Roma e do papa para a fé cristã", comentou o pastor e historiador italiano valdense Paolo Ricca. "Nós não acreditamos que Roma e o papa tenham essa centralidade histórico-teológica, com todo o respeito por sua função. A cerimônia faz pensar que há um reconhecimento recíproco, mas isso não existe; é uma comunhão parcial."
Fraqueza - O papa analisa a divisão como uma fraqueza humana dos cristãos, em parte fruto de culpas de ambos os lados. E disse esperar que neste Ano Santo cada um reconheça a própria responsabilidade nas fraturas, "passo fundamental para prosseguir na recomposição da união", afirmou.
"A divisão é um escândalo para o mundo e contradiz abertamente a vontade de Cristo", declarou o papa em sua homilia. "Se soubermos renovar nossa mente e nosso coração, o diálogo em curso pode superar os limites de uma troca de idéias para se tornar uma troca de dons."
No fim da cerimônia, os monges beneditinos da Basílica de São Paulo ofereceram um almoço para cem convidados. Na mesa com o papa estavam sentados o prelado ortodoxo Athanasios, o primaz anglicano George Carey e o presidente da federação luterana Christian Krause, além de cardeais expoentes da Cúria Romana, como Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o secretário de Estado, Angelo Sodano, e o brasileiro Lucas Moreira Neves, prefeito para a Congregação dos Bispos.
FONTE: O ESTADO DE SP - 19/01/2000
Adventistas Consideram Reivindicação Católica Não Mais do Que Tradição
Adventistas Consideram Reivindicação Católica Não Mais do Que Tradição
July 11, 2007 Silver Spring, Maryland, United States .... [Ansel Oliver/ANN]
A Igreja Católica Romana tornou clara a sua posição de que as denominações protestantes não são 'verdadeiras' igrejas, numa declaração aprovada pelo Papa Bento XVI esta semana. Líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia uniram-se a outras denominações protestantes no questionamento da declaração. [Foto: Rajmund Dabrowski/ANN]
Para quem se pergunta qual religião é a única verdadeira fé, o Vaticano uma vez mais ofereceu sua resposta tradicional. Uma declaração emitida pela Igreja Católica Romana dizendo que as denominações protestantes não são verdadeiras Igrejas está atraindo crítica de outros grupos confessionais, inclusive dos adventistas do sétimo dia, muitos declarando que os sentimentos expressos não são nada novos. O documento, aprovado pelo Papa Bento XVI em 10 de julho, declara que as comunidades protestantes "não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas de 'Igrejas' num sentido apropriado", pois lhes falta a sucessão apostólica, ou a capacidade de remontar a sua liderança até os discípulos originais de Cristo. Líderes da Igreja Adventista disseram que a declaração meramente esclareceu a posição tradicional da Igreja Católica. "Nada há de surpreeendente aqui", declarou Kwabena Donkor, diretor-associado do Instituto de Pesquisa Bíblica. "Seguindo-se ao Concílio Vaticano II, as reuniões de modernização da Igreja Católica nos anos 60, algumas pessoas tiveram a impressão de que havia algumas mudanças significativas na Igreja Católica", explicou Donkor. "Mas não se deu isso. Como adventistas do sétimo dia nosso entendimento de Igreja é completamente diferente", disse Donkor. "Não identificamos a Igreja como sendo Cristo com o papa como a cabeça". Outros líderes protestantes expressaram desapontamento com respeito ao uso da semântica pela Igreja Católica para definir a sua posição. A agência noticiosa Associated Press relatou que o bispo luterano Wolfgang Huber, o principal clérigo protestante na terra de Bento, a Alemanha, opinou que a Igreja Católica poderia ter escolhido palavras que mantivesse melhor as pontes para o atual diálogo interconfessional. Numa declaração intitulada, "Última Chance", Huber declarou que teria sido suficiente para a Igreja Católica referir-se às comunidades protestantes, não como "Igrejas no sentido aqui requerido", ou "Igreja de outro tipo", indicou a AP. "Tais declarações do Vaticano não desapontam ou afeta os adventistas", disse John Graz, diretor do Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa. Ele comentou que a Igreja Adventista sempre foi relutante em unir-se ao movimento ecumênico mas crê em unidade em espírito, unidade em fidelidade às Escrituras e unidade em amor. "Os adventistas são a favor de boas relações e liberdade religiosa para todos", concluiu Graz.
http://news.adventist.org/data/2007/06/1184170928/index.html.pt
2007-07-26
July 11, 2007 Silver Spring, Maryland, United States .... [Ansel Oliver/ANN]
A Igreja Católica Romana tornou clara a sua posição de que as denominações protestantes não são 'verdadeiras' igrejas, numa declaração aprovada pelo Papa Bento XVI esta semana. Líderes da Igreja Adventista do Sétimo Dia uniram-se a outras denominações protestantes no questionamento da declaração. [Foto: Rajmund Dabrowski/ANN]
Para quem se pergunta qual religião é a única verdadeira fé, o Vaticano uma vez mais ofereceu sua resposta tradicional. Uma declaração emitida pela Igreja Católica Romana dizendo que as denominações protestantes não são verdadeiras Igrejas está atraindo crítica de outros grupos confessionais, inclusive dos adventistas do sétimo dia, muitos declarando que os sentimentos expressos não são nada novos. O documento, aprovado pelo Papa Bento XVI em 10 de julho, declara que as comunidades protestantes "não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas de 'Igrejas' num sentido apropriado", pois lhes falta a sucessão apostólica, ou a capacidade de remontar a sua liderança até os discípulos originais de Cristo. Líderes da Igreja Adventista disseram que a declaração meramente esclareceu a posição tradicional da Igreja Católica. "Nada há de surpreeendente aqui", declarou Kwabena Donkor, diretor-associado do Instituto de Pesquisa Bíblica. "Seguindo-se ao Concílio Vaticano II, as reuniões de modernização da Igreja Católica nos anos 60, algumas pessoas tiveram a impressão de que havia algumas mudanças significativas na Igreja Católica", explicou Donkor. "Mas não se deu isso. Como adventistas do sétimo dia nosso entendimento de Igreja é completamente diferente", disse Donkor. "Não identificamos a Igreja como sendo Cristo com o papa como a cabeça". Outros líderes protestantes expressaram desapontamento com respeito ao uso da semântica pela Igreja Católica para definir a sua posição. A agência noticiosa Associated Press relatou que o bispo luterano Wolfgang Huber, o principal clérigo protestante na terra de Bento, a Alemanha, opinou que a Igreja Católica poderia ter escolhido palavras que mantivesse melhor as pontes para o atual diálogo interconfessional. Numa declaração intitulada, "Última Chance", Huber declarou que teria sido suficiente para a Igreja Católica referir-se às comunidades protestantes, não como "Igrejas no sentido aqui requerido", ou "Igreja de outro tipo", indicou a AP. "Tais declarações do Vaticano não desapontam ou afeta os adventistas", disse John Graz, diretor do Departamento de Relações Públicas e Liberdade Religiosa. Ele comentou que a Igreja Adventista sempre foi relutante em unir-se ao movimento ecumênico mas crê em unidade em espírito, unidade em fidelidade às Escrituras e unidade em amor. "Os adventistas são a favor de boas relações e liberdade religiosa para todos", concluiu Graz.
http://news.adventist.org/data/2007/06/1184170928/index.html.pt
2007-07-26
ACONTECIMENTOS - DATAS ATUAIS
Projeto que proíbe vestibulares e concursos aos sábados divide opiniões
O Projeto de Lei do Senado 261/04, que proíbe a realização de vestibulares e concursos públicos aos sábados, dividiu as opiniões dos convidados para audiência pública sobre o tema realizada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Os que defendem a proposta, apresentada pela então senadora Ana Júlia Carepa, recordaram o princípio da liberdade religiosa. Os contrários lembraram dificuldades práticas para implantar a proibição.
O principal defensor do projeto foi o assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra. Em defesa da proposta, ele recordou a existência, na Constituição, do princípio da objeção de consciência. E citou como exemplo a prestação, já regulamentada, de atividades alternativas ao serviço militar obrigatório por aqueles que se recusam a cumpri-lo por questão de consciência.
Coimbra disse não concordar apenas com a proibição da realização aos sábados de vestibulares e concursos. Em sua opinião, deveria se estabelecer, também nesse caso, uma solução alternativa. O assessor recordou ainda, "sem nenhum preconceito", que sete, dos 11 feriados nacionais de 2008, são de natureza religiosa.
- Não se pede privilégio, mas prestação alternativa - afirmou Coimbra.
O diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke, lembrou que os judeus - especialmente os "mais observantes" - não poderiam exercer nenhum tipo de trabalho aos sábados. Mesmo assim, muitas vezes precisam, por exemplo, freqüentar aulas aos sábados. Ele considerou o projeto "interessante", mas disse ser contrário a regras muito rígidas, como o horário estabelecido na proposta para a proibição da realização dos exames.
O projeto foi elogiado pelo presidente do Sistema Universal de Comunicações e Relações Institucionais da Igreja Universal do Reino de Deus, Jerônimo Alves Ferreira.
- Em nome de minha instituição, desejo manifestar meu apoio a esse projeto. Nosso país tem avançado e respeitado a pluralidade religiosa - disse Ferreira.
Após observar que o vestibular é o principal processo seletivo para o acesso às universidades, o assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Pitangueiras Avelino, disse já existir um parecer do Conselho Federal da Educação que isenta de amparo legal o abono de falta a candidatos que se ausentem de exames por convicção religiosa.
Por sua vez, o advogado Hugo Sarubbi, da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, ponderou que existem dificuldades para colocar em prática a proibição prevista no projeto. Ele questionou como se poderia permitir que um grupo de candidatos faça o mesmo exame que os demais candidatos em data diferente.
- Nossa postura não tem viés religioso. Mas essa fórmula não resolverá o problema, causará outros problemas e é vulnerável a qualquer exame de constitucionalidade. Existe ainda o argumento do risco da ditadura das minorias. A exceção não pode ser a regra - advertiu Sarubbi.
Marcos Magalhães / Agência Senado
Para Fátima Cleide, data para realização de concurso deve respeitar os direitos de todas as religiões
Proposta beneficia seguidores de crenças que reservam os sábados para atividades religiosas
Caros Amigos:
Percebam quão importante é este assunto para toda comunidade adventista.
Pedimos, por favor, orem.
Orem para que o Espírito Santo de Deus nos inspire e que atue no coração das autoridades ali presentes. Para que, se for da vontade de Deus e para sua honra e glória, este projeto avance e finalmente tenhamos de fato a prestação alternativa também na área de concursos e provas.
Contamos com seu empenho e interseção de todos.
Desde já nosso muito obrigado.
COMISSÕES / Educação17/10/2008 - 18h40
Projeto que proíbe provas aos sábados, em respeito a preceitos religiosos, será debatido em audiência pública
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza audiência pública, na próxima quarta-feira (22), para discutir projeto de lei do Senado (PLS 261/04), de autoria da ex-senadora e atual governadora do Acre, Ana Júlia Carepa, que proíbe a realização, aos sábados, de provas de concursos públicos, disciplinas curriculares e exames vestibulares promovidos pela administração pública direta e indireta, autárquica e funcional.
O projeto tem por objetivo respeitar os adventistas do sétimo dia e os seguidores de outras religiões que, de acordo com seus preceitos religiosos, dedicam os sábados exclusivamente às atividades religiosas. Também visa diminuir as demandas do Poder Judiciário com mandados de segurança impetrados para garantir a realização de provas em horários alternativos ao período compreendido entre as 18h de sexta-feira até as 18h de sábado.
A audiência pública contará com a participação do presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Amaro Henrique Pessoa Lins; do diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke; do assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Avelino; do presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, José Marioni; e do assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra.
Da Redação / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Dr. Alcides Coimbra - Assessor Jurídico & Lib. Religiosa
Dr. Alcides Coimbra
Depto Jurídico & Lib. Religiosa UCB
Seminário “Ensino Religioso e Direito à Educação no Brasil”
O seminário “Ensino Religioso e Direito à Educação no Brasil” foi realizado pela ONG Ação Educativa que, há aproximadamente um ano, vem pesquisando as formas de regulamentação do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras bem como o debate em torno desse tema tão sensível. O projeto conta com o apoio do Programa de Apoio a Projetos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva (PROSARE), que é desenvolvido pela Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), e tem como objetivo avançar na formulação e discussão sobre o ensino religioso no País, problematizando-o com base tanto no princípio da laicidade estatal como a partir do paradigma do direito humano à educação, além de promover essa discussão nas redes e movimentos que atuam em sua defesa. Tal iniciativa faz parte de uma pesquisa mais ampla que está sendo realizada também por outras organizações brasileiras no sentido de problematizar a inserção do ensino religioso nas escolas. O primeiro painel do seminário foi: “Estado Laico e o Direito ao Ensino Religioso: uma contradição?”, para o qual foram convidados o Prof. Virgilio Afonso da Silva, Professor Titular do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); a Profa. Roseli Fischmann, Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP); e o Prof. Afonso Maria Ligorio Soares, Professor de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica (PUC-USP). Na coordenação do debate esteve o Prof. Luiz Eduardo W. Wanderley, Professor do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).No período da tarde, houve uma mesa de discussão com o tema: “Os modelos de implementação do Ensino Religioso no Brasil: aportes para uma agenda de intervenções”. O foco dessa segunda parte do seminário era expor o relatório parcial da pesquisa realizada pela equipe do Programa Ação na Justiça e, a partir desse relatório, realizou-se o debate. A apresentação do relatório foi realizada pelo Coordenador do Programa, Salomão Ximenes. Foram convidados para os comentários o Prof. Luiz Antônio Cunha, Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Coordenador do Observatório da Laicidade do Estado (OLÉ), e o Prof. Juarez Tadeu de Paula Xavier, Doutor em Ciências da Comunicação (USP) e Diretor do Curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de São Paulo. Todos os expositores e comentadores, assim como parte dos presentes, trouxeram contribuições para a discussão do tema. A pluralidade de posições e opiniões sobre o assunto foi a característica predominante de todo o seminário. Apresentaremos a seguir alguns argumentos e questões apresentados ao longo do dia de debates.O Prof. Virgilio, primeiro expositor, tomou como ponto de partida a provocação trazida no título do painel: “há uma contradição?” e formulou-a de forma um pouco diferente do proposto: “Pergunta-se se há uma contradição entre a existência de um Estado laico e a obrigação de um ensino religioso. O que está por trás dessa pergunta, consciente ou inconscientemente, é a idéia que talvez exista (e eu prefiro ao invés de falar em contradição, falar em tensão) uma situação de tensão entre valores diversos na Constituição. Isso é bastante comum. A Constituição Brasileira está repleta de valores em tensão”.O professor esclarece que a tensão situa-se entre a obrigação de oferecer ensino religioso e a necessidade, imposta ao Estado, de garantir a liberdade religiosa e não se vincular a nenhuma organização religiosa. Para o constitucionalista, o Estado brasileiro é um Estado laico e escolheu, em sua ordem constitucional, conviver com ensino religioso. Aos aplicadores do direito cabe, enquanto não houver uma modificação no dispositivo legal, encontrar uma forma de aplicação que permita a convivência harmoniosa entre esses dois preceitos. Outra ponderação trazida pelo Prof. Virgílio foi a classificação do ensino religioso como um direito subjetivo. Ele apontou que a doutrina jurídica indica que onde há um dever do Estado, pelo menos à primeira vista, há um direito subjetivo. Onde tal constatação nos levaria em relação ao ensino religioso? A conseqüência, segundo Virgílio, é que, sendo um direito subjetivo garantido constitucionalmente, ele deve ser oferecido pelo Estado. Não haveria, assim, uma liberdade para aqueles que gerem o Estado brasileiro, esses estariam presos em algumas “amarras” constitucionais, entre elas a de oferecer ensino religioso.No entendimento do Prof. Virgílio, a melhor maneira de implementar o ensino religioso é tê-lo organizado e financiado pelo Estado e ministrá-lo não-confessionalmente, podendo assim conciliar a “realização fática (do ensino religioso) com o Estado Laico e com a liberdade religiosa das pessoas”.A Professora Roseli Fischmann discordou do posicionamento apresentado pelo Prof. Virgílio, principalmente no tocante à possibilidade de conciliar o Estado laico com a necessidade de ofertar ensino religioso. Para ela, a única solução para o que considera uma verdadeira contradição é a modificação do artigo constitucional que trata do tema (art. 210, § 1º. CF): “A saída seria uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional], enquanto isso não é feito, a única possibilidade seria a escola abrir um espaço e que as religiões oferecessem [ensino religioso], avisando o horário que estariam oferecendo, fora do período regular, para não violar o direito dessas crianças e adolescentes à liberdade de serem informados com a visão de outros mundos e possibilidades.” Assim, além de afirmar a total incompatibilidade e impossibilidade de permanência do parágrafo que garante a existência do ensino religioso em nosso ordenamento, a Profa. Roseli vê uma saída diferente da apontada pelo Prof. Virgílio para o problema. Enquanto o primeiro defende que o Estado se esforce para oferecer um ensino não-confessional, a Profa. Roseli afirma que na hipótese de manutenção da ordem constitucional tal como está a melhor postura que o Estado poderia adotar seria garantir o espaço fora do horário regular para que as próprias religiões interessadas oferecessem o ensino religioso constitucionalmente previsto. O Prof. Virgílio discordou da posição nos seguintes termos: “Em relação à ocupação do espaço [nas escolas públicas], por mais que isso seja contra-intuitivo, seria melhor oferecer um curso de ensino religioso do que oferecer espaços para que as diferentes religiões e igrejas – o ocupassem. (...) Se eu simplesmente abro o espaço, quem ocupa é quem tem estrutura para ocupar.” A Profa. Roseli Fischmann aponta ainda mais um problema na forma como o ensino religioso é oferecido atualmente, a não garantia da facultatividade: “Quando ele [o ensino religioso] entra na escola pública, dentro do que existe hoje na Constituição, o que ela garante não é o ensino religioso, mas somente a opção do ensino religioso. E isso não está sendo respeitado. [O ensino religioso] Tem que ser optativo do primeiro ao último dia, a criança pode mudar de idéia, o adolescente pode mudar de idéia.”Para a Profa. a pergunta mais pertinente e que a priori deveria ser feita para discutir o tema seria: “caberia um direito ao ensino religioso: quando, onde, garantido por quem, ministrado por quem e para quem?”. Fischmann enxerga o ensino religioso como uma das faces do direito de liberdade de religião. Esse está, segundo ela, desmembrado no direito de consciência, de crença e de culto, os quais devem ser efetivamente assegurados pelo Estado. A crença é “inteiramente íntima”, faz parte do âmbito privado, das escolhas privadas. Portanto o Estado não deveria, segundo Fischmann, invadir a esfera da consciência das pessoas. Outras questões foram ainda levantadas por Fischmann: E as minorias religiosas? Como seriam contempladas? O ensino religioso é o ensino da moral? E se for, como reflete nos direitos sexuais e reprodutivos? A última apresentação do período da manhã foi a do Prof. Afonso Maria Ligorio Soares. Como estudioso das religiões e do fenômeno religioso, defende a importância do ensino religioso para formação do indivíduo, mesmo porque não compreende o motivo de se desprezar um conhecimento de tantos anos que a humanidade vem preservando. No entanto, fez a ressalva de que o termo “ensino religioso”, presente na Constituição, é equivocado, causando desconforto mesmo entre os seus defensores. “O que é o religioso desse ensino?”, questionou, pois a palavra “religião” é cabível apenas na matriz cristã. Após isso, Ligório esclareceu que o ensino religioso é, na realidade, um dos componentes da educação religiosa, que se processa na família e no meio social. Ele alertou para a diferença entre o teólogo e o cientista religioso. O primeiro é um estudioso de uma dada religião; o segundo é um estudioso do fenômeno das tradições religiosas, e seria o profissional indicado para ministrar a disciplina de ensino religioso. Ligório admitiu que a dificuldade está na “transposição didática” para os alunos. Portanto, a escolha dos conteúdos deve ser cuidadosamente realizada, sempre buscando responder como “o caldo das tradições religiosas” pode contribuir para formação dos indivíduos. Nesse sentido, destacou três modelos possíveis de ensino religioso: a) catequético-doutrinal, que é em geral o mais combatido; b) teológico, fruto do diálogo entre as igrejas e entre as religiões, com uma confessionalidade sutil; e c) da ciência das religiões, que seria desenvolvido pelos profissionais mencionados. Decisivo neste último modelo é justamente a formação do docente, ou seja, do cientista da religião. Vale destacar que para o Prof. Ligório a escolha dos conteúdos cabe exclusivamente aos encarregados da educação. Na parte da tarde, o coordenador do projeto, Salomão Ximenes, realizou uma exposição sobre a pesquisa que vem sendo desenvolvida pela Ação Educativa, pesquisa essa que estimulou a organização do seminário. Sua apresentação partiu da contextualização do tema diante das discussões contemporâneas sobre direitos humanos reprodutivos e sexuais que motivaram a iniciativa, em seguida, fez uma breve exposição de como o ensino religioso foi tratado ao longo das constituições brasileiras e das legislações federais. A partir da análise histórica, constatou: “Até aqui, é importante notar, parece haver um pêndulo no qual de um lado se coloca o fortalecimento do ensino religioso na escola pública e de outro o fortalecimento da função privada na educação, ou seja, quanto mais importante se torna a escola pública na promoção do ensino, mais pressão o Estado sofre para que em seu currículo seja garantido o ensino religioso. Essa hipótese será confirmada a partir da análise das constituições mais recentes.”.Em sua apresentação, Salomão identificou também uma tensão entre o caráter dito “supraconfessional” do ensino religioso e a necessidade de ser facultativo. A facultatividade, para ter sentido lógico no ordenamento, estaria vinculada ao oferecimento de ensino religioso confessional, o qual restringiria a liberdade de crença dos alunos que assistissem a matéria: “Diante da vedação à confessionalidade, o que justifica tornar facultativo no ensino fundamental o aprendizado de importantes aspectos das ciências e da filosofia, ainda que vinculados ao fato religioso? Assim, poder optar por não freqüentar a disciplina ensino religioso significaria omitir da formação escolar o estudo do fato religioso? O que mais justificaria, além da previsão constitucional, a presença de uma disciplina específica ao invés do tratamento da temática nos conteúdos de história, sociologia, filosofia, artes e geografia? Essas são questões de difícil resolução e que estão expressas nos embates em torno das regulamentações do ensino religioso nos entes federados. Parecem ser, no entanto, conseqüências da dura tarefa de ajustar e justificar a presença de um corpo anômalo [o ensino religioso] na Constituição de um Estado laico.”Salomão Ximenes termina sua apresentação selecionando alguns aspectos tipológicos das diferentes legislações estaduais sobre ensino religioso, tais como qual o caráter adotado (confessional, confessional sem ônus, interconfessional, supraconfessional, etc.); o conteúdo a ser ministrado; de quem é a competência para definir o conteúdo; como é a organização curricular; se há facultatividade – e a forma como ela é implementada – para alunos e professores; quais são os requisitos para a habilitação inicial e seleção dos docentes responsáveis pela matéria; em quais etapas do ensino (infantil, fundamental, médio) o ensino religioso é ministrado; como são as formas de avaliação e, por fim, se há alguma regulamentação no tocante às escolas privadas. Todos estes aspectos são regulamentados de diferentes formas nos diferentes estados. Luiz Antônio Cunha, primeiro comentador da pesquisa, se contrapôs ao viés apresentado e defendeu que a discussão do ensino religioso não fosse vista como um problema de formas jurídicas de implementação, mas um embate político, uma disputa dentro do campo religioso e inter-campos político, educacional e religioso: “Qual é o problema? Parece que é um problema jurídico, pois está na Constituição e, por isso, seria um direito; parece que o problema é a forma de implementá-lo. Isso não é um problema, a não ser que estejamos atrelados a questões formais, é preciso ter uma definição clara de qual o problema do ensino religioso no Brasil. O problema é um problema político. O problema é de disputa dentro do campo religioso e inter-campos.”.Na perspectiva do Prof. Cunha, o ensino religioso é um “enxerto” na Constituição, idéia antiqüíssima e que gera intenso conflito entre as instituições religiosas e os defensores da educação laica: “Falar de direito ao ensino religioso? Lamento, mas é o cúmulo. Temos direito à educação, mas direito ao ensino religioso nas escolas públicas? Isso foi enxertado na LDB, foi enxertado na Constituição, por causa dos grupos religiosos (...).” Também questiona a idéia de uma “concepção científica do ensino religioso”.Para ele, defensor convicto da laicidade, o fato de não haver diretrizes nacionais para a disciplina religiosa representa “uma estratégia política”, que “permite ao FONAPER estabelecer as diretrizes curriculares nacionais para o ensino religioso (...) Corolário dessa anomalia [a ausência de diretrizes nacionais] é o descarte do Conselho Nacional da posição de normatizador desse campo.” Assim, Cunha, com a análise fundada na história política brasileira, conclui que é necessário fazer uma defesa radical e intransigente do Estado Laico, sendo favorável à apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para suprimir o dispositivo constitucional que prevê a existência do Ensino Religioso. Quando questionado se seria impossível a existência de um ensino religioso não confessional, respondeu que no caso do ensino de história, sociologia, política ou antropologia das religiões, este seria possível desde que respeitados alguns aspectos: primeiramente, “que seja objeto, não de discussão do campo religioso, mas do campo educacional. Porque esta é uma discussão de currículo, da mesma maneira que se discute matemática”, além disso essa disciplina não deve receber o nome de ensino religioso, mas de “ensino sobre a religião”, devendo, ademais, ser oferecida no ensino médio. Feitas essas ponderações, caberia então avaliar se teria lugar para essa disciplina na grade curricular do ensino médio. O Prof. Juarez Tadeu de Paula Xavier, segundo e último comentador da pesquisa, iniciou sua análise a partir de algumas controvérsias apontadas na regulamentação. Nota que o próprio termo “religioso” já é insuficiente e polêmico, por diversos motivos, sendo um deles porque se distancia das tradições africanas, e assim se impossibilita a priori uma visão plural do fenômeno que prefere chamar de espiritual, transcendental. Em seguida destacou: “A primeira coisa que eu gostaria de chamar a atenção é o que denomino um problema de origem, uma contradição de origem: fazer uma reflexão sobre o Estado Laico e a possibilidade deste Estado ofertar ensino religioso. Onde se localiza a natureza desta contradição?” Para Xavier, a origem dessa contradição antecede a própria construção do Estado Republicano de 1891 (ano da Constituição). Segundo ele, o Estado Brasileiro “nasce na lógica da não possibilidade de outro projeto, de diversidade”, não apenas negando mas se contrapondo ao desenvolvimento das tradições afro-descendentes. Durante décadas de nossa história, o projeto estatal hegemônico “adota políticas e mecanismos eugênicos (...) Não é um problema acidental, é um projeto de branqueamento da população brasileira”. Coerente com isso, as crenças africanas foram tratadas como questão de saúde pública e de polícia, impossibilitando seu reconhecimento e afirmação. Alerta que o debate sobre o tema [ensino religioso] na esfera pública está, por essas razões históricas profundas, carregado de preconceito, sendo impossível neste campo o exercício da “neutralidade axiológica”. O professor faz referência ao caso da Constituição Estadual de Roraima que, quanto ao caráter do ensino religioso, estabelece ser “aconfessional com princípios bíblicos”. Esta formulação aparentemente contraditória mostra uma das várias formas de exclusão, que é considerar os preceitos bíblicos como valores universais a todas as tradições religiosas. Ressalta que normalmente os defensores de um ensino ecumênico o identificam como um ensino plural, de todas as crenças, e esquecem que o ecumenismo engloba apenas as tradições religiosas de matriz cristã, excluindo as crenças de matriz africana, por exemplo.Para o professor, é muito arriscado considerar que todas as religiões partem dos mesmos valores universais. Segundo ele existem limites para debater religião no espaço público, alguns temas – como sacrifício, imanência e transcendência – não são possíveis de serem tratados em um debate religioso, porque cada religião os interpreta de uma forma muito específica, e, por vezes, contraditória com as outras.Nesses casos, segundo Juarez, dificilmente o professor de ensino religioso ficaria a vontade para ministrar o conteúdo de diversas religiões, além do mais poderia tender para defesa da sua própria crença, mesmo sem desejar. O professor não acredita ser viável, desta forma, o magistério da disciplina do ensino religioso sem que isso implique em uma exclusão de diversas formas de encarar a religiosidade. Houve muitas intervenções da platéia, entre elas tanto posições a favor da oferta estatal do ensino religioso, quanto contra a presença dessa disciplina na sala de aula das escolas públicas. O público participante era bastante plural em relação à convicção religiosa e à atuação profissional. Professores, estudantes, militantes de movimentos sociais, pesquisadores, religiosos de diversos credos, assistiram e intervieram no debate.Um profissional que trabalha em organizações sociais que atendem crianças e adolescentes, deu o seguinte depoimento, que mostra que o problema da relação entre o Estado e as religiões não se resume ao ambiente escolar: “Não me parece que o art. 19 [que trata sobre a não vinculação do Estado com qualquer religião] esteja sendo cumprido. Tenho uma experiência pessoal que revela isso. Trabalho em um abrigo, nesse setor as ONGs católicas e maristas estão totalmente enfiadas, se aparelharam disso. (...) As crianças, em alguns casos, são acordadas com um terço. Na hora do almoço, têm que rezar o pai-nosso. Quando eu perguntei por que as pessoas tinham que rezar tal oração, a resposta que recebi foi que o pai-nosso é uma oração universal.”Nas escolas públicas ou em outras instituições públicas, a relação entre Religião e Estado deve ser discutida, se quisermos de fato ver realizados os princípios da laicidade e da liberdade religiosa. O seminário realizado no dia 19 de agosto foi, de fato, um momento importante para esta reflexão e, sem dúvidas, colaborará para a continuidade do trabalho desenvolvida pela Ação Educativa. Se ainda restam dúvidas sobre qual seja a melhor maneira de abordar este tema tão controverso, temos certeza que ampliar o debate, tocar em pontos polêmicos, colocar o tema em discussão é, em si, uma atitude positiva.
De uma olhada no que está acontecendo no mundo.
As profecias estão se cumprindo...estejam atentos!
Na Croácia foi aprovada uma lei que entrará em vigor no dia 1o de janeiro do próximo ano (vejam a notícia da ABC News http://abcnews.go.com/International/wireStory?id=5378375). Esse texto diz:
'O Parlamento Croata aprovou uma lei que obriga os estabelecimentos comerciais a fecharem suas portas aos domingos, numa conseção à Igreja Católica.'
Na Índia, cristão e adventistas estão sendo massacrados, as igrejas e cerca de 4.000 residências foram queimadas (http://www.portaladventista.net/mundo/) muitas pessoas estão sendo assassinadas publicamente.
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int230421,0.htm
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int233052,0.htm
leia o relato de um pastor adventista indiano:
Meu amor e saudações a todos os meus queridos amigos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, protetor de minha vida e família da morte. Aqui é Raj, seu amigo da Índia, pedindo sua gentil oração pela minha família e pelas igrejas no distrito de Kandhamal(Phulbani), Estado de Orissa. Para informá-los, houve um terrível ataque às igrejas de nosso distrito. Quase todos os vilarejos cristãos foram destruídos, demolidos e queimados. Isso começou no dia 24 de agosto de 2008 e continua de mal a pior. Mais de 100 cristãos mortos, entre eles cerca de 30 pastores, foram mortos de forma brutal ou queimados vivos. Ninguém sabe quantos estão desaparecidos. Os corpos dos mortos estão espalhados nas florestas, montes e vilarejos distantes. Não há ninguém lá para enterrar os mortos. Pessoas são mortas na frente de seus familiares, esposas e filhos. Meninas são raptadas por gangues e queimadas vivas. Não tenho palavras para expressar a agonia e a dor das pessoas. Muitos livros poderiam ser escritos sobre a tristeza de seus corações partidos. Quase todas as igrejas foram arruinadas, demolidas e queimadas. Todos os vilarejos e casas cristãs estão completamente destruídos, suas propriedades foram saqueadas e todos os veículos, queimados. Milhares e milhares de pessoas pobres e inocentes, junto com suas crianças e velhos, correram para salvar suas vidas nas florestas e colinas, e mesmo ali suas vidas não estão seguras. Eles continuam sendo caçados pelos fanáticos hindus. O toque de recolher vem desde 24 de Agosto de 2008. Sem transportes, sem mercados, parece que todo o distrito está parado e morto. O último culto que realizei com os crentes de minha igreja foi no domingo do dia 24. No dia 25, recebi notícias de que atacariam a mim e à minha família, e destruiriam minha casa. Para salvar minha vida e a de minha família, deixei minha casa às 5:30 da manhã apenas com a roupa do corpo. Eu, minha esposa e meu filho de 10 anos nos abrigamos e escondemos com um amigo não-cristão. O terror estava por toda a parte em nossa pequena cidade. Com muita aflição e medo, nos abrigamos naquela casa. Assim que a noite caiu, ouvimos o som de pessoas da oposição correndo de lá para cá, gritando 'matem todos os cristãos.' Seu objetivo era matar todos os líderes e pastores. Às 12:45 da noite, recebi uma ligação de um irmão. Eles marcharam contra o prédio do meu escritório e, sem perder tempo, arrasaram minha casa com uma bomba. Confiscaram tudo e queimaram o resto das coisas, meu carro e todas as bicicletas. Então avançaram para a casa em que eu estava escondido e arrombaram a porta para pegar e matar nossa família. Graças a Deus, o dono da casa tomou uma atitude corajosa para me proteger, acabou agredido brutalmente. Na manhã seguinte, com muito medo, eu, minha esposa Purnima e meu filho Comfort corremos para a floresta para nos salvar. Minha esposa é diabética. Eu os levei para a floresta, sem sabermos para onde estávamos indo. Um pastor e sua família nos encontraram naquela floresta. Permanecemos um dia inteiro ali e, ao anoitecer, andamos mais 10km mata adentro para ficarmos a salvo. Por quase cinco dias, o Senhor, com sua mão poderosa, nos protegeu naquela floresta. As pessoas de um vilarejo cristão próximo ficaram sabendo a nosso respeito e vieram nos ajudar trazendo comida. Ficamos sabendo que a floresta também não era nada segura. Com muito cuidado, chegamos ao acampamento de ajuda. Em cada um, de 5 a 6 mil pessoas. Não havia comida nem água, só doenças por toda a parte, crianças pequenas e muitos idosos já mortos. Foi um milagre dois motoristas não-cristãos de bom coração chegarem de 60km de distância com meu primo e nos salvarem da morte Em cinco minutos, pela manhã, às 7:45, eles nos atravessaram pelo campo dos opositores que queriam minha vida. Por sua graça e mão poderosa, Ele nos salvou. Graças ao seu santo nome, chegamos a um estado vizinho. Não sei o que fazer, peço sua gentil oração por minha família e também que todos vocês sustentem nosso povo e nossas igrejas em suas orações. As pessoas perderam sua esperança, não há apoio do governo, o terror está por toda a parte. Minha oração e confiança são que somente Deus, por sua graça, pode controlar a situação de morte e agonia. Algum de vocês pode enviar meu pedido de oração ao Dr. Dhanaraj e ao Sr. Mandoza em Maui Haggai? Por favor, informem nossa condição a todo o povo de Deus para oração. Se puderem, por favor me escrevam. Obrigado, meus amigos. Essa é a realidade, dizia o irmão Mandoza, antes de deixarmos Maui (Havaí). Não sei em que condições se acham sua vida e ministério, mas amo muito, oro e tenho saudades de todos vocês. Muito obrigado por seu amor e amizade por mim no Havaí. Que Deus abençoe todos vocês. Seu irmão Pastor Raj. RK DIGAL,INDIA.
Deputados proíbem funcionamento do comércio aos domingos no Estado
Folha Vitória Foto: Divulgação/Prefeitura
A matéria determina o funcionamento somente de segunda-feira a sábado
Lojas de departamentos, de material de construção, supermercados e hipermercados instalados no Espírito Santo que funcionarem aos domingos e feriados estarão infringido a lei. É o que acontecerá caso o projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais nesta quarta-feira (10) seja sancionado pelo governador Paulo Hartung.
A matéria impõe que esse tipo de comércio abra somente de segunda-feira a sábado, das 8h às 22 horas. A desobediência às disposições da lei acarretará ao infrator a aplicação de multa no valor diário equivalente a R$ 18,1 mil. Em caso de reincidência ocorreria o fechamento administrativo do estabelecimento por 30 (trinta) dias.
A deputada Janete de Sá (PMN), autora do projeto, ampara a idéia em conceitos religiosos. "A Igreja Católica orienta que os cristãos devem cumprir os Dez Mandamentos, sendo que o terceiro deles é 'guardar domingos e festas'. O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus 'descansou' ao sétimo dia, o homem deve também 'descansar' e deixar que os outros, sobretudo os pobres, 'tomem fôlego'", justifica.
Foto: Divulgação
"Se Deus 'descansou' ao sétimo dia, o homem deve também 'descansar'"
A parlamentar ressalta ainda os benefícios que a medida trará aos trabalhadores. "E o trabalhador que é obrigado a comparecer ao trabalho fica privado do convívio familiar, não efetua vendas e não recebe pelo dia trabalhado. Essa força majoritária do setor comercial brasileiro tem amargado, quando muito, o mesmo patamar de vendas dos demais dias da semana", afirma Janete de Sá na justificativa da matéria.
A Comissão de Justiça da Assembléia deu parecer pela constitucionalidade da matéria. A de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos e a de Defesa do Consumidor e Meio Ambiente, indicaram pela aprovação. Já a Comissão de Finanças, pela rejeição do projeto, que foi aprovado em plenário pelos deputados.
O projeto, para entrar em vigor e se tornar lei, precisa ser sancionado pelo governador Paulo Hartung. O texto aprovado estipula que o prazo máximo para esta regulamentação deve ocorrer em 30 (trinta) dias, contados da data de votação.
COMENTÁRIOS do Pr. Almir de Oliveira:
Iniciativas de proibir a abertura do comércio aos domingos não são nenhuma novidade... Dentro e fora do país, essa discussão tem sido cada vez mais acalorada.
Na verdade, o que chama a atenção nessa questão do Estado do Espírito Santo é a motivação, muito mais fundamentada em aspectos religiosos que na relação quase sempre conflituosa entre capital e trabalho... Creio que esse caso nos ajuda a refletir mais profundamente no “tempo” em que estamos vivendo.
Um outro aspecto paralelo e que não aparece na superfície da questão, é a situação dos adventistas que se candidatam a cargos públicos eletivos... Quando fui Pastor no Espírito Santo, isso há 20 anos atrás no início do meu ministério, convivi com um jovem de uma de nossas igrejas que dizia ter vocação para a política. O fato é que após algumas tentativas, ele acabou sendo eleito Deputado Estadual; como já não estava por lá, pois após alguns anos acabei sendo transferido para o Rio de Janeiro, e posteriormente para São Paulo, não sei se ele cumpriu bem o seu mandato, se foi reeleito, ou até mesmo se continua militando na política.
O fato é que, pelo que estamos lendo, uma legisladora de formação católica está defendendo os interesses de sua comunidade. E quem está defendendo o direito dos adventistas à liberdade religiosa?
Não me entendam mal... Não estou defendendo que a igreja indique seus “representantes” para o meio político... Mas se um “irmão” ou “irmã” se sente vocacionado para a vida pública, porque temos que torcer o nariz, agir com indiferença ou até mesmo criticá-lo(a) por isso? E o que é mais preocupante, darmos o nosso voto para candidatos de reputação duvidosa ou de quem quase nada sabemos...
Para aqueles que estão sinceramente preocupados com a vida espiritual dos nossos irmãos políticos, quero lembrá-los de que as circunstâncias não são definidoras de comportamento... Pelo contrário, é possível dar um maravilhoso testemunho a favor de Deus, mesmo nas piores circunstâncias (ver Daniel 1, 3 e 7); e para aqueles que acham que “lutando” por preservar a liberdade religiosa estamos retardando o cumprimento da profecia, quero lembrá-los que o mesmo espírito de profecia recomenda fortemente a defesa da liberdade religiosa, até como pano de fundo para a terminação da pregação do evangelho (Mateus 24:14).
Bom, espero que como formadores de opinião em nossa comunidade religiosa, reflitamos sobre o exposto acima e com humilde oração, recebamos de DEUS a orientação para “influenciar” nossos liderados no caminho da verdade, da retidão e da justiça.
1 abraço!
Pr. Almir
O Projeto de Lei do Senado 261/04, que proíbe a realização de vestibulares e concursos públicos aos sábados, dividiu as opiniões dos convidados para audiência pública sobre o tema realizada nesta quarta-feira (22) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Os que defendem a proposta, apresentada pela então senadora Ana Júlia Carepa, recordaram o princípio da liberdade religiosa. Os contrários lembraram dificuldades práticas para implantar a proibição.
O principal defensor do projeto foi o assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra. Em defesa da proposta, ele recordou a existência, na Constituição, do princípio da objeção de consciência. E citou como exemplo a prestação, já regulamentada, de atividades alternativas ao serviço militar obrigatório por aqueles que se recusam a cumpri-lo por questão de consciência.
Coimbra disse não concordar apenas com a proibição da realização aos sábados de vestibulares e concursos. Em sua opinião, deveria se estabelecer, também nesse caso, uma solução alternativa. O assessor recordou ainda, "sem nenhum preconceito", que sete, dos 11 feriados nacionais de 2008, são de natureza religiosa.
- Não se pede privilégio, mas prestação alternativa - afirmou Coimbra.
O diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke, lembrou que os judeus - especialmente os "mais observantes" - não poderiam exercer nenhum tipo de trabalho aos sábados. Mesmo assim, muitas vezes precisam, por exemplo, freqüentar aulas aos sábados. Ele considerou o projeto "interessante", mas disse ser contrário a regras muito rígidas, como o horário estabelecido na proposta para a proibição da realização dos exames.
O projeto foi elogiado pelo presidente do Sistema Universal de Comunicações e Relações Institucionais da Igreja Universal do Reino de Deus, Jerônimo Alves Ferreira.
- Em nome de minha instituição, desejo manifestar meu apoio a esse projeto. Nosso país tem avançado e respeitado a pluralidade religiosa - disse Ferreira.
Após observar que o vestibular é o principal processo seletivo para o acesso às universidades, o assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Pitangueiras Avelino, disse já existir um parecer do Conselho Federal da Educação que isenta de amparo legal o abono de falta a candidatos que se ausentem de exames por convicção religiosa.
Por sua vez, o advogado Hugo Sarubbi, da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, ponderou que existem dificuldades para colocar em prática a proibição prevista no projeto. Ele questionou como se poderia permitir que um grupo de candidatos faça o mesmo exame que os demais candidatos em data diferente.
- Nossa postura não tem viés religioso. Mas essa fórmula não resolverá o problema, causará outros problemas e é vulnerável a qualquer exame de constitucionalidade. Existe ainda o argumento do risco da ditadura das minorias. A exceção não pode ser a regra - advertiu Sarubbi.
Marcos Magalhães / Agência Senado
Para Fátima Cleide, data para realização de concurso deve respeitar os direitos de todas as religiões
Proposta beneficia seguidores de crenças que reservam os sábados para atividades religiosas
Caros Amigos:
Percebam quão importante é este assunto para toda comunidade adventista.
Pedimos, por favor, orem.
Orem para que o Espírito Santo de Deus nos inspire e que atue no coração das autoridades ali presentes. Para que, se for da vontade de Deus e para sua honra e glória, este projeto avance e finalmente tenhamos de fato a prestação alternativa também na área de concursos e provas.
Contamos com seu empenho e interseção de todos.
Desde já nosso muito obrigado.
COMISSÕES / Educação17/10/2008 - 18h40
Projeto que proíbe provas aos sábados, em respeito a preceitos religiosos, será debatido em audiência pública
A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) realiza audiência pública, na próxima quarta-feira (22), para discutir projeto de lei do Senado (PLS 261/04), de autoria da ex-senadora e atual governadora do Acre, Ana Júlia Carepa, que proíbe a realização, aos sábados, de provas de concursos públicos, disciplinas curriculares e exames vestibulares promovidos pela administração pública direta e indireta, autárquica e funcional.
O projeto tem por objetivo respeitar os adventistas do sétimo dia e os seguidores de outras religiões que, de acordo com seus preceitos religiosos, dedicam os sábados exclusivamente às atividades religiosas. Também visa diminuir as demandas do Poder Judiciário com mandados de segurança impetrados para garantir a realização de provas em horários alternativos ao período compreendido entre as 18h de sexta-feira até as 18h de sábado.
A audiência pública contará com a participação do presidente da Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, Amaro Henrique Pessoa Lins; do diretor-executivo da Confederação Israelita do Brasil, Luiz Sérgio Steinecke; do assessor jurídico da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, Daniel Avelino; do presidente da Associação Nacional de Educação Católica do Brasil, José Marioni; e do assessor jurídico da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Alcides Coimbra.
Da Redação / Agência Senado(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Dr. Alcides Coimbra - Assessor Jurídico & Lib. Religiosa
Dr. Alcides Coimbra
Depto Jurídico & Lib. Religiosa UCB
Seminário “Ensino Religioso e Direito à Educação no Brasil”
O seminário “Ensino Religioso e Direito à Educação no Brasil” foi realizado pela ONG Ação Educativa que, há aproximadamente um ano, vem pesquisando as formas de regulamentação do ensino religioso nas escolas públicas brasileiras bem como o debate em torno desse tema tão sensível. O projeto conta com o apoio do Programa de Apoio a Projetos em Sexualidade e Saúde Reprodutiva (PROSARE), que é desenvolvido pela Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), e tem como objetivo avançar na formulação e discussão sobre o ensino religioso no País, problematizando-o com base tanto no princípio da laicidade estatal como a partir do paradigma do direito humano à educação, além de promover essa discussão nas redes e movimentos que atuam em sua defesa. Tal iniciativa faz parte de uma pesquisa mais ampla que está sendo realizada também por outras organizações brasileiras no sentido de problematizar a inserção do ensino religioso nas escolas. O primeiro painel do seminário foi: “Estado Laico e o Direito ao Ensino Religioso: uma contradição?”, para o qual foram convidados o Prof. Virgilio Afonso da Silva, Professor Titular do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP); a Profa. Roseli Fischmann, Professora Titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP); e o Prof. Afonso Maria Ligorio Soares, Professor de Ciências da Religião na Pontifícia Universidade Católica (PUC-USP). Na coordenação do debate esteve o Prof. Luiz Eduardo W. Wanderley, Professor do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).No período da tarde, houve uma mesa de discussão com o tema: “Os modelos de implementação do Ensino Religioso no Brasil: aportes para uma agenda de intervenções”. O foco dessa segunda parte do seminário era expor o relatório parcial da pesquisa realizada pela equipe do Programa Ação na Justiça e, a partir desse relatório, realizou-se o debate. A apresentação do relatório foi realizada pelo Coordenador do Programa, Salomão Ximenes. Foram convidados para os comentários o Prof. Luiz Antônio Cunha, Professor Titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Coordenador do Observatório da Laicidade do Estado (OLÉ), e o Prof. Juarez Tadeu de Paula Xavier, Doutor em Ciências da Comunicação (USP) e Diretor do Curso de Comunicação Social da Universidade Cidade de São Paulo. Todos os expositores e comentadores, assim como parte dos presentes, trouxeram contribuições para a discussão do tema. A pluralidade de posições e opiniões sobre o assunto foi a característica predominante de todo o seminário. Apresentaremos a seguir alguns argumentos e questões apresentados ao longo do dia de debates.O Prof. Virgilio, primeiro expositor, tomou como ponto de partida a provocação trazida no título do painel: “há uma contradição?” e formulou-a de forma um pouco diferente do proposto: “Pergunta-se se há uma contradição entre a existência de um Estado laico e a obrigação de um ensino religioso. O que está por trás dessa pergunta, consciente ou inconscientemente, é a idéia que talvez exista (e eu prefiro ao invés de falar em contradição, falar em tensão) uma situação de tensão entre valores diversos na Constituição. Isso é bastante comum. A Constituição Brasileira está repleta de valores em tensão”.O professor esclarece que a tensão situa-se entre a obrigação de oferecer ensino religioso e a necessidade, imposta ao Estado, de garantir a liberdade religiosa e não se vincular a nenhuma organização religiosa. Para o constitucionalista, o Estado brasileiro é um Estado laico e escolheu, em sua ordem constitucional, conviver com ensino religioso. Aos aplicadores do direito cabe, enquanto não houver uma modificação no dispositivo legal, encontrar uma forma de aplicação que permita a convivência harmoniosa entre esses dois preceitos. Outra ponderação trazida pelo Prof. Virgílio foi a classificação do ensino religioso como um direito subjetivo. Ele apontou que a doutrina jurídica indica que onde há um dever do Estado, pelo menos à primeira vista, há um direito subjetivo. Onde tal constatação nos levaria em relação ao ensino religioso? A conseqüência, segundo Virgílio, é que, sendo um direito subjetivo garantido constitucionalmente, ele deve ser oferecido pelo Estado. Não haveria, assim, uma liberdade para aqueles que gerem o Estado brasileiro, esses estariam presos em algumas “amarras” constitucionais, entre elas a de oferecer ensino religioso.No entendimento do Prof. Virgílio, a melhor maneira de implementar o ensino religioso é tê-lo organizado e financiado pelo Estado e ministrá-lo não-confessionalmente, podendo assim conciliar a “realização fática (do ensino religioso) com o Estado Laico e com a liberdade religiosa das pessoas”.A Professora Roseli Fischmann discordou do posicionamento apresentado pelo Prof. Virgílio, principalmente no tocante à possibilidade de conciliar o Estado laico com a necessidade de ofertar ensino religioso. Para ela, a única solução para o que considera uma verdadeira contradição é a modificação do artigo constitucional que trata do tema (art. 210, § 1º. CF): “A saída seria uma PEC [Proposta de Emenda Constitucional], enquanto isso não é feito, a única possibilidade seria a escola abrir um espaço e que as religiões oferecessem [ensino religioso], avisando o horário que estariam oferecendo, fora do período regular, para não violar o direito dessas crianças e adolescentes à liberdade de serem informados com a visão de outros mundos e possibilidades.” Assim, além de afirmar a total incompatibilidade e impossibilidade de permanência do parágrafo que garante a existência do ensino religioso em nosso ordenamento, a Profa. Roseli vê uma saída diferente da apontada pelo Prof. Virgílio para o problema. Enquanto o primeiro defende que o Estado se esforce para oferecer um ensino não-confessional, a Profa. Roseli afirma que na hipótese de manutenção da ordem constitucional tal como está a melhor postura que o Estado poderia adotar seria garantir o espaço fora do horário regular para que as próprias religiões interessadas oferecessem o ensino religioso constitucionalmente previsto. O Prof. Virgílio discordou da posição nos seguintes termos: “Em relação à ocupação do espaço [nas escolas públicas], por mais que isso seja contra-intuitivo, seria melhor oferecer um curso de ensino religioso do que oferecer espaços para que as diferentes religiões e igrejas – o ocupassem. (...) Se eu simplesmente abro o espaço, quem ocupa é quem tem estrutura para ocupar.” A Profa. Roseli Fischmann aponta ainda mais um problema na forma como o ensino religioso é oferecido atualmente, a não garantia da facultatividade: “Quando ele [o ensino religioso] entra na escola pública, dentro do que existe hoje na Constituição, o que ela garante não é o ensino religioso, mas somente a opção do ensino religioso. E isso não está sendo respeitado. [O ensino religioso] Tem que ser optativo do primeiro ao último dia, a criança pode mudar de idéia, o adolescente pode mudar de idéia.”Para a Profa. a pergunta mais pertinente e que a priori deveria ser feita para discutir o tema seria: “caberia um direito ao ensino religioso: quando, onde, garantido por quem, ministrado por quem e para quem?”. Fischmann enxerga o ensino religioso como uma das faces do direito de liberdade de religião. Esse está, segundo ela, desmembrado no direito de consciência, de crença e de culto, os quais devem ser efetivamente assegurados pelo Estado. A crença é “inteiramente íntima”, faz parte do âmbito privado, das escolhas privadas. Portanto o Estado não deveria, segundo Fischmann, invadir a esfera da consciência das pessoas. Outras questões foram ainda levantadas por Fischmann: E as minorias religiosas? Como seriam contempladas? O ensino religioso é o ensino da moral? E se for, como reflete nos direitos sexuais e reprodutivos? A última apresentação do período da manhã foi a do Prof. Afonso Maria Ligorio Soares. Como estudioso das religiões e do fenômeno religioso, defende a importância do ensino religioso para formação do indivíduo, mesmo porque não compreende o motivo de se desprezar um conhecimento de tantos anos que a humanidade vem preservando. No entanto, fez a ressalva de que o termo “ensino religioso”, presente na Constituição, é equivocado, causando desconforto mesmo entre os seus defensores. “O que é o religioso desse ensino?”, questionou, pois a palavra “religião” é cabível apenas na matriz cristã. Após isso, Ligório esclareceu que o ensino religioso é, na realidade, um dos componentes da educação religiosa, que se processa na família e no meio social. Ele alertou para a diferença entre o teólogo e o cientista religioso. O primeiro é um estudioso de uma dada religião; o segundo é um estudioso do fenômeno das tradições religiosas, e seria o profissional indicado para ministrar a disciplina de ensino religioso. Ligório admitiu que a dificuldade está na “transposição didática” para os alunos. Portanto, a escolha dos conteúdos deve ser cuidadosamente realizada, sempre buscando responder como “o caldo das tradições religiosas” pode contribuir para formação dos indivíduos. Nesse sentido, destacou três modelos possíveis de ensino religioso: a) catequético-doutrinal, que é em geral o mais combatido; b) teológico, fruto do diálogo entre as igrejas e entre as religiões, com uma confessionalidade sutil; e c) da ciência das religiões, que seria desenvolvido pelos profissionais mencionados. Decisivo neste último modelo é justamente a formação do docente, ou seja, do cientista da religião. Vale destacar que para o Prof. Ligório a escolha dos conteúdos cabe exclusivamente aos encarregados da educação. Na parte da tarde, o coordenador do projeto, Salomão Ximenes, realizou uma exposição sobre a pesquisa que vem sendo desenvolvida pela Ação Educativa, pesquisa essa que estimulou a organização do seminário. Sua apresentação partiu da contextualização do tema diante das discussões contemporâneas sobre direitos humanos reprodutivos e sexuais que motivaram a iniciativa, em seguida, fez uma breve exposição de como o ensino religioso foi tratado ao longo das constituições brasileiras e das legislações federais. A partir da análise histórica, constatou: “Até aqui, é importante notar, parece haver um pêndulo no qual de um lado se coloca o fortalecimento do ensino religioso na escola pública e de outro o fortalecimento da função privada na educação, ou seja, quanto mais importante se torna a escola pública na promoção do ensino, mais pressão o Estado sofre para que em seu currículo seja garantido o ensino religioso. Essa hipótese será confirmada a partir da análise das constituições mais recentes.”.Em sua apresentação, Salomão identificou também uma tensão entre o caráter dito “supraconfessional” do ensino religioso e a necessidade de ser facultativo. A facultatividade, para ter sentido lógico no ordenamento, estaria vinculada ao oferecimento de ensino religioso confessional, o qual restringiria a liberdade de crença dos alunos que assistissem a matéria: “Diante da vedação à confessionalidade, o que justifica tornar facultativo no ensino fundamental o aprendizado de importantes aspectos das ciências e da filosofia, ainda que vinculados ao fato religioso? Assim, poder optar por não freqüentar a disciplina ensino religioso significaria omitir da formação escolar o estudo do fato religioso? O que mais justificaria, além da previsão constitucional, a presença de uma disciplina específica ao invés do tratamento da temática nos conteúdos de história, sociologia, filosofia, artes e geografia? Essas são questões de difícil resolução e que estão expressas nos embates em torno das regulamentações do ensino religioso nos entes federados. Parecem ser, no entanto, conseqüências da dura tarefa de ajustar e justificar a presença de um corpo anômalo [o ensino religioso] na Constituição de um Estado laico.”Salomão Ximenes termina sua apresentação selecionando alguns aspectos tipológicos das diferentes legislações estaduais sobre ensino religioso, tais como qual o caráter adotado (confessional, confessional sem ônus, interconfessional, supraconfessional, etc.); o conteúdo a ser ministrado; de quem é a competência para definir o conteúdo; como é a organização curricular; se há facultatividade – e a forma como ela é implementada – para alunos e professores; quais são os requisitos para a habilitação inicial e seleção dos docentes responsáveis pela matéria; em quais etapas do ensino (infantil, fundamental, médio) o ensino religioso é ministrado; como são as formas de avaliação e, por fim, se há alguma regulamentação no tocante às escolas privadas. Todos estes aspectos são regulamentados de diferentes formas nos diferentes estados. Luiz Antônio Cunha, primeiro comentador da pesquisa, se contrapôs ao viés apresentado e defendeu que a discussão do ensino religioso não fosse vista como um problema de formas jurídicas de implementação, mas um embate político, uma disputa dentro do campo religioso e inter-campos político, educacional e religioso: “Qual é o problema? Parece que é um problema jurídico, pois está na Constituição e, por isso, seria um direito; parece que o problema é a forma de implementá-lo. Isso não é um problema, a não ser que estejamos atrelados a questões formais, é preciso ter uma definição clara de qual o problema do ensino religioso no Brasil. O problema é um problema político. O problema é de disputa dentro do campo religioso e inter-campos.”.Na perspectiva do Prof. Cunha, o ensino religioso é um “enxerto” na Constituição, idéia antiqüíssima e que gera intenso conflito entre as instituições religiosas e os defensores da educação laica: “Falar de direito ao ensino religioso? Lamento, mas é o cúmulo. Temos direito à educação, mas direito ao ensino religioso nas escolas públicas? Isso foi enxertado na LDB, foi enxertado na Constituição, por causa dos grupos religiosos (...).” Também questiona a idéia de uma “concepção científica do ensino religioso”.Para ele, defensor convicto da laicidade, o fato de não haver diretrizes nacionais para a disciplina religiosa representa “uma estratégia política”, que “permite ao FONAPER estabelecer as diretrizes curriculares nacionais para o ensino religioso (...) Corolário dessa anomalia [a ausência de diretrizes nacionais] é o descarte do Conselho Nacional da posição de normatizador desse campo.” Assim, Cunha, com a análise fundada na história política brasileira, conclui que é necessário fazer uma defesa radical e intransigente do Estado Laico, sendo favorável à apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) para suprimir o dispositivo constitucional que prevê a existência do Ensino Religioso. Quando questionado se seria impossível a existência de um ensino religioso não confessional, respondeu que no caso do ensino de história, sociologia, política ou antropologia das religiões, este seria possível desde que respeitados alguns aspectos: primeiramente, “que seja objeto, não de discussão do campo religioso, mas do campo educacional. Porque esta é uma discussão de currículo, da mesma maneira que se discute matemática”, além disso essa disciplina não deve receber o nome de ensino religioso, mas de “ensino sobre a religião”, devendo, ademais, ser oferecida no ensino médio. Feitas essas ponderações, caberia então avaliar se teria lugar para essa disciplina na grade curricular do ensino médio. O Prof. Juarez Tadeu de Paula Xavier, segundo e último comentador da pesquisa, iniciou sua análise a partir de algumas controvérsias apontadas na regulamentação. Nota que o próprio termo “religioso” já é insuficiente e polêmico, por diversos motivos, sendo um deles porque se distancia das tradições africanas, e assim se impossibilita a priori uma visão plural do fenômeno que prefere chamar de espiritual, transcendental. Em seguida destacou: “A primeira coisa que eu gostaria de chamar a atenção é o que denomino um problema de origem, uma contradição de origem: fazer uma reflexão sobre o Estado Laico e a possibilidade deste Estado ofertar ensino religioso. Onde se localiza a natureza desta contradição?” Para Xavier, a origem dessa contradição antecede a própria construção do Estado Republicano de 1891 (ano da Constituição). Segundo ele, o Estado Brasileiro “nasce na lógica da não possibilidade de outro projeto, de diversidade”, não apenas negando mas se contrapondo ao desenvolvimento das tradições afro-descendentes. Durante décadas de nossa história, o projeto estatal hegemônico “adota políticas e mecanismos eugênicos (...) Não é um problema acidental, é um projeto de branqueamento da população brasileira”. Coerente com isso, as crenças africanas foram tratadas como questão de saúde pública e de polícia, impossibilitando seu reconhecimento e afirmação. Alerta que o debate sobre o tema [ensino religioso] na esfera pública está, por essas razões históricas profundas, carregado de preconceito, sendo impossível neste campo o exercício da “neutralidade axiológica”. O professor faz referência ao caso da Constituição Estadual de Roraima que, quanto ao caráter do ensino religioso, estabelece ser “aconfessional com princípios bíblicos”. Esta formulação aparentemente contraditória mostra uma das várias formas de exclusão, que é considerar os preceitos bíblicos como valores universais a todas as tradições religiosas. Ressalta que normalmente os defensores de um ensino ecumênico o identificam como um ensino plural, de todas as crenças, e esquecem que o ecumenismo engloba apenas as tradições religiosas de matriz cristã, excluindo as crenças de matriz africana, por exemplo.Para o professor, é muito arriscado considerar que todas as religiões partem dos mesmos valores universais. Segundo ele existem limites para debater religião no espaço público, alguns temas – como sacrifício, imanência e transcendência – não são possíveis de serem tratados em um debate religioso, porque cada religião os interpreta de uma forma muito específica, e, por vezes, contraditória com as outras.Nesses casos, segundo Juarez, dificilmente o professor de ensino religioso ficaria a vontade para ministrar o conteúdo de diversas religiões, além do mais poderia tender para defesa da sua própria crença, mesmo sem desejar. O professor não acredita ser viável, desta forma, o magistério da disciplina do ensino religioso sem que isso implique em uma exclusão de diversas formas de encarar a religiosidade. Houve muitas intervenções da platéia, entre elas tanto posições a favor da oferta estatal do ensino religioso, quanto contra a presença dessa disciplina na sala de aula das escolas públicas. O público participante era bastante plural em relação à convicção religiosa e à atuação profissional. Professores, estudantes, militantes de movimentos sociais, pesquisadores, religiosos de diversos credos, assistiram e intervieram no debate.Um profissional que trabalha em organizações sociais que atendem crianças e adolescentes, deu o seguinte depoimento, que mostra que o problema da relação entre o Estado e as religiões não se resume ao ambiente escolar: “Não me parece que o art. 19 [que trata sobre a não vinculação do Estado com qualquer religião] esteja sendo cumprido. Tenho uma experiência pessoal que revela isso. Trabalho em um abrigo, nesse setor as ONGs católicas e maristas estão totalmente enfiadas, se aparelharam disso. (...) As crianças, em alguns casos, são acordadas com um terço. Na hora do almoço, têm que rezar o pai-nosso. Quando eu perguntei por que as pessoas tinham que rezar tal oração, a resposta que recebi foi que o pai-nosso é uma oração universal.”Nas escolas públicas ou em outras instituições públicas, a relação entre Religião e Estado deve ser discutida, se quisermos de fato ver realizados os princípios da laicidade e da liberdade religiosa. O seminário realizado no dia 19 de agosto foi, de fato, um momento importante para esta reflexão e, sem dúvidas, colaborará para a continuidade do trabalho desenvolvida pela Ação Educativa. Se ainda restam dúvidas sobre qual seja a melhor maneira de abordar este tema tão controverso, temos certeza que ampliar o debate, tocar em pontos polêmicos, colocar o tema em discussão é, em si, uma atitude positiva.
De uma olhada no que está acontecendo no mundo.
As profecias estão se cumprindo...estejam atentos!
Na Croácia foi aprovada uma lei que entrará em vigor no dia 1o de janeiro do próximo ano (vejam a notícia da ABC News http://abcnews.go.com/International/wireStory?id=5378375). Esse texto diz:
'O Parlamento Croata aprovou uma lei que obriga os estabelecimentos comerciais a fecharem suas portas aos domingos, numa conseção à Igreja Católica.'
Na Índia, cristão e adventistas estão sendo massacrados, as igrejas e cerca de 4.000 residências foram queimadas (http://www.portaladventista.net/mundo/) muitas pessoas estão sendo assassinadas publicamente.
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int230421,0.htm
http://www.estadao.com.br/internacional/not_int233052,0.htm
leia o relato de um pastor adventista indiano:
Meu amor e saudações a todos os meus queridos amigos em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, protetor de minha vida e família da morte. Aqui é Raj, seu amigo da Índia, pedindo sua gentil oração pela minha família e pelas igrejas no distrito de Kandhamal(Phulbani), Estado de Orissa. Para informá-los, houve um terrível ataque às igrejas de nosso distrito. Quase todos os vilarejos cristãos foram destruídos, demolidos e queimados. Isso começou no dia 24 de agosto de 2008 e continua de mal a pior. Mais de 100 cristãos mortos, entre eles cerca de 30 pastores, foram mortos de forma brutal ou queimados vivos. Ninguém sabe quantos estão desaparecidos. Os corpos dos mortos estão espalhados nas florestas, montes e vilarejos distantes. Não há ninguém lá para enterrar os mortos. Pessoas são mortas na frente de seus familiares, esposas e filhos. Meninas são raptadas por gangues e queimadas vivas. Não tenho palavras para expressar a agonia e a dor das pessoas. Muitos livros poderiam ser escritos sobre a tristeza de seus corações partidos. Quase todas as igrejas foram arruinadas, demolidas e queimadas. Todos os vilarejos e casas cristãs estão completamente destruídos, suas propriedades foram saqueadas e todos os veículos, queimados. Milhares e milhares de pessoas pobres e inocentes, junto com suas crianças e velhos, correram para salvar suas vidas nas florestas e colinas, e mesmo ali suas vidas não estão seguras. Eles continuam sendo caçados pelos fanáticos hindus. O toque de recolher vem desde 24 de Agosto de 2008. Sem transportes, sem mercados, parece que todo o distrito está parado e morto. O último culto que realizei com os crentes de minha igreja foi no domingo do dia 24. No dia 25, recebi notícias de que atacariam a mim e à minha família, e destruiriam minha casa. Para salvar minha vida e a de minha família, deixei minha casa às 5:30 da manhã apenas com a roupa do corpo. Eu, minha esposa e meu filho de 10 anos nos abrigamos e escondemos com um amigo não-cristão. O terror estava por toda a parte em nossa pequena cidade. Com muita aflição e medo, nos abrigamos naquela casa. Assim que a noite caiu, ouvimos o som de pessoas da oposição correndo de lá para cá, gritando 'matem todos os cristãos.' Seu objetivo era matar todos os líderes e pastores. Às 12:45 da noite, recebi uma ligação de um irmão. Eles marcharam contra o prédio do meu escritório e, sem perder tempo, arrasaram minha casa com uma bomba. Confiscaram tudo e queimaram o resto das coisas, meu carro e todas as bicicletas. Então avançaram para a casa em que eu estava escondido e arrombaram a porta para pegar e matar nossa família. Graças a Deus, o dono da casa tomou uma atitude corajosa para me proteger, acabou agredido brutalmente. Na manhã seguinte, com muito medo, eu, minha esposa Purnima e meu filho Comfort corremos para a floresta para nos salvar. Minha esposa é diabética. Eu os levei para a floresta, sem sabermos para onde estávamos indo. Um pastor e sua família nos encontraram naquela floresta. Permanecemos um dia inteiro ali e, ao anoitecer, andamos mais 10km mata adentro para ficarmos a salvo. Por quase cinco dias, o Senhor, com sua mão poderosa, nos protegeu naquela floresta. As pessoas de um vilarejo cristão próximo ficaram sabendo a nosso respeito e vieram nos ajudar trazendo comida. Ficamos sabendo que a floresta também não era nada segura. Com muito cuidado, chegamos ao acampamento de ajuda. Em cada um, de 5 a 6 mil pessoas. Não havia comida nem água, só doenças por toda a parte, crianças pequenas e muitos idosos já mortos. Foi um milagre dois motoristas não-cristãos de bom coração chegarem de 60km de distância com meu primo e nos salvarem da morte Em cinco minutos, pela manhã, às 7:45, eles nos atravessaram pelo campo dos opositores que queriam minha vida. Por sua graça e mão poderosa, Ele nos salvou. Graças ao seu santo nome, chegamos a um estado vizinho. Não sei o que fazer, peço sua gentil oração por minha família e também que todos vocês sustentem nosso povo e nossas igrejas em suas orações. As pessoas perderam sua esperança, não há apoio do governo, o terror está por toda a parte. Minha oração e confiança são que somente Deus, por sua graça, pode controlar a situação de morte e agonia. Algum de vocês pode enviar meu pedido de oração ao Dr. Dhanaraj e ao Sr. Mandoza em Maui Haggai? Por favor, informem nossa condição a todo o povo de Deus para oração. Se puderem, por favor me escrevam. Obrigado, meus amigos. Essa é a realidade, dizia o irmão Mandoza, antes de deixarmos Maui (Havaí). Não sei em que condições se acham sua vida e ministério, mas amo muito, oro e tenho saudades de todos vocês. Muito obrigado por seu amor e amizade por mim no Havaí. Que Deus abençoe todos vocês. Seu irmão Pastor Raj. RK DIGAL,INDIA.
Deputados proíbem funcionamento do comércio aos domingos no Estado
Folha Vitória Foto: Divulgação/Prefeitura
A matéria determina o funcionamento somente de segunda-feira a sábado
Lojas de departamentos, de material de construção, supermercados e hipermercados instalados no Espírito Santo que funcionarem aos domingos e feriados estarão infringido a lei. É o que acontecerá caso o projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais nesta quarta-feira (10) seja sancionado pelo governador Paulo Hartung.
A matéria impõe que esse tipo de comércio abra somente de segunda-feira a sábado, das 8h às 22 horas. A desobediência às disposições da lei acarretará ao infrator a aplicação de multa no valor diário equivalente a R$ 18,1 mil. Em caso de reincidência ocorreria o fechamento administrativo do estabelecimento por 30 (trinta) dias.
A deputada Janete de Sá (PMN), autora do projeto, ampara a idéia em conceitos religiosos. "A Igreja Católica orienta que os cristãos devem cumprir os Dez Mandamentos, sendo que o terceiro deles é 'guardar domingos e festas'. O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus 'descansou' ao sétimo dia, o homem deve também 'descansar' e deixar que os outros, sobretudo os pobres, 'tomem fôlego'", justifica.
Foto: Divulgação
"Se Deus 'descansou' ao sétimo dia, o homem deve também 'descansar'"
A parlamentar ressalta ainda os benefícios que a medida trará aos trabalhadores. "E o trabalhador que é obrigado a comparecer ao trabalho fica privado do convívio familiar, não efetua vendas e não recebe pelo dia trabalhado. Essa força majoritária do setor comercial brasileiro tem amargado, quando muito, o mesmo patamar de vendas dos demais dias da semana", afirma Janete de Sá na justificativa da matéria.
A Comissão de Justiça da Assembléia deu parecer pela constitucionalidade da matéria. A de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos e a de Defesa do Consumidor e Meio Ambiente, indicaram pela aprovação. Já a Comissão de Finanças, pela rejeição do projeto, que foi aprovado em plenário pelos deputados.
O projeto, para entrar em vigor e se tornar lei, precisa ser sancionado pelo governador Paulo Hartung. O texto aprovado estipula que o prazo máximo para esta regulamentação deve ocorrer em 30 (trinta) dias, contados da data de votação.
COMENTÁRIOS do Pr. Almir de Oliveira:
Iniciativas de proibir a abertura do comércio aos domingos não são nenhuma novidade... Dentro e fora do país, essa discussão tem sido cada vez mais acalorada.
Na verdade, o que chama a atenção nessa questão do Estado do Espírito Santo é a motivação, muito mais fundamentada em aspectos religiosos que na relação quase sempre conflituosa entre capital e trabalho... Creio que esse caso nos ajuda a refletir mais profundamente no “tempo” em que estamos vivendo.
Um outro aspecto paralelo e que não aparece na superfície da questão, é a situação dos adventistas que se candidatam a cargos públicos eletivos... Quando fui Pastor no Espírito Santo, isso há 20 anos atrás no início do meu ministério, convivi com um jovem de uma de nossas igrejas que dizia ter vocação para a política. O fato é que após algumas tentativas, ele acabou sendo eleito Deputado Estadual; como já não estava por lá, pois após alguns anos acabei sendo transferido para o Rio de Janeiro, e posteriormente para São Paulo, não sei se ele cumpriu bem o seu mandato, se foi reeleito, ou até mesmo se continua militando na política.
O fato é que, pelo que estamos lendo, uma legisladora de formação católica está defendendo os interesses de sua comunidade. E quem está defendendo o direito dos adventistas à liberdade religiosa?
Não me entendam mal... Não estou defendendo que a igreja indique seus “representantes” para o meio político... Mas se um “irmão” ou “irmã” se sente vocacionado para a vida pública, porque temos que torcer o nariz, agir com indiferença ou até mesmo criticá-lo(a) por isso? E o que é mais preocupante, darmos o nosso voto para candidatos de reputação duvidosa ou de quem quase nada sabemos...
Para aqueles que estão sinceramente preocupados com a vida espiritual dos nossos irmãos políticos, quero lembrá-los de que as circunstâncias não são definidoras de comportamento... Pelo contrário, é possível dar um maravilhoso testemunho a favor de Deus, mesmo nas piores circunstâncias (ver Daniel 1, 3 e 7); e para aqueles que acham que “lutando” por preservar a liberdade religiosa estamos retardando o cumprimento da profecia, quero lembrá-los que o mesmo espírito de profecia recomenda fortemente a defesa da liberdade religiosa, até como pano de fundo para a terminação da pregação do evangelho (Mateus 24:14).
Bom, espero que como formadores de opinião em nossa comunidade religiosa, reflitamos sobre o exposto acima e com humilde oração, recebamos de DEUS a orientação para “influenciar” nossos liderados no caminho da verdade, da retidão e da justiça.
1 abraço!
Pr. Almir
Assinar:
Postagens (Atom)